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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Caio Fábio afirma que Bíblia não é inerrante e atrái para si a "chuva" de questionamentos sobre a legitimidade de sua postura

CAIO FÁBIO AFIRMA QUE A BÍBLIA CONTÉM ERROS E É MAL INTERPRETADA. PASTORES DISCORDAM E ACIRRAM DEBATE SOBRE A INERRÂNCIA DAS ESCRITURAS

O debate sobre a Bíblia e sua coerência literária, cronológica e doutrinária foi acirrado com declarações do reverendo Caio Fábio, que numa entrevista, afirmou que “o cristianismo nunca leu a Bíblia tendo Jesus como chave hermenêutica”. Em sua opinião, a Bíblia deve ser lida a partir da perspectiva de Jesus, e todo o restante, interpretado sob esse ponto de vista. O vídeo com as declarações do reverendo Caio Fábio está fazendo sucesso nas redes sociais, após a divulgação por parte de pastores.

Questionado sobre quais seriam os motivos de os concílios que decidiram o tamanho, formato e conteúdo da Bíblia não terem corrigido ou extraído questões do Velho Testamento que foram anuladas por Jesus após seu sacrifício, Caio Fábio afirmou que “o que prevaleceu foi a hermenêutica ‘Constantiniana’”, fazendo referência à tentativa de moldar a Bíblia de forma linear e coerente.

Sobre a Bíblia, Caio Fábio disse que no livro foi aplicada uma “hermenêutica que tenta sistematizar a Bíblia inteira, para fazê-la ser um livro coerente consigo mesmo o tempo todo, em cada página, em cada verso, em cada letra”, e emenda dizendo que “é impossível, e quem diz que ela consegue [ser coerente] está mentindo”. O reverendo frisa em sua argumentação sobre a incoerência da Bíblia e afirma que “ela não é inerrante”, e aponta as falhas que enxerga no livro: “Ela tem erros literários, tem erros cronológicos, dá saltos generacionais e só fica em cima das figuras pivotais mais importantes para marcar a história”.

Caio Fábio é incisivo ao falar que a Bíblia foi um livro feito por homens: “[A Bíblia] não quer ser um livro de ciência para saber como o mundo começou. Ela é um livro do homem. Ela não é nem o livro de Deus, porque sinceramente, Deus tem livros infinitamente melhores do que a Bíblia para escrever, só que a gente não compreende”. Complementando sua declaração a respeito da Bíblia, Caio Fábio afirma que ela “é o livro possível para minha compreensão. Não só a minha de hoje, mas a compreensão da humanidade nos últimos quatro mil anos. É o livro possível. O grande milagre da Bíblia é carregar esse conteúdo divino, na relatividade de um livro, preso ao tempo, espaço, escrito por homens”.

Contrariando a opinião de Caio Fábio, o pastor Márcio de Souza, colunista do Gospel+, afirmou que “o Pastor Caio foi infeliz e simplista ao dizer que a Bíblia quanto a literatura, cronologia e genealogia não é inerrante. Nunca pensei que iria ver o Reverendo Caio Fábio dizer isso de forma tão leviana e embasado em argumentos tão fracos. Afirmar que a Bíblia é do homem é contradizer a própria Bíblia quando em 2 Tim 3:16 o apóstolo Paulo afirma categoricamente que a Escritura é divinamente inspirada”.

Veja o vídeo da polêmica entrevista do Rev. Caio Fábio:

JESUS - A chave hermenêutica | Para entender o que lemos nas Escrituras from Chico Pacheco on Vimeo.


Souza repudia as declarações do reverendo e afirma que a “argumentação do senhor Caio Fábio é satanicamente inspirada, proveitosa para criar confusão e contenda, pronta para desviar gente inocente que o ouve do Caminho da Graça e é injusta com Deus. Ele deveria saber o quão admirado foi pelo povo que hoje despreza, e quantas pessoas influencia com suas falácias. Porém, hoje, diante desse vergonhoso vídeo que não desconstrói o que ele fez no passado, mas distorce suas falas antigas numa espécie de releitura cega, preciso afirmar com todas as letras e sem simplismo que as Escrituras falam contra ele e sua argumentação relativista”.

Outro que discorda de Caio Fábio é Paulo Teixeira, do Holofote, afirmando que “Caio Fábio está fazendo de tudo para sair do ostracismo, não é novidade para ninguém, todavia tudo tem limites”. Teixeira classifica de “loucuras” as ideias de Fábio a respeito da Bíblia, e diz que “só existe um que tenta incansavelmente desacreditar a Palavra de Deus, Satã. Será que Caio Fábio decidiu fazer parceria com ele? Caio Fábio precisa de oração! Precisa parar com essas palhaçadas de querer ‘sair da toca’ atacando tudo e todos, e o pior, sem limites. Precisa se arrepender. Imagine um neófito na fé nas mãos de um homem deste!”, conjectura.

