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quinta-feira, 26 de julho de 2018

Evento de Apologética em Olinda, com as participações dos prof. Artur Eduardo e André Holanda

INSTITUTO ALIANÇA PROMOVE EVENTO DE APOLOGÉTICA EM OLINDA (PERNAMBUCO)

Os professores, dr. André Holanda (UNICAP) e o dr. Artur Eduardo (IALTH) estarão ministrando um curso intitulado "Iniciação à Apologética Cristã", no auditório da Livraria Luz e Vida, no novo Patteo Shopping, em Olinda. O curso está marcado para o dia 4 de Agosto, das 09:00 às 16:00. Momento importantíssimo para os que se interessam por Apologética, Teologia e Filosofia da Religião. Para mais informações, veja o cartaz abaixo:


Avanço da agenda LGBT na Educação Pública brasileira

UNIVERSIDADE BRASILEIRA TERÁ COTAS PARA TRANSEXUAIS, TRAVESTIS E TRANSGÊNEROS

Universidade do Estado da Bahia

A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) passará a adotar um sistema de cotas para estudantes transgêneros na graduação e pós-graduação. A partir de 2019, os processos seletivos da instituição para cursos de graduação e pós-graduação contemplarão com 5% de vagas para cada grupo. Assim, haverá cotas para transexuais, travestis e transgêneros, além de quilombolas, ciganos e portadores de deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades.
“Pioneira na implantação de sistema de cotas étnico-raciais entre as instituições da região Nordeste, a UNEB dá mais um importante passo na consolidação de sua política de ações afirmativas”, justificou a universidade em nota oficial.
Atualmente, a UNEB destina 40% das bolsas para candidatos pretos e pardos e 5% para indígenas. A instituição ressalta que “Por se tratar de sobrevagas (vagas adicionais), as novas cotas não alteram o percentual de 60% do total de vagas que é destinado atualmente a candidatos não-cotistas”.
Essa ampliação do sistema de cotas para “grupos discriminados”, foi uma decisão unânime do Conselho Universitário da UNEB.
Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Você conhece o U-Learn? Não? Então clique no link, conheça o serviço e cadastre-se!!


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Você conhece o U-LEARN? Uma excelente iniciativa para a nova tendência do mercado: microconsultorias! A seguir, um link para os que têm interesse em perguntar sobre TEOLOGIA:


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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Palestra IALTH - "Verdade e Ciência", com o prof. dr. Fernando Raul (UFPE)



Há quem diga que, depois de Immanuel Kant, o maior filósofo do século XVIII, ciência (conhecimento humano) e teologia (fé) divorciaram-se indefinidamente, tendo a ciência se tornado no único paradigma da verdade; e os cientistas, nos "novos escolásticos". Até que ponto isto se justifica? Só existem verdades científicas? Quais os LIMITES DA VERDADE NA CIÊNCIA?

No dia 28 de Maio (sábado), às 09:00, o IALTH (Inst. Aliança de Linguística, Teologia e Humanidades) promoverá mais uma palestra exclusiva, desta vez com a presença do prof. dr. Fernando Raul (UFPE), que palestrará sobre "CIÊNCIA E VERDADE", abordando as relações sobre os tipos de conhecimento. Imperdível.

QUANDO: 28 de Maio, às 09:00 da manhã. Haverá uma pausa para um café (teremos cantina diversificada funcionando).

ONDE: IALTH - Rua Odon Rodrigues de Moraes Rego, 20, Cidade Universitária.

INVESTIMENTO: apenas R$ 20,00. As inscrições já estão sendo feitas no IALTH.


VAGAS LIMITADAS!!! Não perca esta manhã única!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Estudos no Livro de Neemias (VÍDEO)

Há algum tempo, o Pr. e prof. Artur Eduardo gravou um estudo sobre o livro de Neemias, na Bíblia. Neemias, para quem não sabe, foi um governador de Judá, no período chamado de "pós-exílio", isto é, após o cativeiro babilônico (605 - 539 a.C.). Neemias foi um homem de coragem, fé, inteligência e é um dos maiores exemplos bíblicos de liderança. Veja o vídeo "Estudos no Livro de Neemias"!

