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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Oito anos de sucessivos sucessos... para os opositores dos EUA!

ANALISANDO GEORGE W. BUSH




O comandante...

O que quer que se pense de George W. Bush, seis coisas a respeito dele ninguém tem o direito de negar:

1. Ele manteve seu país totalmente a salvo de ataques terroristas por oito anos.

2. Ele derrubou um regime genocida culpado do assassinato de 300 mil iraquianos.

3. Ao contrário do que alardeia a grande mídia com mendacidade histérica, ele fez isso por meio de uma guerra que ao longo da História foi, comprovadamente, a que menos vítimas civis produziu.

4. Ele praticamente desmantelou a resistência terrorista no Iraque, matando 20 mil militantes da Al-Qaeda e forçando a maioria dos remanescentes a buscar refúgio no Irã.

5. Ele promoveu no Iraque a mais rápida e espetacular reconstrução pós-bélica que já se viu, tornando a economia iraquiana mais próspera do que era antes da guerra.

6. Ele implantou a democracia no Iraque – e ela funciona.

Desses seis fatos tiro duas conclusões:

a) Ele foi o melhor chefe de segurança que os EUA já tiveram.

b) Ele foi o melhor presidente que o Iraque já teve.

...o presidente!

Julgá-lo enquanto presidente dos EUA é coisa completamente diversa. Quando ele foi eleito em 2000, os republicanos tinham todas as condições de vencer as eleições presidenciais seguintes por quatro décadas, desmantelar a conspiração do Partido Democrata com a esquerda radical e curar o país segundo as fórmulas consagradas de Ronald Reagan. Decorridos dois mandatos, ele não apenas não fez nada disso mas permitiu que seu partido perdesse fôlego ao ponto de tornar quase inviável a permanência dos republicanos no poder.

Atribuir esse vexame ao fracasso da guerra no Iraque não explica nada, é pura propaganda esquerdista enganosa.

George W. Bush nunca fracassou no Iraque. Ele fracassou foi no front interno. Esse fracasso começou logo após o 11 de setembro, quando, em vez de aproveitar a ocasião para denunciar o colaboracionismo democrata, desmoralizando de vez o esquerdismo e saneando a atmosfera política americana, ele preferiu fingir que seus inimigos eram seus amigos, criando uma ficção de unidade nacional contra o agressor externo. Os democratas, ostentando o rótulo de patriotas que o próprio Bush lhes grudara na testa, e armados do prestígio assim adquirido, puderam esfaquear pelas costas o país, suas Forças Armadas e seu presidente sem que a população duvidasse um só instante de suas boníssimas intenções.

Fugindo ao confronto que eles por seu lado buscavam insistentemente, Bush deu força a seus inimigos, que eram os inimigos dos EUA. Tudo o que ele teve de valente na condução da guerra, teve de politicamente covarde na luta interna. Resultado: seu sucesso é condenado como um fracasso e seu verdadeiro fracasso não pode ser confessado em público sem desencadear, mil vezes piorada, a mesma divisão interna que ele ainda quer evitar mas que seus adversários assumem cada vez mais barulhentamente, tirando dela, contra os EUA, as mesmas vantagens que Bush deveria ter tirado em favor do país.

George W. Bush errou de profissão. É um grande comandante militar, mas não é um político de maneira alguma.

Fonte: Olavo de Carvalho

NOTA: Uma oportunidade de ouro perdida. Bush entrará para a História como um presidente trapalhão, despreparado e beligerante. Nem o povo a quem ajudou proteger reconhece quaisquer de seus méritos. É uma pena. Os democratas, por tudo o que vêm propagandeando há tempos, têm tudo para arrebentar com o que ainda resta de liderança dos EUA. Vejamos se um mundo social-democrata, como pretende o atual stablishment político, com suas infindáveis incursões pelo esquerdismo liberal e pelo apoio aos movimentos revolucionários trará algo de bom para o mundo...

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo

3 comentários:

Vinícius Pimentel disse...

Pr. Artur,

Concordo com quase todas as suas colocações espirituais, com muitas das suas críticas à ciência...
mas com quase nada de suas opiniões políticas!
O conservadorismo de direita e a social-democracia de orientação esquerdista, salvo diferenças pequenas, têm sido responsáveis por posturas políticas absurdamente parecidas, o que nos lembra daquela antiga chacota: "nada tão conservador quanto um liberal no poder; nada tão liberal quanto um conservador na oposição". E nos lembra também de outro dado, este bíblico: este mundo é governado por Satanás, e não lhe resta qualquer esperança de melhora justamente por isto. Ou anunciamos Jesus Cristo como única via para uma realidade diferente, ou simplesmente estaremos, com nossas posturas políticas, fazendo "remendo em pano velho".

Em Cristo,
Vinícius

http://marcados.wordpress.com

Artur Eduardo disse...