Daniel Simoncelos, colunista do Gospel+, defende os argumentos de Caio Fábio, e contextualiza as declarações do reverendo: “Ele está certíssimo em dizer que devemos ler o Velho Testamento à luz do Novo, sempre olhando para Cristo. Quando ele diz que a escritura não é inerrante quanto à cronologias, a questão é que as escrituras não se propõem a colocar todos os nomes de uma árvore genealógica, mas sim os principais. Isso não é erro, e sim uma escolha do autor. Quanto a erros na cronologia, novamente não é uma questão de erros e sim de prioridade do autor. Eu posso contar minha história de traz pra frente caso queira”.

Simoncelos pondera dizendo que “de fato, a bíblia é um livro humano, porém jamais poderíamos afirmar que é um livro meramente humano, mas também divinamente inspirado por Deus. Jamais conseguiríamos compreender as escrituras caso fosse apenas divina, pois quem conheceu a mente do Senhor? Imagine só se Deus resolvesse nos contar como foi que Ele criou o mundo de verdade? Não iríamos entender nem uma linha. Imagine tentar compreender todas as leis do universo? Teríamos que ter um HD infinito dentro de nossa cabeça”.

Para Simoncelos, o reverendo está correto em seu ponto de vista sobre a função da Bíblia: “Caio afirma corretamente que Bíblia não se preocupa em explicar a criação do mundo, e eu creio que a Bíblia é a palavra de Deus, e através dela podemos nos ler como pecadores e merecedores da condenação e ao mesmo tempo ler a história de amor de Deus com a humanidade por meio da reconciliação que podemos ter por meio de Jesus. É uma história de Redenção da Humanidade por meio de Jesus Cristo. Com relação a isto ela é completamente inerrante, infalível e perspicaz, não se contradiz nunca em essência”, pontua.

Fonte: Gospel+

NOTA: Como professor de Teologia posso afirmar que a Bíblia contém, sim, discrepâncias. Estas discrepâncias estão presentes nos textos narrativos - principalmente naqueles cuja linguagem não é em prosa, mas que são essencialmente descritivos. Tais discrepâncias, contudo, NADA TÊM A VER COM "ERRO DA BÍBLIA", posto que a questão da inerrância, desde seus primórdios, lida com a centralidade da mensagem a ser transmitida, ou seja, a mesma nunca se perde por causa de discrepantes detalhes históricos. Em algumas histórias, veremos Jesus (nos Evangelhos, por exemplo) curar 1 cego e, noutra, 2. A questão não é a quantidade de cegos que Jesus curou, naquela exata passagem histórica, mas o que ele disse ou o que quis ensinar com tal feito, independentemente de ter curado 1, 10 ou 1000. A questão é que os existencialistas, como Caio Fábio, tendem a relativizar a maneira como compreendem a mensagem da Escritura, tirando-lhe, de fato, toda essencialidade. Neste ponto, em termos hermenêuticos, o essencialismo é o contrário do relativismo, uma vez que o texto, neste último, ganha muito mais força de uma enteidade própria, autônoma, à medida em que se entende que o texto tem ou não tem algo a falar à minha individualidade. Assim, textos qus me tornam "depressivos", posto que sejam "muito rígidos" ou que os considere espúrios, não são "Palavra de Deus", embora constem na Bíblia. Usar "Jesus como ´chave-hermenêutica´" é, em outras palavras, centralizar como Palavra de Deus apenas o que está registrado como os ditos de Cristo, sendo todo o restante da Bíblia interpretado sob a ótica do que nos foi transmitido por aqueles ditos de Cristo. Este reducionismo hermenêutico não só é perigoso, como negligencia o fato de que os concílios universais que estabeleceram o Cânon bíblico, foram compostos de estudiosos que, muito provavelmente, viram as discrepâncias bíblicas de narrativa - as que mencionei no início -, mas que entenderam que o conceito de "Inerrância das Escrituras" perpassa questões maiores, como "teologias de mensagens" e, é claro, a centralidade de Cristo Jesus em todo o corpo bíblico. A "centralidade de Cristo" não significa que deva ver a figura de Cristo em todos os preceitos que nos são repassados no texto bíblico, mas que, essencialmente, a Bíblia (como um todo) aponta para uma "história da salvação" (como diria Conzelmann), que tem protagonistas históricos (Israel, Jesus e a Igreja), que, contudo, estão abaixo, hierarquicamente falando, da pessoa de Cristo, o "centro" desta história. Deste modo, creio piamente que aquilo que considero como "falácia cristológico-hermenêutica) do Rev. Caio Fábio, nada mais é do que, como disseram os colegas na reportagem, uma tentativa desesperada de se insurgir na mídia, especialmente a evangélica, para posar como um novo "Lutero". Pelo que vejo e sei da envergadura teológica do Rev. Caio, nada pode me fazer pensar em outra coisa, senão que, com tais declarações polêmicas, o referido pastor volta a ser o centro das atenções. Que fique claro que o meu intuito ao colocar uma reportagem como essa e minha consequente respota não visam a promoção do Rev. Caio, mas a questão da Inerrância das Escrituras, ou seja, uma melhor explicação sobre a mesma. De fato, penso que o Rev. Caio deveria estar se preocupando com outras coisas, inclusive com um levantar ministerial salutar, pois, se continuar assim, Caio Fábio entrará para a História, não como alguém que ajudou na evangelização e educação bíblica do Brasil, mas como um triste e amargurado "ex-líder evangélico" que, nos momentos em que antecederam seu supultamento no ideário evangélico, como um homem de Deus, o tal saiu da segurança daquilo que lhe é apresentado, nas Escrituras, pelas incertezas e inquirições indefinidas trazidas na melancolia do existencialismo cristão.