domingo, 15 de novembro de 2015

O anti-intelectualismo de alguns cristãos

Quando eu declaro que quero a companhia dos gênios, não demora a aparecer alguém de espiritualidade mais elevada, para repreender-me, instando-me a buscar a companhia dos santos. Nisto, espera me dar uma lição piedosa: a de que mais vale a santidade que a inteligência. Mais ainda: que o conhecimento não é uma virtude, e querê-la indica algum tipo de erro. O que a pessoa tenta fazer, obviamente, é opor a espiritualidade à razão, como se aquela fosse sempre superior e esta, de alguma maneira, repreensível.
Quando um cristão comete esse tipo de atitude, na verdade, assume a caricatura imposta pelos detratores da religião, dando suporte às críticas, em geral, infundadas, à cultura anti-intelectual que prevaleceria no cristianismo.
É certo que, durante a história da Igreja, sempre houve aqueles que alçaram suas vozes contra à erudição e alguns chegaram mesmo a condenar a inteligência. Mas não é difícil constatar que estes nunca foram seus protagonistas. Quem realmente fez a roda do cristianismo girar foram, quase sempre, homens muito cultos. Do apóstolo Paulo, passando por Inácio, Agostinho, Tomás, Lutero, Calvino e dezenas ou centenas de outros nomes, tratavam-se todos personagens de cultura vastíssima e muitíssimo inteligentes. Mesmo aqueles que se opuseram ao uso, na perspectiva deles mesmos, exagerado da razão, como Tertuliano, eram pessoas muito preparadas. Até místicos como Tomás de Kempis e Meister Eickhardt possuíam uma erudição evidente. Portanto, o louvor à burrice não tem nada a ver com o cristianismo, nem pode indicar algum tipo de santidade.
Até porque aqueles que invocam a superioridade da ignorância são os mesmos que se aproveitam das conquistas dos gênios. Na verdade, se quisessem se manter coerentes, deveriam esquecer toda doutrina, praticando um tipo de religião natural, animista. Mas é assim mesmo: o estúpido se aproveita de tudo os que os inteligentes lhe fornecem, acreditando, com sinceridade, que as coisas sempre foram como se lhe apresentam. Neste ponto, José Ortega y Gasset foi cirúrgico, ao dizer que o homem vulgar, ao se encontrar com este mundo técnica e socialmente tão perfeito, pensa que foi criado pela natureza, e nunca se lembra dos esforços geniais de indivíduos excepcionais que a sua criação pressupõe.
Isso acontece, no seio do cristianismo, porque muitos crentes ignoram, por completo, todas as controvérsias, disputas, reflexões, tratados e estudos que ocorreram na história da Igreja. Por isso, crêem que a doutrina surgiu pronta e acabada, direto do céu, para eles. Parece até que acreditam que a sabedoria do alto se dá por infusão, sem a intermediação da razão. Claro que isso pode acontecer, como há indícios de algo semelhante nas próprias narrativas bíblicas. No entanto, o extraordinário não é a regra, e esta informa que quem não se esforça tende a ficar estúpido mesmo.
O que falta para muitos cristãos é entender que há uma relação muito íntima entre espiritualidade e inteligência, a ponto de não existir uma sem a outra. O problema, é que poucos sabem até mesmo o que cada uma delas significa.
No fim das contas, o que eu observo é que esse ódio à erudição, demonstrado por muitos que se acham espirituais, apesar de qualquer argumento que se use, não passa de pura inveja. Um incapacitado, por escolha, a exigir que todos, como forma de alimentar sua falta de humildade em reconhecer a capacidade alheia, se mantenham em seu raso nível. Esse ódio é, nada menos, que um defeito moral. Não possuindo disposição para a busca de conhecimento, prefere criticar quem o faz. Não se trata, portanto, de convicção, mas de mera preguiça.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

CURSO DE HERMENÊUTICA BÍBLICA (FOCO NA REDAÇÃO)



#CURSO_INTENSIVO_DE_HERMENÊUTICA_BÍBLICA (COM FOCO NA REDAÇÃO DO TEXTO).


#INÍCIO: 05 DE NOVEMBRO. TODAS AS QUINTAS-FEIRAS, 19:30 (PAUSA DE 15 DIAS PARA AS FESTAS DE FIM DE ANO). #TÉRMINO: 28 DE JANEIRO.


#OFERECIMENTO: INSTITUTO ALIANÇA DE LINGUÍSTICA, TEOLOGIA E HUMANIDADES (IALTH). ANEXO À IGREJA EVANGÉLICA ALIANÇA (IEVCA).

#FONES: 081 98796-2843 / 99106-2354 / 98619-6033.

#VALOR: R$ 300,00 (EM ATÉ 3 VEZES).

MATERIAL DIDÁTICO PRÓPRIO. LOCAL DE FÁCIL ACESSO. AMBIENTE CLIMATIZADO, WI-FI, CAFÉ. LIGUE E AGENDE SUA MATRÍCULA!!!!!



Instituto Aliança de Linguística, Teologia e Humanidades
Rua Odon Rodrigues de Moraes Rego, 20 – Anexo, Cidade Universitária. CEP: 50740-440
CNPJ: 04.128.803/0001-87
Recife, Pernambuco

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PÓS GRADUAÇÕES em Doc. do Ensino Superior e Ciência da Religião reconhecidas pelo MEC (IALTH - FATIN)


ATENÇÃO!!


PÓS GRADUAÇÃO EM 
DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR  

E  

PÓS GRADUAÇÃO EM 
CIÊNCIA DA RELIGIÃO



DURAÇÃO: 01 ANO.

AULAS: 1 VEZ POR MÊS (NO SÁBADO).

INÍCIO: 14 DE NOVEMBRO DE 2015.

LOCAL: IALTH (Cidade Universitária).

VALOR: R$ 200,00/MENSAIS apenas!!!



INFORMAÇÕES: 
(081) 99106-2354 / 98796-2843 / 98834-8016.


Fotos do IALTH:
















IALTH - Instituto Aliança de Linguística, Teologia e Humanidades. CNPJ: 22.879.088/0001-04. 
Rua Odon Rodrigues de Morais Rego, 20 - Anexo, Cidade Universitária. 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sobre o ensino teológico e a proposta do IALTH


Existem basicamente DUAS modalidades de ENSINO TEOLÓGICO:
A primeira é a que se tornou mais comum: a teologia voltada à "formação de obreiros". Esta é a modalidade predominante em seminários (principalmente os confessionais), escolas de teologia, etc. Nestes, algumas disciplinas são específicas, variando inclusive entre as instituições. Vc pode encontrar disciplinas tão peculiares como "Prática do Aconselhamento", "Evangelização Urbana", "Vida e Ensino do Missionário" dentre outras, as quais são APLICAÇÕES previstas no modelo curricular dessas determinadas instituições. Em algumas das tais, o rigor a acadêmico por vezes cede espaço para a aplicação da fundamentação teórica, uma vez que o objetivo institucional NÃO é a formação de acadêmicos, mas de obreiros (pastores, missionários, evangelistas, etc).

A segunda modalidade, menos comum no meio evangelical, mas crescente, dada a demanda da necessidade de informação, é a que privilegia a fundamentação teórica da teologia e cujo objetivo é mais especificamente a "formação de teólogos". Institutos, escolas e faculdades teológicas têm crescido Brasil afora para preencher uma lacuna, que ainda é muito considerável em nosso meio. As nossas entidades de formação teológicas ainda são um tanto escassas, embora a demanda pelas mesmas tenha aumentado exponencialmente nos últimos anos. Cada vez mais pessoas buscam uma formação teológica sólida, baseada em pesquisa acadêmica séria, com uma abrangência interdisciplinar que atenda às exigências e demandas do modelo educacional contemporâneo, o qual tem se notabilizado pela formação intra e transdisciplinar.

