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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Para uma ala da ciência tudo é "mutável", menos o homossexualismo!!...

EX-GAYS DESAFIAM A ´DITADURA´ PSEUDO-CIENTIFICA QUE INSISTE EM AFIRMAR QUE NINGUÉM PODE MUDAR A ORIENTAÇÃO SEXUAL DA HOMOSSEXUALIDADE PARA A HETEROSSEXUALIDADE; E QUE, QUANDO ISTO ACONTECE, O INDIVÍDUO ´NA VERDADE NÃO ERA GAY´(!?!?!?!?!)....

Obs: Os textos abaixo foram retirados na íntegra de suas fontes. Todas as expressões usadas provém do CorreioWeb e do Diário de São Paulo. Escrevemos uma nota pessoal ao fim das reportagens.

"É impossível para mim voltar a ser o que era antes", afirma ex-travesti.
Fonte: CorreioWeb

Ex-travesti casa na igreja e jura amor eterno para a noiva. Os tempos de madrinha da bateria da Aruc fazem agora parte do passado. Sábado de carnaval. A noite nublada imprimia ainda mais solidão às ruas vazias de Brasília. Mas era carnaval, não havia como negar. Nas tevês, Olinda, Salvador e Rio de Janeiro pegavam fogo. Em Brasília, a animação não chegava a banho-maria. Aqui e ali, ouvia-se o batuque de um tamborim. No Eixo Monumental, a Passarela da Alegria coloria-se à espera da tal alegria que lhe dá o nome. Enquanto isso, numa igreja evangélica na L2 Sul, um desconhecido Paulo Trindade, 35 anos, casava-se com a simpática morena Susan Soares dos Santos, 19 (fot esq.). Até aí, nada de incomum, não fosse por um detalhe: há dois anos, Paulo era o travesti Paulinha, madrinha da bateria da Associação Recreativa e Cultural Unidos do Cruzeiro (Aruc). Depois de viver relacionamentos homossexuais por anos, Paulo fez o que muitas pessoas duvidam que pode ocorrer na vida de um gay: virou heterossexual. Apaixonou-se por uma mulher e resolveu se casar. A cerimônia aconteceu na Igreja Batista Central de Brasília. Foi igual a qualquer outra. Havia pares de daminhas e pajens, fila de padrinhos, música romântica, igreja ornamentada e atraso. Muito atraso. Marcada para as 19h30, a cerimônia começou somente às 20h45. Enquanto esperavam, os convidados andavam de um lado para o outro. Mulheres em longos vestidos, homens de terno, meninas vestidas como princesas.

Eram, na maioria, pessoas simples. E empolgadas com o acontecimento.‘‘Foi uma obra de Deus’’, disse Eduardo Vidal, 60 anos, um dos padrinhos do noivo, referindo-se à mudança na vida de Paulo. ‘‘Mas essa transformação partiu do coração dele. Deus não invade’’, acrescentou Nilvânia F. Chaves, 35, amiga do ex-travesti desde os tempos em que ele era artista performático — e era considerado, segundo ela, ‘‘a mulher mais bonita de Sobradinho’’. Deus — ou o Espírito Santo por ele enviado — foi apontado por todos como responsável pelo milagre realizado em Paulo. O pensamento era unânime. ‘‘Ele parou, pensou em Jesus e teve uma segunda chance. O passado não existe mais. Por acreditar nisso, permiti o casamento’’, argumentou Roberto dos Santos Filho, 45, pai da noiva. O passado de plumas, paetês e purpurina parece mesmo ter ficado para trás. Não mais Gloria Gaynor. Não mais desfiles, cabelos longos, peitos siliconados. Para Paulo, o brilho da vida gay ’’virou fogo fátuo‘‘. Nem mesmo o relacionamento estável com outro homem lhe proporcionava paz. Paulo não se aceitava mais como Paulinha. No dia 13 de janeiro de 2000, ele tomou a decisão que faria sua vida virar de ponta cabeça: seria heterossexual. O início da mudança coincidiu com seu ingresso na igreja evangélica Assembléia de Deus Ágape, em Sobradinho. Lá, deu testemunho de vida, chorou, rebelou-se contra a vida que levava até então. Os amigos torceram o nariz, as pessoas fizeram chacota, a mídia repercutiu. Mas o ex-travesti não desistiu. Hoje, atesta: ‘‘É impossível, para mim, voltar a ser o que era antes’’.