8 comentários:

ECO disse...

O que é mais impressionante nisso tudo, é que perde-se aproximadamente 1 hora ou mais para postar um fato desse, pelos "Pedros - defensores do Evangelho" enquanto poderíamos estar orando pela vida desse homem.


OREMOS...

Artur Eduardo disse...

Não, não, Douglas ou Christophane (não sei quem escreveu, pois, não se identificou corretamente...), o "mais impressionante" é estarem surgindo grupos, movimentos, encontros de jovens cristãos, com muita vontade de evangelizar, pregar a palavra - como pude ver que, ao que parece, é o seu exemplo - mas que, infelizmente, não têm o conhecimento/humildade necessários para entender que nem todo mundo é "olho"! Vi que seu ministério é de resgate, de levar a mensagem em uma linguagem contemporânea... mto bom. Mas, vcs erram por não entenderem que a Apologética às vezes é enfrentamento, sim, quando vemos expoentes do Evangelicalismo incorrendo em crassas heresias. Apologética é "Defesa" e a defesa precisa ser firme! Assim como o seu trabalho exige certa firmea! Por que vcs não "oram", apenas, pelas pessoas com quem trabalham? Porque vocês sabem que sua oração deve vir recheada com o trabalho, que garantirá efetividade àquilo que intencionam: a correção espiritual destas pessoas... não é? Expor um pensamento herético que, graças à Internet, corre solto, fazendo Deus sabe que estragos, denunciá-lo e corrigí-lo É A TAREFA MÁXIMA DA APOLOGÉTICA CRISTÃ GENUÍNA, que não está preocupado com a imagem de um determinado indivídio - ele apenas é o pivô do debate -, mas, muito mais, com a imagem do próprio Evangelho, que perde imensamente quando começa-se a se propagar que "a Bíblia contém erros", "que é apenas um livro qualquer", "que é o reflexo do pensamento humano", etc., etc., etc. Impressionante é vocês montarem um grupo, com uma proposta tão importante e, infelizmente, repito, ainda não entenderem isso. Mostra que precisam de orientação bíblica, sim; que, apesar de sua boa vontade, precisam ser inteligentes o suficiente para saberem que não sabem de tudo e que precisam de orientação espiritual e bíblica, para que possam melhor entender os preceitos da Escritura e divulgá-los na porção, isto é, no chamado, na vocação que o Senhor Deus lhes confiou. Recapitulando: nem todos no corpo são "olho", irmãos. Saibam reconhecer as vocações, os ministérios alheios, as especificidades de cada um e louvem e engradeçam o nome do Senhor Deus por aqueles que estão atinando à sua respectiva vocação, despreendendo tempo e recursos, sim, não para a detratação da imagem de quem quer que seja, mas, muito mais, para o enaltecimento do Senhor Deus e a propagação de sua graça soberana, revelada a nós através de sua infalível Palavra.

Amauri B. Santos Jr disse...