O QUE É O IALTH?

É com base nesta segunda modalidade de educação teológica que foi criado o IALTH: INSTITUTO ALIANÇA DE LINGUÍSTICA, TEOLOGIA E HUMANIDADES, com sede em Cidade Universitária (ao lado da IEVCA - Igreja Evangélica Aliança). O IALTH, contudo, no que se refere à Teologia e às demais disciplinas em que nele são ministradas, é mais um MODELO que um espaço físico. Intencionando expansão e parceria com outras instituições, eclesiásticas ou não, o IALTH surge com a proposta de, em se tratando de Teologia, ofertar um curso com rigor acadêmico, voltado à pesquisa e por isso investindo no modelo semi-presencial, não abrindo mão de fomentar entre os alunos uma atmosfera genuinamente cristã, respeitosa e operosa no que concerne ao incentivo contínuo acerca de todos os benefícios que uma sólida formação teológica pode proporcionar, inclusive à vida eclesial ministerial.

O modelo pedagógico curricular do IALTH foi criado para atender as demandas de um crescente público que quer ter informação + formação, e que não dispõe de tempo para aulas presenciais todas as manhãs ou noites; mas que entende a necessidade de disciplinar seu tempo para aproveitá-lo melhor com pesquisa séria, rigor na organização dos dados obtidos em classe e nas leituras, com o propósito de que, ao final, o estudo tenha valido como formador de uma visão holística, isto é, geral das especificidades e demandas do estudo teológico contemporâneo.

ALGUNS DOS PROFESSORES DO IALTH:

Pr. e prof. Artur Eduardo
Pós grad. em Doc do Ensino Superior. Mestre em Filosofia [UFPE]. Doutor em Teologia [FATEM] e é Doutorando em Filosofia [UFPE]. Coordenador das Convalidações do Pólo IALTH - FATIN. Diretor presidente do IALTH.

Prof. Jackson Souza 
Pós Graduado em Docência em Filosofia e Sociologia pelo Instituto Salesiano de Filosofia [INSAF]. Pós Graduando em Teologia Exegética AT e NT pelo Seminário Presbiteriano do Norte [SPN]. Diretor adjunto do IALTH.

Pr. e prof. Mário Félix 
Mestre em Teologia [FATEBOM]. Foi por anos o Capelão do Seminário Teológico Pentecostal do NE.

Prof. Henrique Soares 
Mestrando em Teologia [MINTS - USA]. Secretário das Convalidações do Pólo IALTH - FATIN.

VENHA ESTUDAR TEOLOGIA NO IALTH!! Rua Odon Rodrigues de Moraes Rego, 20 - Anexo, Cidade Universitária, Recife (PE).

MATÉRIAS TRIMESTRAIS. SISTEMA SEMI-PRESENCIAL (AULAS DOIS DIAS POR SEMANA E UM SÁBADO POR MÊS). #CURSO #RECONHECIDO #PELO #MEC (PARCERIA COM A FATIN - UFPE - UNINTER).

Ligue e se informe sobre nossos cursos. Auxiliaremos no que estiver ao nosso alcance:

(081) 98796-2843 - Fátima Pena, secretária geral.
(081) 98834-8016 - Henrique Soares, secretário das convalidações, das pós-graduações e professor.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Um convite à dor do aprendizado


Por Mortimer Adler (escrito no "The Journal of Educacional Sociology, 1941).
Adaptado por Artur Eduardo

