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sexta-feira, 5 de abril de 2013

"O mito da superpopulação" (VÍDEO)

MAIS UM MITO A FAVOR DO STABLISHMENT POLITICAMENTE CORRETO CAI POR TERRA


I
Voltava do Recife, casamento de Jorge Ferraz, onde tive o prazer de encontrar os editores desta revista, e olhava Alagoas pela janela. Notei uma imensa área verde, não parecia haver ninguém, e lembrei como se diz por aí que estamos chegando a um ponto de superpopulação no planeta. Mas isso não é verdade. Junte todas as pessoas do mundo numa única multidão. Cabe todo mundo no Distrito Federal. E nem é muito apertado: pense antes numa missa campal que num show. Dá 0,85m² por pessoa, bem mais tranquilo que um metrô ou um ônibus. Duvida? Pergunte ao Wolfram Alpha:


Ok, mas não dá para colocar toda a humanidade numa multidão. Vamos fazer o seguinte. Vamos dar um lote de 86m² (maior que o meu apartamento) para cada pessoa do mundo. Cabe todo mundo em Minas Gerais:


E isso porque não considerei que as pessoas se juntam em famílias e que hoje fazemos construções verticais, os prédios. Muitas vezes acreditamos na balela de superpopulação porque vivemos, a maioria da humanidade, em grandes cidades, e consideramos impossível que se sustente uma densidade assim em todo mundo, esquecendo-nos das áreas inabitadas ou de população muito esparsa, que formam a maioria do território.


Malthus, pioneiro na ideia de que o mundo não aguentaria tanta gente, previa que a comida do mundo acabaria em 1890. Na década de 60, a ONU (sempre ela) começou a apregoar que isso ocorreria no fim da década de 70. Hoje, 2012, nunca o mundo desperdiçou tanta comida. Há fome no mundo, e sempre houve. As causas são complexíssimas, mas o excesso de gente não é uma delas. Guerras, pobreza, má distribuição, ganância, concorrem para a fome muito mais que o excesso de pessoas.

A pobreza, contudo, tem uma maneira eficaz de ser combatida: mais gente no mundo! Quanto mais braços a trabalhar, mais riqueza é produzida. E isso torna-se óbvio ao ver o êxodo rural de meados do século XX, em que muitos pais de família foram “sozinhos pra capital”, como diz a canção de Caetano Veloso. A cidade, com todos os seus problemas, exatamente por ser uma concentração enorme de pessoas, permite uma geração de riqueza mais eficaz.

Além de falta de espaço e de comida, outros problemas podem ser elencados em relação ao crescimento populacional, como a geração de lixo, e o uso de outros recursos que não alimentos. Para estes últimos, a inovação científica e tecnológica, aliada à geração cada vez mais eficiente de riquezas, tem andado em ritmo mais veloz que o aumento populacional. O lixo depende de novas ideias e uma nova (ou antiga) maneira de entender o consumo.
A diminuição da população, contudo, traz problemas reais.

É natural na história que os jovens sustentem os velhos quando esses param de trabalhar, como um dever de justiça; o próprio sistema previdenciário é baseado nessa ideia. O aumento da expectativa de vida, juntamente com a queda nas taxas de natalidade, tornou mais difícil (e cada vez mais raro) que isso fosse cumprido, e frustrou cálculos previdenciários feitos há 60 anos. Diversos países que tiveram a sua taxa de natalidade diminuída nos tempos recentes hoje vivem crises gravíssimas de previdência social.

Alguns países já percebem o mal que a diminuição populacional causa, e começam a enfrentar o problema. Vários países europeus, que sofreram um inverno demográfico voluntário e hoje têm medo de uma dominação islâmica meramente numérica (já que esses últimos não se negam a ter filhos), hoje dão inúmeras benesses a quem tenha filhos, chegando ao ponto de dar um valor fixo em dinheiro por mês a cada um que se tenha. Em Cingapura foi feita uma campanha de extremo mau gosto para que as pessoas dedicassem certa noite (a Menthos National Night) à reprodução.

O fato: não há superpopulação. O tamanho da população mundial nunca trouxe problemas por ser grande mas, ao contrário, onde falta gente abundam problemas. Para mais informação, recomendo a visita a este site:


2 comentários:

V. Frari disse...

A conta tem um erro grosseiro:
7.000.000.000 de pessoas × 0,85 m² = 5.950.000.000 de m² ou 5.950.000 km²
O Distrito Federal é mil vezes menor que isso.
Para se ter uma ideia, o Brasil tem 8.515.767 km²
Conclusão: toda a população do mundo em pé ocuparia quase 80% do território brasileiro.

Artur Eduardo disse...

Como bem alertou o V. Frari, a conta do site "Revista Vila Nova" tem um erro. Realmente, toda a população do mundo ocuparia cerca de 80% do território brasileiro, mas..... mesmo assim, cremos ser um espaço excessivamente pequeno para se falar que tal quantidade de pessoas - hoje, algo em torno de 7 bilhões -, realmente compromete o progresso sustentável e equilibrado do mundo. Essa é a maior tese dos que levantam a bandeira da "ecorreligião", que transforma reservas ambientais em "santuários ecológicos" e que, juntamente com a indústria do aborto, requer uma drástica diminuição da população mundial atual.

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