Penso que os "erros" da bíblia estão nos olhos de quem os procura. Concordo com o Caio quando ele diz que a bíblia foi escrita pra homens,numa linguagem que os homens possam entender. Também concordo que Deus não se preocupou em nenhum momento em entrar em detalhes sobre criação, e outros assuntos mais, não da forma que os homens queriam. O problema é que como temos a bíblia como manual de fé,palavra de Deus, esperamos que nela contenha todas as respostas e explicações para todas as perguntas e dúvidas da humanidade, científicas e existênciais, e de forma bem convincente. Estamos pensando como os cientistas, e querendo que Deus pense também, ou há explicações lógicas e científicas pra um mar que abre-se ao meio formando um corredor com paredes de água? Ou há explicação pra um morto de quatro dias tornar a vida? e etc etc etc. Também concordo (e é apenas achismo de minha parte) que durante os anos alguns erros de interpretação ocorreram e ainda ocorrem, na interpretação de textos da bíblia, mas por ignorância e achismos dos homens que lem a bíblia de qualquer jeito, e não dos homens que a escreveram, mas muitos desses erros sem importância na construção de nossa fé, já outros tão graves ao ponto de criar seitas e heresias extremamente maléficas para a humanidade. Mas como o Pr Arthur falou ontem no nosso culto de doutrina na IEVCA, as pessoas precisam aprender a ler a bíblia, pois a bíblia não é um livro qualquer, e não deve ser lida de qualquer forma.

5n3v35 disse...

Pior é que esse Caio tem seguidores. Assim como ele o mundo revela outros com suas visões sobre a bíblia. Jesus já tinha previsto este tempo.

Marcio Alexandre Prata Ferreira disse...

Olá prof Arthur.

Por favor, me corrija se eu entendi errado seu comentário, naquilo que vc chama de discrepâncias nos textos narrativos.

A impressão que tive é que vc tende a reduzir o significado de alguns textos que parecem conter possíveis discrepâncias de informações, à aquilo que ele quis ensinar naquela passagem,desprezando assim tais aparentes contradições de caráter histórico que ali foram descritas.

Se, de fato, vc quis dizer isso, tenho que discordar tb do seu comentário.

Acho que essa atitude de reduzir o significado do texto a intenção do autor, sempre que nos depararmos com uma dificuldade textual, funciona apenas como uma válvula de escape, uma saída pela tangente, diante de tal possibilidade de erro. Prefiro, buscar uma outra resposta, uma conciliação possível diante d textos que parecem mostrar alguns equívocos de informações quando escritos por mais de um autor, como o caso da cura do cego, citado por vc.

Entendo que a quantidade de cegos é importante sim, afinal de contas, estamos diante de informações históricas. Por isso, prefiro acreditar que neste evento (p.ex) que foi registrado por "dois" narradores, Jesus curou dois cegos sim e não apenas um, todavia, o que aconteceu foi que, o outro determinado autor, por motivos pessoal e propositais preferiu descrever o evento especifico com apenas a cura de um cego. Dessa forma, a dificuldade existe apenas quando deixamos de perceber que por traz de cada narrativa dessas existe um proposito e uma intenção.

Novamente repito, me corrija se lhe entendi errado.

Abcs.

Artur Eduardo disse...

Olá, Márcio. Vc está se referindo à inerrância irrestrita da Bíblia, ou seja, aquela que não admite qualquer tipo de discrepância nas Escrituras, colocando, todas as que obviamente existem, não mãos dos copistas/editores posteriores. Esta é uma questão que tem motivado a crítica textual a buscar respostas, no cruzamento de dados nos melhores manuscritos, desde que este trabalho existe (realçado com a advento da crítica bíblica moderna). É uma possibiliade, sim. Contudo, o importante quando falamos da inerrância das Escrituras, conforme nos diz William L. Craig, é percebermos se o núcleo da história se nos foi preservado, embora questões periféricas - sim, periféricas - sejam primárias para muitos: os chamados "literalistas". Como professor de Evangelhos há 12 anos, posso lhe assegurar que há discrepâncias, sim, nos relatos. Estas discrepâncias são irreconciliáveis, na ótica do estudiso que pressupõe uma harmonia irrestrita (extremamente literal) da Bìblia. Confesso-lhe que, também, não podemos assegurar, com 100% de certeza, que os originais contém tais discrepâncias (ou seja, que não haja, de fato, uma harmonia textual irrestrita). Mas, cito-lhe o caso dos Evangelhos: Broadus, Bloomberg, Dodd, Craig, todos admitem o uso de "Marcos" como uma fonte para "Mateus" e "Lucas". Isto sem falar de Vielhauer, Dunn, Gundry e o pessoal da Enc. Histórico-Teológica da Igreja Cristã (vários autores), além do Novo Dicionário da Bíblia - uma obra concservadora ao extremo, com alguns dos melhores comentaristas de que tenho notícia. Bem, se "Marcos" foi uma fonte literária para os outros sinóticos, é muito estranho discordarmos da prioridade de "Marcos" frente aos demais (digo em aspectos cronológicos), uma vez que, quando Lucas "discorda" de Marcos (com alguma discrepância ou omitindo algo que aquele diz, na mesma passagem), então "Mateus" concorda com "Marcos". Quando o "Mateus" é aquele que "discorda" de "Marcos", então "Lucas" concorda com aquele. Não há praticamente nenhuma passagem em que "Mateus" e "Lucas" discordem, simultaneamente de "Marcos" (isto é, numa mesma passagem histórica). Este foi um dos motivos de ressaltarmos, após vsta análise crítica, que o Evangelho de Marcos é sumamente importante, para reconstruirmos a base do que viria a ser chamado de "harmonia dos sinóticos". Os núcleos das mensagens - e suas respectivas teologias - estão salvaguardadas no fato de que a análise mostra verossimilhança literária, embora o fato histórico (como um milagre, por exemplo), seja, realmente, aceito por uma condição de fé....