Uma das razões para que a educação oferecida pelas nossas escolas seja tão volumosa e insípida é que, geralmente, o povo americano — os pais ainda mais que os professores — deseja que a infância seja uma época livre de dor. A infância precisa ser um período de delícia, de alegres impulsos tratados com condescendência. Devem ser dados todos os acessos à livre expressão, o que, certamente, é prazeroso, e não se deve causar sofrimento pelas imposições da disciplina e das exigências do dever, o que é, certamente, doloroso. A infância deve ser repleta do máximo de brincadeiras e do mínimo de trabalho possível. O que não puder ser realizado por meio de esquemas pedagogicamente elaborados para tornar o aprendizado em um jogo excitante deve ser, necessariamente, deixado de lado. Deus me livre de o aprendizado ter sempre o caráter de uma ocupação séria — tão séria quanto ganhar dinheiro e, talvez, muito mais trabalhosa e dolorosa.
O espírito do jardim de infância, de brincadeira ao estudar, invade nossas faculdades. A maioria dos estudantes do curso superior experimenta, pela primeira vez, o gosto do estudo como um trabalho duro, que exige esforço mental e empenho contínuo, quando entra para os cursos de Direito ou de Medicina. Aqueles que não assumem uma profissão descobrem o que o trabalho, realmente, significa apenas quando precisam ganhar a vida — isso se os quatro anos de faculdade não os amaciaram a ponto de torná-los incapazes de conseguir um emprego. No entanto, mesmo aqueles   que,   de   algum   modo,   recuperam-se   da   vagabundagem   acadêmica   e   aceitam   as responsabilidades e obrigações envolvidas em ganhar a própria vida — mesmo aqueles que começam, gradualmente, a entender a conexão entre trabalho, dor e sustento —, raramente, se é que um dia, estabelecem uma conexão similar entre trabalho, dor e estudo. “Estudo” é o que eles fizeram na faculdade, e eles sabem que aquilo tinha muito pouco a ver com sofrimento e trabalho.
A atitude, atualmente, de muitas instituições de educação de adultos é, ainda mais, condescendente — não apenas de coração mole — diante do grande público com que se deparam: um público que teve todos os tipos e qualidades de ensino. O problema não é, simplesmente, que este grande público tem sido mimado por qualquer escolarização — mimado no duplo sentido de estar   despreparado   para   levar   adiante   sua   própria   autoeducação   na   vida   adulta   e   não   estar predisposto a sofrer as dores por amor ao aprendizado. O problema reside, além disso, no fato de que as instituições de ensino de adultos infantilizam os alunos ainda mais do que as escolas mimam as crianças. Eles têm transformado toda a nação — na medida em que a educação esteja envolvida — em um jardim de infância. Tudo deve ser divertido. Tudo deve entreter. A educação dos adultos deve ser feita tão sem esforço quanto possível — indolor, livre de fardos opressivos e das tarefas irritantes. Homens e mulheres adultos, porque são adultos, podem esperar sofrer dores de todos os tipos no curso de suas ocupações diárias, sejam elas domésticas ou comerciais. Nós não tentamos negar o fato de que cuidar de uma casa ou manter um emprego é algo, necessariamente, exaustivo, mas nós, ainda, acreditamos que, de alguma forma, os bens obtidos, a riqueza e o conforto, valem o esforço. Em todo caso, nós sabemos que nada pode ser obtido sem esforço. Tentamos, entretanto, fechar os nossos olhos para o fato de que o aprimoramento de uma mente ou a ampliação de um espírito é, no mínimo, mais difícil do que solucionar problemas de subsistência, ou talvez nós apenas não acreditemos que conhecimento e sabedoria valham o esforço.
Nós tentamos transformar a educação de adultos em algo tão empolgante quanto um jogo de futebol, tão relaxante quanto um filme e tão fácil à inteligência quanto um quiz. Caso contrário, nós não estaremos aptos a atrair as grandes multidões, e o que importa é atrair o maior número de pessoas dentro do jogo educacional, mesmo se, depois de incluirmo-nas no jogo, elas concluam-no sem passar por nenhuma transformação. O que repousa por detrás da minha observação é uma distinção entre duas visões de educação. Em uma delas, a educação é algo externamente acrescentado à pessoa, como as suas roupas ou algum traje. Nós convencemo-na a permanecer ali enquanto a ajustamos e, ao fazermos isto, somos guiados pela sua aprovação ou desaprovação, pelo seu próprio senso do que melhora a sua aparência. Na outra visão, educação é uma transformação interior da mente e do caráter de uma pessoa. Ela é um material plástico a ser aprimorado, não de acordo com as suas inclinações, mas de acordo com aquilo que é bom para ela. Por ser uma coisa viva, e não uma argila morta, a transformação pode ser efetivada apenas por meio de sua própria atividade. Professores de todos os tipos podem ajudar, mas eles só podem fazê-lo no processo de aprendizado que precisa ser dominado, a cada momento, durante a atividade do aluno. A atividade fundamental envolvida em todos os tipos de aprendizado genuíno é a atividade intelectual, a atividade,   genericamente, conhecida como pensar. Qualquer aprendizado realizado sem pensamento é, necessariamente, do tipo que tenho chamado de externo e adicional — conhecimento adquirido de forma passiva, o qual costuma ser denominado de “informação”. Sem pensamento, o tipo de aprendizado que transforma uma mente, dá novos insights, ilumina, aprofunda a compreensão, eleva o espírito, simplesmente, não pode ocorrer.
Qualquer pessoa que tenha concluído um pensamento, por menor que seja, sabe que é doloroso. Trata-se de trabalho duro — na verdade, é a coisa mais difícil que os seres humanos são chamados a fazer. É fatigante, não revigorante. Se for permitido seguir o caminho de menor esforço, ninguém, jamais, pensará. Para fazer meninos e meninas, ou homens e mulheres, pensarem — e, por meio do pensamento, submeterem-se à transformação do aprendizado —, as instituições de ensino de todos os tipos trabalham na direção contrária, não na correta. Longe de tentar tornar todo o processo indolor, do começo ao fim, devemos prometer-lhes o prazer da realização como uma recompensa a ser alcançada apenas por meio de trabalho duro. Eu não estou aqui preocupado com a retórica que deveria ser empregada para convencer os americanos de que sabedoria é um bem maior que a riqueza, e, portanto, merecedora de maior esforço. Eu estou somente insistindo que não há uma via de pompa e de realeza e que nossas atuais políticas de ensino, especialmente para educação de adultos, são fraudulentas. Estamos fingindo dar-lhes algo que é descrito nos comerciais como muito valioso, mas o qual, nós prometemos, não lhes custará quase nada.
Não somente declaramos que dor e trabalho são os acompanhamentos inamovíveis e irredutíveis do genuíno aprendizado, não somente devemos deixar o entretenimento para os entertainers e fazer da educação uma tarefa, não um jogo, mas, também, não devemos temer o “estar acima das cabeças do público”. Quem quer que passe por aquilo que está acima de sua cabeça condena-a à sua presente baixa altitude; nada pode elevar uma mente, exceto o que está acima da sua cabeça, e esta elevação não é alcançada por atração capilar, mas somente pelo trabalho duro de subir pelas cordas, com mãos feridas e músculos doloridos. O sistema escolar que atende à criança mediana, ou pior, à metade mais devagar da classe; o conferencista que, diante de adultos, fala fácil para a sua audiência — eles são uma legião; o programa de rádio ou televisão que tenta acertar o denominador comum de receptividade popular mais inferior, todos estes anulam o primeiro propósito da educação ao pegar as pessoas como elas são e deixá-las, exatamente, na mesma.
O melhor programa educacional de adultos que já existiu neste país foi um que durou por um curto espaço de tempo debaixo dos auspícios do People's Institut de Nova York, quando Everett Dean Martin era diretor e Scott Buchanan era o seu assistente. O programa possuía duas partes: uma delas consistia em leituras, as quais, tanto quanto possível, estavam sempre direcionadas acima das cabeças da audiência; a outra consistia em seminários nos quais os adultos eram ajudados na leitura dos grandes livros — os livros que estão acima da cabeça de qualquer um. A última parte do programa permanece sendo aplicada pela equipe do St. Jonh's College nas cidades dos arredores de Annapolis, e nós estamos conduzindo quatro desses grupos no campus central da Universidade de Chicago. Eu vi que este é o único tipo de educação de adultos que é genuinamente educativo, simplesmente porque este é o único tipo que requer atividade, não pretende ensinar a evitar a dor e o trabalho e está sempre lidando com materiais bem acima das cabeças de todos.
Eu não sei se, algum dia, o rádio ou a TV serão capazes de fazer algo verdadeiramente educativo. Estou certo de que eles servem ao público em dois sentidos: dando-lhes diversão e dando-lhes informação. Eles podem, ainda, em se tratando dos melhores programas “educativos”, estimular algumas pessoas a fazer alguma coisa por suas mentes buscando o conhecimento e a sabedoria do único jeito possível — o jeito difícil. O que eu não sei, contudo, é se isto pode, em qualquer momento, produzir aquilo que os melhores professores sempre fizeram e que devem, agora, estar fazendo: a saber, expondo programas que são, genuinamente, educativos, em oposição àqueles que são, meramente, estimulantes, no sentido de que os seguir requer do ouvinte que ele seja ativo, e não apenas passivo, que pense, mais do que apenas relembre conteúdos na sua mente, e que sofra todas as dores de amarrar os próprios cadarços por sua própria conta. Por certo, enquanto os chamados diretores educacionais continuam a agir com base em seus atuais falsos princípios sobre nossas principais redes de ensino, nada poderemos esperar. Enquanto eles confundem educação com entretenimento, enquanto eles supõem que o aprendizado pode ser realizado sem dor, enquanto eles persistem em puxar tudo e todos para debaixo do mais baixo nível no qual o maior público pode ser alcançado, os programas educacionais disponíveis no rádio e na TV permanecerão sendo o que são hoje — fraudes e ilusões.
Pode ser, é claro, que o rádio e a televisão, por razões econômicas, devam, como o cinema, atingir, com precisão, uma audiência tão grande que as redes não possam dar-se ao luxo de nem mesmo testar programas que não pretendam ser mais palatáveis e prazerosos do que a verdadeira educação pode ser. Pode ser que não se possa esperar que o rádio e a TV tenham uma visão mais sólida de educação e promovam programas mais substanciais do que os que, atualmente, prevalecem sobre os líderes oficiais em educação do país — os cabeças do nosso sistema educacional, de nossas faculdades, de nossas associações de educação de adultos. Em todo caso, entretanto, não nos deixemos enganar sobre o que estamos fazendo. A “educação” toda revestida em roupagens atraentes é o pote de ouro que está sendo vendido em cada esquina da América hoje em dia. Todo mundo está vendendo-a, todo mundo está comprando-a, mas ninguém está dando ou recebendo a coisa verdadeira, pois a coisa de verdade é sempre difícil de dar e de receber. No entanto, a coisa verdadeira pode ser, em geral, tornada disponível se os obstáculos à sua distribuição são, honestamente, reconhecidos. A menos que admitamos que todos os convites ao aprendizado podem prometer prazer apenas como resultado da dor, somente podem oferecer conquista às custas do trabalho, todos os nossos convites ao aprendizado, na escola ou fora dela, seja por meio dos livros, palestras ou programas de rádio e televisão, serão tão inúteis quanto a pior propaganda autorizada de remédios ou quanto a promessa eleitoreira de colocar duas galinhas em cada panela.
Fonte: MsM