Nove pares de arranjos florais adornavam o caminho até o altar. Pisando em tapete bege, a noiva foi recebida por um nervoso Paulo e chorou em várias ocasiões. O próprio noivo foi tomado pela emoção quando Susan declarou-lhe amor eterno por meio de uma canção. As lágrimas rolaram — não tanto quanto as águas que rolam nos carnavais que já foram prioridade na vida de Paulo, mas rolaram.‘‘Lembre-se, Paulo: o que Deus une, o homem não separa’’, bradou o pastor Luiz Gustavo ao microfone, quando os noivos, já casados, saíam da igreja. ‘‘Lembre-se, Susan: o que Deus une, o homem não separa’’, disse, mais uma vez. O pastor mostrava-se confiante. Não falou sobre o passado de Paulo, mas frisou, em vários momentos, as benesses da união entre homem e mulher. A beleza do amor-até-que-a-morte-os-separe. A pureza da monogamia.Paulo e Susan, ele maquiador e cebeleireiro, ela estudante, viajaram em lua-de-mel para o Rio de Janeiro. Não para cair no samba ou mesmo participar de alguma troça de rua. Foram para uma praia reservada e distante do burburinho. Confiantes e dispostos a começar vida nova. ‘‘Encontrei o caminho. Encontrei a paz. É um renascimento’’, disse o recém-casado.

Ex-travestis tornam-se pastores de igrejas evangélicas
Fonte: Diário de São Paulo

SÃO PAULO - "Raspa careca!", ordenou Natasha, se despedindo das longas madeixas. "Tá louca?", respondeu o cabeleireiro, espantado com o pedido. "Me apaixonei por outro homem. Quero mudar o visual", justificou Natasha. "Então ele é rico!", exclamou o moço, já com a tesoura na mão. "Sim. Rico de amor. É Jesus...". Esse diálogo aconteceu há cerca de 20 anos, num salão de beleza do centro da capital. Na época, Pedro Santana, conhecido na noite paulista como Natasha, largou a vida de travesti para se tornar pastor da Assembléia de Deus. Tosou o longo cabelo loiro e voltou a ser homem. Assim como ele, Paulo Rogério Ribeiro e Paulinho de Jesus seguiram o mesmo caminho: "Só com fé esse milagre acontece. Tenho ganhado muitos homossexuais para Jesus" - garante Paulinho de Jesus, ex-Paulete. Era a segunda vez que Pedro renegava o próprio corpo. "Ganhei seios por causa dos hormônios e silicone líquido. Tomava uma cartela inteira de anticoncepcional por dia. Perdia pêlos e ganhava peito" - afirma Santana. Ele garante que a exuberância feminina sumiu apenas com exercícios físicos e dieta. Hoje, aos 48 anos, está casado com Antônia, de 39, e tem três filhos: Daniel, de 20, Débora, de 18, e Samuel, de 15. "Eles sabem da minha história. Não tenho vergonha, é meu testemunho" - diz o pastor. E esse testemunho lota igrejas evangélicas do Brasil e no exterior. Santana já viajou para dezenas de países por causa deste milagre, incluindo o Japão. Agora, ele é gordinho e usa bigode, mas continua dando show. "Só uso roupa de macho. Nem compro sapato com fivela. Gostava do glamour, de aparecer, sempre fui bem vestida" - brinca, durante seu testemunho. Entre uma revelação e outra, os fiéis comemoram, aos berros, com "Aleluia!" e "Jesus te ama!".

TRAUMA DE INFÂNCIA - Ele lembra da infância difícil. Com 10 irmãos e sem pai, que morreu quando ele tinha 4 anos, a família passou necessidade e, desde cedo, pegou no pesado: como empacotador de supermercado e carregador de água em cemitério. "Sempre tive interesse por meninos. E depois de ser estuprado, aos 6 anos, caí na vida", diz. Ele conta que se prostituiu quando era menor. Fez ponto em locais famosos da capital. Quando estava no fundo do poço, foi levado a uma igreja evangélica. "Só Jesus reverte esse processo. Dizem que uma vez gay, sempre gay. Mas há exceção", garante. Paulo Rogério Ribeiro, de 37 anos, tem história semelhante, com graves problemas familiares e abuso sexual. "Nunca fui aceito. Já na gravidez, minha mãe tentou abortar. Usou cinta até o sétimo mês para esconder a barriga. Nasci prematuro e fui para a casa da minha avó, porque minha mãe estava presa", conta. Aos 9 anos, já sabia o que era a prostituição. A tia, que o acolheu após a morte de sua avó, fazia programa. Aos 17 anos, modificou o corpo.- Nunca tive carinho... E depois de terem usado meu corpo, já não fazia mais diferença - diz Ribeiro. Hoje ele se diz "curado", mesmo que nunca tenha se relacionado com mulheres. Não está namorando, mas garante que olha diferente para elas.- Talvez eu consiga ter um relacionamento quando eu tirar os seios. Mas preciso de R$ 4 mil - diz. Ribeiro mantém o cabelo curto, usa paletó e camisa larga, porém não se livrou de alguns trejeitos femininos. Diz que são cicatrizes. "Meu sonho é casar e ter filhos", afirma.