Artur Eduardo disse...

...Contudo, em ambos os aspectos, tanto o fato histórico quando a harmonia literária NÃO são prejudicados pelas discrepâncias, uma vez que o núcleo da mensagem se nos foi preservado. É este núcleo que devemos nos fiar, para lermos passagens como "Seis dias depois destas coisas..." e "Cerca de oito dias depois de Jesus ter proferido estas palavras...", de maneira harmônica e com e literariamente correta, do contrário - aí sim - precisaremos de um malabarismo intelectual impressionante para sustentarmos que tal discrepância se deu por simples má tradução, "erro de copistas" ou algo parecido, e pior, queremos forçosamente que o as pessoas entendam que o texto, na verdade, "está dizendo a mesma coisa". Contudo, sei que "cerca de oito dias depois.." EQUIVALE a "seis dias depois...", o que fortalece (observe, não enfraquece) a historicidade por trás de ambos os relatos, que ,apesar do hiato de tempo e de propósito teológico, convergem fidedignamente para um evento que aconteceu num espaço de tempo coerentemente descrito por amgos os autores. Isto não é, em absoluto, afirmar que "a Bíblia contem erros" ou reduzir a inerrância bíblia à essencialidade da mensagem... nada disso. É mostrar que há, sim, dificuldades que, olhada sua conjuntura, em nada modificam a base bíblico-escriturística daquilo que chamamos de Inerrância.

AQUILINO DIAS DA SILVA disse...

Pr. ARTHUR,O SENHO DEVERIA SE PREOCUPAR EM COMBATER A ABERRAÇAO ABSURDA QUE VEM ACONTECENDO NO MEIO DA IGREJA DOUTRINARIO,MORAL,TEOLOGICO....CAIO FABIO CONTRIBUIL(E CONTRIBUI)MUITO MANIFESTANDO UMA OPINIÃO CLARA(COMO SEMPRE FOI DE SEU PERFIL)DO CAMINHO QUE A IGREJA ESTAVA E ESTA TOMANDO EM RELAÇÃO AO SEU DISTANCIAMENTO DO EVANGELHO. AO SEUS CRITICOS SÃO APENAS "TEOLOGOS" QUE ACHAM SER DONOS DE TODO PODER.O CAIO SIM FOI E É UM PROFETA PARA ESTA GERAÇÃO QUE DESAPRANDEU O QUE É SERVIR A DEUS COM TEMOR E TREMOR SE DISTANCIANDO DE DEUS E VIVENDO UMA VIDA DESCOMPROMISSADA COM O PROXIMO E E CEGOS AO QUE O IGREJA ESTA SE TORNANDO:"UM LUGAR DE NEUROSES,EM QUE AS PESSOAS ESTÃO PERDENDO A SIMPLICIDADE DO EVANGELHO" PS: "NÃO CONCORDO COM TUDO QUE CAIO FABIO DIZ,MAS,NÃO E POR ISSO QUE VOU FECHAR OS OLHOS PARA SABER QUE ELE É HOMEM QUE FOI SEM DUVIDA LAVANTADO POR DEUS.GOSTO TAMBEM DE SEU MINISTERIO,CRIO QUE O SENHOE É HOMEM DE DEUS,SÓ GOSTSRIA QUE OLHACE COM MAIS CARINHO PARA TODA A RELEVANCIA DA VIDA DO CAIO,PARA IGREJA.FIQUE NA PAZ.(aquilinodias@bol.com.br)

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