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Crise, parte I - A Politização da Educação


“Devemos organizar os intelectuais”.
Willi Münzenberg

EMemoirs of a Superfluous Man (Memórias de um Homem Supérfluo, em tradução livre), Albert Jay Nock explicou que macacos podem ser treinados, mas apenas uma pequena porcentagem de seres humanos pode ser educada. Ele acrescentou que seus alunos nas escolas Ivy League eram, em grande parte, “macaquinhos”. Mas será isto justo, dada a natureza burocrática das universidades de agora e de então? Uma burocracia não pode ensinar a crianças e adultos como pensar. A burocracia pode oferecer testes e currículos padronizados. Pode oferecer programas adaptados a todos, e até mesmo programas de “elite”. Mas tudo é baseado na lei das médias, pensamento grupal, e um tipo de conformismo intelectual. Se Marshall McLuhan estava correto e “o meio é a mensagem”, então se o meio é a escola burocratizada, a mensagem significa a burocratização da mente humana. O fato de que bilhões de dólares têm sido despejados neste tipo de educação, e que produza resultados crescentemente desanimadores ano após ano, atesta um tipo de estupidez em massa – uma preparação para as algemas intelectuais.

Considere o que nossas escolas ensinam agora: o livro texto padrão do ensino médio apresenta o senador Joseph McCarthy como o principal vilão da história americana, e Martin Luther King Jr como o principal herói. Muito pouco é dito sobre George Washington ou os Pais Fundadores. As sempre presentes e subversivas entrelinhas reencaminham-nos para o racismo, o sexismo e o imperialismo americano. Sim, este é o tipo de história que é ensinado nas escolas americanas. Os Pais Fundadores eram proprietários de escravos, certo? George Washington era rico, certo? Mesmo Lincoln era racista. E se um calouro do ensino médio não souber nada mais sobre a história do país, saberá isto. Um julgamento moralista sobre o passado é apresentado, mostrando nossos antepassados como racistas e homofóbicos. Desta forma o passado é descontinuado. Desta maneira uma guerra é travada contra certas tradições e sentimentos, todos apresentados de modo parcial por burocratas educacionais. É claro, tudo que é apresentado é factual – ou na maior parte factual. É apresentado, entretanto, a estudantes que não foram ensinados a ler corretamente. A estes estudantes nunca foram dadas tarefas de organizar suas próprias ideias, desde que suas ideias já foram organizadas para eles. Os fatos utilizados nos livros didáticos são cuidadosamente selecionados com antecedência, através de um processo de cuidadosa edição.