"NÃO HÁ O QUE CURAR" - "Não existe ex-homossexual". A afirmação é do psiquiatra Alexandre Saadeh, que trabalha com sexualidade desde 1993 e cuja tese de doutorado pela Universidade de São Paulo abordou o transexualismo. "Quem é mesmo homossexual, não escolhe ser. É uma imposição do corpo. Seu desejo é direcionado para alguém do mesmo sexo. É com quem tem prazer de qualidade", explica o especialista, que nunca conheceu homossexuais e travestis que tenham voltado a ser homens. "Alguns sofriam muito e tentavam de tudo para voltar ao que chamavam de 'normalidade'. Não conseguiram" , diz. Saadeh diz que a religião pode ser um conforto da alma, mas não transforma orientações sexuais. "Pode amenizar culpas, mas não 'curar' homossexualidade ou transvestismo. "Não são doenças, não há o que curar" afirma o especialista. Para ele, muitas pessoas que passam por estresse importante, que têm história complicada (como de abuso sexual quando criança), podem apresentar comportamento semelhante como forma de defesa ou de compensar marcas decorrentes. E "E podem não ser travestis", diz.

Nota do Pr. Artur Eduardo - É, realmente, uma abordagem científica altamente duvidosa. O que o especialista está tentando dizer é que, se alguém deixa o homossexualismo é porque na verdade nunca foi homossexual, o que é obviamente um contrasenso. Afirmar que muitos "falsos" homossexuais desenvolveram todo um trejeito efeminado, com práticas inclusive, por causa de "um processo biológico como uma forma de defesa ou um ato para compensar marcas decorrentes" é absurdo e mostra até que ponto pode ir uma pressuposição dita científica para apoiar, claramente, um fenômeno de fortes implicações sociais. Em suma pode se dizer que o que se atesta é o seguinte: "Pode ser ´qualquer outra coisa´, menos observar-se a homossexualidade como uma distorção biológica com implicações e consequências sociais sérias, e a reversão deste estado como um ato do poder de Deus; em cuja Palavra está, explicitamente, Sua desaprovação em relação ao mesmo.

4 comentários:

Anônimo disse...

QUANDO SE FALA DE HOMOSEXUALISMO, FALA-SE DE ALGO "NATURAL" HOJE EM DIA.O QUE SE DEIXA DUVIDAR POR NÃO HAVER EMBASAMENTO, CIENTÍFICAMENTE COMPROVADO.
SÓ EXISTEM GENS(NO QUE SE REFERE A SEXUALIDADE): MASCULINOS E FEMININOS, NÃO HÁ UM TERCEIRO(HOMOSEXUAL).

Saberes e sabores das letras disse...

Enquanto vocês não entenderem que a condição sexual não se restringe aspecto concreto da sexualidade, os orgãos em si, continuarão a disseminar tolices. Quando se pensa em homossexualidade, deve-se pensar, a priori, em identidade de gênero, que nos remete a algo mais complexo, de natureza psíquica e sentimental. O fato desse cidadão ter se casado não quer dizer absolutamente nada, pois dentro dele vai sempre morar um sentimento homoafetivo. O fato de a pessoa não ter a prática homossexual, não significa que ela não seja, pois a natureza dela dita o contrário. O sentimento é homoafetivo. Ele não está tendo, talvez,o comportamento homossexual ( coitada da noiva.Vai sofrer demais!), não quer dizer que ele deixou de ser. É a ciência quem estabelece isso e não a ignore, pois, na mais simples dor de cabeça, você recorre a ela.

Maria Júlia Abranches Maltês
Dr. em Psicologia da Sexualidade
pela Universidade de Toronto - Canadá e catedrática na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Ps: Seria interessante que postasse todas as opiniões, mesmo que, com elas, você não concorde. Afinal, estamos numa democracia e toda unanimidade é burra!

Unknown disse...

Dr(a). Maria Julia...

Primeiramente, postamos todas as opiniões, contanto que não sejam ofensivas e contenham palavrões, concordemos com elas ou não!

Segundo, acho curioso uma acadêmica com este tipo de argumentação: "...O fato desse cidadão ter se casado não quer dizer absolutamente nada, pois dentro dele vai sempre morar um sentimento homoafetivo...". "Não quer dizer nada"??? Ele "sempre" será gay? Por quê? Por que um heterossexual, que, por algum motivo, tenha uma experiência homossexual é rotulado como "gay" e um homossexual, que porventura queira abandonar a prática homossexual, simplesmente "não pode, porque será ´sempre´ um gay"??? Que "ciência", exatamente, a sra. se refere para afirmar que a mesma "estabele" isto?? E mais: por que afirmar que eu a ignoro, como se a sra. fosse a mais exímia representante da (correta) ciência empírica - que, creio eu, foi à qual a sra. se referiu, confundindo ciência com ciências, isto é, os muitos tipos de saberes. A sra., mais que qualquer outra pessoa, deveria saber que alas de quaisquer ciências empíricas NÃO são suficientes para explicar a complexidade do comportamento humano. Sinceramente, burra é esta "análise" preconceituosa, solipsista e que agride o título que a sra. pretensiosamente ostenta.

Fernando disse...

Quem acredita em Deus, deve acreditar na ciência, eu creio em Deus, mais não acredito que este rapaz vá ser feliz contrariando sua natureza, que é ser homossexual. Mais tudo é possível nesse mundo, até mesmo ele duvidar da natureza dele.

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