Caro Vinícius,

Primeiramente, obrigado por ser um leitor do blog. Discordo veementemente de você em relação à social-democracia e à suposta ´semelhança´ de postura com o real conservadorismo de direita. Primeiro, é preciso que tomemos cuidado com as classificações. O regime que governará os EUA, a partir de agora, em nada será conservador. E é este regime que tem varrio a Europa, há algum tempo. Impostos pesados, uma eterna tensão entre a abertura de mercado (algo típico da direita liberal e que, comprovadamente, foi o que proporcionou ao ocidente ser o que atualmente é, desde os primeiros entendimentos do que é capital nos dias pós-reforma) e a utopia marxista tem feito o ocidente quebrar. Como disse Reinaldo Azevedo, ´é embaraçoso que marxismo em sua forma mais pura sobreviva, hoje, na Coréia do Norte, em Cuba e nas escolas brasileiras´. A China só é comunista no aspecto do controle social, pois economicamente, é a maior potência da Ásia no que se refere à abertura de mercado. Esta crítica é pertinente pois estamos analisando o mundo em que vivemos, o chão em que pisamos. E, caro Vinícius, não escrevo o blog exclusivamente para crentes. Entenda-me: Quando nos propomos a um trabalho como este não é difícil que alguém, mesmo que inconscientemente, julgue que devêssemos escrever como um dos apóstolos bíblicos escreveram para a Igreja. A linguagem, meu irmão, deve ser eclética. E mesmo nas cartas bíblicas há inúmeras referências à práxis social. É necessário que se entenda, também, que o fato de a Escritura afirmar que o mundo jaz no maligno não nos isenta de nos responsabilizarmos por ele. Quando o Senhor Jesus disse que ´os filhos das trevas são mais prudentes/diligentes que os da luz´ ele falou como lamento, como descrição, não como prescrição. Os filhos das trevas não devem ser mais prudentes que os da luz... Mas, infelizmente, são! É por isto que exponho o meu pensamento, sempre que possível à luz das Escrituras, sobre as tendências políticas e sócio-econômicas pelas quais incorreremos. Respeito suas colocações e vamos em frente. Com certeza, meu irmão, o anúncio de Jesus Cristo deve ser a primazia absoluta de todo o cristão professo! Mas isto deve ser feito com espiritualidade, inteligência (de Deus), desenvoltura, coragem, firmeza e de maneira a atrair a atenção das pessoas da maneira correta: Fazendo com que ´parem´ para pensar! Grande abraço!

Vinícius Pimentel disse...

Pr. Artur,

Percebi que fui infeliz no meu primeiro comentário, dizendo o que não queria dizer e não dizendo o que queria. Então me permita me corrigir:

Sei muito bem que este blog propõe-se a tratar de todos os assuntos. Aliás, é exatamente por isso que eu o visito todos os dias! É o meu resumo diário sobre as notícias do mundo - e o melhor: numa ótica cristã.

Quando falei sobre "remendo em pano velho", de maneira nenhuma estava criticando os crentes que se importam com assuntos como política, sociedade, economia, cultura... Até porque eu sou um deles!

A minha crítica se restringe à posição maniqueísta (a meu ver, logicamente) que o sr. assume quando entramos na seara das discussões políticas: conservadorismo de direita X social-democracia esquerdista. A maioria dos seus comentários dá a entender uma visão de que o primeiro grupo é o "lado bom" da humanidade e o segundo, o "lado mau". É aí que discordo enfaticamente: ambas as correntes políticas guardam seus méritos e deméritos. Aliás, uma análise da história política recente com certeza evidencia isto. Se o conservadorismo tem o mérito de defender a economia de mercado, a social-democracia representa a corrente política que influenciou a constitucionalização dos direitos sociais, um dos grandes avanços político-jurídicos do século passado. Se a direita foi enfática na luta contra o comunismo, a social-democracia representa também a síntese política de uma Europa pós-guerra que queria expurgar o perigo do nazi-facismo. Atribuir os problemas europeus à social-democracia numa Europa de "Berlusconis e Sarkozis", se não for uma injustiça é, pelo menos, um erro de análise. O crescimento da social-democracia, aliás, representa exatamente a desilusão com as gestões de direita.

E certamente, a essa era dourada da social-democracia certamente sucederá um novo período de desilusão, o que me leva de volta ao ponto: o neoliberalismo econômico de direita não consegue oferecer o crescimento prometido, ao mesmo tempo em que o intervencionismo social-democrata não produz a eqüidade alardeada, senão uma ilusão desta. Não há lado bom e lado mau, só há vertentes políticas com virtudes e defeitos (ambas com mais destes do que daqueles), o que me obriga a concordar com um dos meus professores de faculdade: a melhor coisa da democracia é justamente a alternância do poder. Deixem os americanos os democratas um pouco no poder, desiludam-se e ponham um republicano. Assim desfrutamos dos méritos de ambos e temos dupla oportunidade de fazer crítica política, rs.

É por isso que eu não vejo outra solução, senão continuar dizendo: Maranata, Jesus!

Espero ter sido mais feliz nas minhas colocações dessa vez.

Em Cristo,
Vinícius

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