Edmund Burke certa vez comentou sobre os revolucionários franceses:

É indubitavelmente verdade, embora possa parecer paradoxal. Mas em geral, aqueles que são habitualmente empregados em buscar faltas e mostrá-las são incompetentes para o trabalho de reforma: porque suas mentes não são apenas desguarnecidas de padrões de justiça e bem. Mas, pelo hábito adquirido, não têm nenhum prazer na contemplação destas coisas”.

O ensino de história tornou-se um tipo de desmontagem do passado, uma difamação de nossos antepassados. Isto não ajuda aos jovens de modo algum. Ao contrário, prejudica-os. Desarma-os frente aos inimigos. Preenche-os com um vago sentimento de culpa. E como diz Burke, deixa-os sem inspiração positiva.

Muitas décadas atrás, Jose Ortega y Gasset observou que a universidade moderna “abandonou quase inteiramente o ensino e transmissão da cultura”. E não há dúvida de que ele estava certo. Ocorreu uma desconexão gigantesca. Falhamos em transmitir nossa história, e também falhamos em transmitir nossa cultura. A outra face desta moeda é a guerra coletivista contra o indivíduo. Amputado de seu patriotismo e senso de autopreservação nacional, o indivíduo é amputado de autonomia por um processo de “facilitação” (dumbing down). Aqueles que são ignorantes ou incompetentes devem ser seres humanos individualmente inúteis. Tais pessoas são facilmente manipuladas por demagogos enganadores.

Robin S. Eubanks escreveu um livro intitulado Credentialed to Destroy: How and Why Education Became a Weapon (em tradução livre: Credenciado para Destruir; Como a Educação Tornou-se uma Arma). Ela argumenta que ultimamente a educação pública tem sido propositadamente projetada para impossibilitar o desenvolvimento intelectual das crianças. Próximo ao fim do livro, na página 358, ela escreve:

“A educação no século XXI não é mais um fim. É um meio de dominação, enriquecimento e exploração por uns poucos autonomeados. Por isso quando você penetra através das camadas das teorias educacionais contemporâneas... é sempre a consciência humana sendo manipulada e modificada via educação. A educação fica como a última arma na interminável luta contra o indivíduo...”

Fui convidado recentemente para ouvir uma palestra da Srta Eubanks na qual ela disse: “Isto diz respeito a poder político. Não há prosperidade em massa quando poder político e poder econômico são combinados”. E isto é o que as escolas estão tornando possível nas mentes dos estudantes, isto é, a tomada da economia pelo estado. Em seu livro ela destaca educadores que estão citando Karl Marx (de modo elíptico) a respeito da coletivização da mente “pela conversão dos objetivos individuais em objetivos gerais”. De acordo com Eubanks “isto é mais fácil de fazer se o indivíduo é apenas marginalmente letrado com pouco conhecimento factual”.

Isto é uma coisa terrível de se fazer à juventude, e não é a única coisa terrível sendo feita. O ataque à história, a desconexão cultural e a “facilitação” dos alunos é acompanhada por uma franca negação da própria natureza humana. Esta é a parte do assalto à educação que revela o jogo. Por milhares de anos os filósofos têm argumentado a respeito da natureza humana, mas poucos negaram a existência dela. Tal negação é, na verdade, contrária à razão se considerarmos a definição da palavra 'natureza' (como dada pelo Google): “os traços básicos ou inerentes a algo, especialmente quando vistas como características dele” (NT: a busca em português retorna: “o que compõe a substância do ser; essência; combinação específica das qualidades originais, constitucionais ou nativas de um indivíduo, animal ou coisa; caráter inato”).

Seria absurdo argumentar que seres humanos não têm características básicas ou inerentes. Embora isto seja o que modernos cientistas sociais e educadores têm ensinado a acreditar. Se isto soa estranho, leia o registro no blog Racionally Speaking for 17 November 2008. É intitulado “Existe tal coisa como natureza humana?” (Is there such thing as human nature?) - escrito pelo professor Massimo Pigliucci, um “filósofo” na City University de Nova Iorque. Pigliucci relata um incidente quando estava ministrando um curso na Stony Brook University com outra professora. “Em algum ponto a questão 'natureza humana' veio à tona, e minha colega olhou para mim com um misto de surpresa e piedade. Natureza humana, ela afirmou, é um conceito pitoresco que foi abandonado há muito por estudiosos sérios...”.


Em The Blank Slate: The Modern Denial of Human Nature, de Steven Pinker, lemos como a batalha acadêmica contra o próprio conceito de natureza humana tem envolvido “calúnia política” e “ataques pessoais” contra pesquisadores que sustentam a ideia de que a humanidade possui “características básicas e inerentes”. De acordo Pinker, “o tabu sobre a natureza humana não apenas pôs antolhos nos pesquisadores, mas transformou qualquer discussão do tema em heresia que deve ser erradicada. Muitos escritores estão tão desesperados para desacreditar qualquer sugestão de uma constituição inata da natureza humana que lançaram a lógica e a civilidade pela janela”. É claro, isto é esperado na medida em que uma guerra está sendo travada ao nosso redor. Pois esta negação da natureza humana não é um jogo acadêmico tolo. É, de fato, uma guerra travada a sério, de acordo com um conceito estratégico que requer que certas ideias prevaleçam. Estas ideias, verifica-se, estabelecem o estágio de assalto geral aos pilares que sustentam a sociedade civil. Pois como Pinker explica em seu livro: “ A negação da natureza humana tem se espalhado sobre a academia e tem levado à separação entre a vida intelectual e o senso comum”.

Na guerra psicológica, travada para derrotar a sociedade existente, a eliminação do senso comum pode ser entendida como a negação de nossos instintos básicos. Primeiro, uma negação do instinto de autopreservação; segundo, uma negação dos instintos de maritais; terceiro, a negação dos instintos de maternos. Todas estas negações são observáveis nas políticas externa e doméstica dos EUA. Podem ser vistas em nossa política comercial, nas finanças governamentais, nas Varas de Família e – sim – na educação.

O programa educacional da América atual é a negação da natureza humana, do senso comum humano e dos instintos humanos. Para evitar a violência do caos e a guerra civil um país deve possuir várias instituições onde a autoridade legítima seja exercida. Esta autoridade depende do senso comum e do instinto (isto é, da natureza humana). Para funcionar adequadamente uma família requer a autoridade de um pai, que é a autoridade “patriarcal”. Em termos de governo nacional, podemos nos referir ao patriarcado dos Pais Fundadores.

Não me cabe provar que esta autoridade tenha um componente sexual. Pergunte a qualquer mãe de adolescente. Nenhuma prova adicional é necessária. Se a autoridade masculina é negada, o que acontece à masculinidade e o que acontece à autoridade? Elas colapsam? Estará aquela castrada e esta neutralizada? Para conseguir isto tem-se o recurso da defesa da homossexualidade. Pois o masculino, por natureza, rejeita o homossexual e tem – através de toda a história – se oposto à homossexualidade, a qual considera “efeminada”. Pela normalização da homossexualidade, a autoridade natural do masculino é negada. Uma vez mais, a tática adotada preenche um fim estratégico. O caminho está pavimentado para a revolução. A tradição não pode ser mantida na igreja ou no estado. Ela sucumbe e todas as formas de autoridade sucumbem com ela. Pois todas elas estão enraizadas no patriarcado, e o patriarcado não pode coexistir com sua nêmese. Uma profunda anarquia e mutabilidade surge na sociedade quando a moda suplanta os princípios, a permissividade suplanta a disciplina e o emocionalismo oprime o entendimento racional.


Não é coincidência que a educação atual produza efeitos nocivos à autoridade política e religiosa, aos princípios, à disciplina e à razão. O que é intrigante é o modo pelo qual todos estes desenvolvimentos servem ao interesse estratégico de um poder particular e a uma causa particular – quase como se estivéssemos olhando para um método clandestino para desorganizar a sociedade. Surpreenderia se este método tivesse sido desenvolvido muito tempo atrás por Willi Münzenberg (1889-1940) da Internacional Comunista? “Devemos organizar os intelectuais”, disse ele à Terceira Internacional Comunista. “Devemos evitar sermos puramente organizações comunistas”. Pois nestas circunstâncias muitas sementes devem ser plantadas nas mentes de crianças impressionáveis e adultos jovens. Em The ABC of Communism N.I. Bukharin e E. Preobrazhensky escreveram: “o Partido Comunista não é confrontado apenas com tarefas construtivas, pois nas fases iniciais de sua atividade ele é confrontado do mesmo modo com tarefas destrutivas. No sistema educacional... deve acelerar a destruição de tudo que faça da escola um instrumento de domínio da classe capitalista”.

Isto não implicaria a destruição do senso comum, a negação da natureza humana e do instinto, a negação da autoridade legítima e da ordem civil? Münzenberg acreditava que todos os aspectos da sociedade constituem o novo campo da batalha política. E o patamar superior desta batalha encontra-se na educação; e este patamar superior deve ser confiscado na primeira oportunidade. As vítimas desta batalha não podem ver que estão sob ataque. Elas não sabem o que é uma arma cultural, ou como a guerra psicológica pavimenta o caminho para sua eventual destruição. Nossos líderes e nosso povo acreditam que o instinto é um mito usado por reacionários para preservar o privilégio masculino e sua lamentável "homofobia". Fora com a masculinidade! Ela é reacionária! Ela é uma ameaça! 

“Nenhum pastor, e um rebanho”, escreveu Nietzsche. “Todos desejam o mesmo, todos são iguais: aquele que tem outros sentimentos que vá voluntariamente para o hospício”.

A Suprema Corte declarou que casamento é entre homens ou entre mulheres, e que uniões deste tipo não são diferentes da união entre homem e mulher. Isto mostra que o veneno alcançou órgãos vitais. E não temos antídoto. Na verdade, fabricamos o veneno nós mesmos e não precisamos dos criadores do veneno para continuar a produzi-lo.

“Um pouco de veneno de vez em quando e produzem-se sonhos agradáveis”, escreveu Nietzsche. “E muito veneno no fim, por uma morte agradável”.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Em defesa da linguagem



karl“Eu e meu público nos entendemos perfeitamente. Eles não ouvem o que digo, e eu não digo o que eles desejam ouvir”.Karl Kraus


Há tanta coisa acontecendo bem agora, com um possível terremoto financeiro na Europa, que estamos todos sujeitos a focar os efeitos ao invés das causas. Por muitos anos tenho me perguntado porque tantas pessoas inteligentes e aparentemente responsáveis são de algum modo incapazes de entender nossa falência coletiva. Suspeito que se deva a uma indecente preferência por atalhos intelectuais.

Em Reflexões Autobiográficas, de Eric Voegelin, encontramos um tributo a Karl Kraus (foto). Escreveu Voegelin: “Seu trabalho... deve ser entendido no contexto da fantástica destruição da linguagem alemã durante o período Imperial da Alemanha após 1870”. Hoje tendemos a associar nosso presente declínio às inovações da década de 1960, ou aos efeitos malignos dos totalitarismos de 1920 e 1930. Mas não, a degeneração real iniciou-se muito antes. Os males dos dias modernos não emergiram do nada. A Era Dourada do capitalismo liberal foi a verdadeira origem de nossa atual decadência – o terreno de nossos empreendimentos mais malignos. Aqui está o início da corrupção de toda linguagem, todo pensamento, todo espírito. “Quem recusa todo compromisso de linguagem”, disse Kraus, “recusa todo compromisso de causa”.
Devemos aprender com o fato de que a sociedade burguesa deu nascimento ao socialismo a partir das concepções de seus próprios filhos e estudantes, que sempre o nutriram. Mas isto é apenas meia verdade. Os filhos alienados da burguesia, educados em grau perigosamente alto, descobriram um profundo antagonismo entre a respeitabilidade da vida burguesa e o escândalo do pensamento independente. “O pensamento é uma criança mimada”, escreveu Kraus. “Na vida de classe média alguém encontra-se apenas com a opinião”. Entretanto, o garoto supereducado despreza seu pai empresário. O filho educado do homem trabalhador torna-se um revolucionário chamado “Stalin”. A educação torna-se um veneno para muitas pessoas; pois todos que são educados são, na verdade, educados pela metade. E o que poderia ser mais perigoso?

Este envenenamento da mente, como fruto da prosperidade e educação da classe média, tem conduzido a civilização ao fiasco do intelectual. Seres humanos, geralmente, não são pensadores competentes. Tendemos em direção à incompetência, e a excelência intelectual amplamente consiste em momentaneamente superar esta incompetência. Neste contexto, entretanto, permita-nos considerar a seguinte trajetória: a saber, que os intelectuais enamoraram-se pelo darwinismo, pelo marxismo e abraçaram a psicanálise. E como observou Karl Kraus, “a psicanálise é a doença mental da qual ela pretende ser a cura”. Podemos dizer também que o marxismo é a opressão política da qual pretende ser a salvação? E não falhou o homem em evoluir em dignidade desde A Origem da Espécies de Charles Darwin?

A degeneração de nossa linguagem moderna origina-se em nossa preferência por ideologias e ciências fraudulentas. Aqui são encontrados os fundamentos de nossa falsa consciência. Voegelin diz-nos que Karl Kraus resistiu à ideologia devido a ela ser a destruidora da linguagem, “quando o pensador ideológico perde o contato com a realidade e desenvolve símbolos para expressar não a realidade, mas seu estado de alienação dela”. Para combater isto precisamos restaurar a linguagem evitando o modismo do atalho intelectual. Mas isto não é fácil, pois as pessoas desejam uma fórmula. Elas desejam ouvir as cadências de Adolf Hitler: “Um povo, um império, um líder”. Elas preferem as nítidas linhas divisórias do conflito de classes, de pobres contra ricos, de nós contra eles. Julien Benda chamou a isto de “a traição dos intelectuais” na qual tudo é focado na organização do ódio político.

Estamos tornando-nos insanos e o politicamente correto está na raiz de nossa insanidade. Esta é uma verdade simples que parecemos incapazes de confrontar. A sociedade está gradualmente perdendo contato com a realidade, e o indivíduo está perdendo contato com a realidade, porque nossos líderes estão abusando da linguagem a fim de inverter a realidade. As coisas devem, mais uma vez, ser chamadas por seus nomes adequados. A progressiva desintegração de nossa sociedade não pode ser entendida sem primeiro compreendermos as consequências de nossa degeneração (ou violação) da linguagem. “O fenômeno de Hitler não se esgota em sua pessoa”, escreveu Voegelin. “Seu sucesso deve ser entendido no contexto de uma sociedade intelectualmente e moralmente arruinada na qual personalidades que de outro modo seriam grotescas figuras marginais, podem alcançar o poder público porque soberbamente representam as pessoas que as admiram. Esta destruição interna da sociedade não terminou com a vitória aliada sobre os exércitos alemães na Segunda Guerra Mundial, mas ainda continua”.

Não houve vitória real para a civilização em 1945. E a Alemanha não foi unicamente a culpada prévia a 1945. Toda a espécie humana civilizada está implicada num desastre que ainda continua. A destruição de nossa vida intelectual e espiritual continua ainda hoje, apenas falhamos em reconhecer os sintomas. Como Voegelin explicou mais de um quarto de século atrás, “não há ainda fim à vista na medida em que diz respeito à desintegração da sociedade, e consequências que podem surpreender são possíveis.

Simplesmente olhe a sua volta. Nosso mundo é um mundo em que homens são mulheres e mulheres são homens, no qual jovens sabem melhor que idosos, no qual princípios ancestrais são solapados por novos princípios mal madurecidos. O que era anteriormente vergonhoso agora é enobrecido. O que era anteriormente imoral, é agora moral. Nietzsche certa vez descreveu o desenlace da antiguidade como “Nero no trono e Deus na cruz”. Parece que o final de nossa civilização está tendendo na mesma direção.

quinta-feira, 5 de março de 2015

CURSO DE BEL. EM TEOLOGIA IALTH-FATIN, RECONHECIDO PELO MEC, INICIA EM 06 DE ABRIL!!

IALTH
Em Abril de 2015, permitindo Deus, estaremos com um CURSO DE BEL. EM TEOLOGIA aqui, em CDU, no IALTH – Instituto de Linguística, Teologia e Humanidades, anexo à Igreja Evangélica Aliança (IEVCA). O curso obedece à modalidade de pesquisa e acontecerá dois dias na semana (segundas e terças), das 19:00 às 22:00.
As matérias, neste sistema, têm duração trimestral e o tempo de férias é um pouco menor, pois as aulas não são todos os dias na semana, como acontece na maioria dos seminários. Outro DIFERENCIAL do nosso curso, é a inclusão das disciplinas de CONVALIDAÇÃO exigidas pelo MEC na grade curricular. Ao fim do curso, que é de TRÊS ANOS E MEIO, o aluno JÁ SAIRÁ COM A INTEGRALIZAÇÃO DE CRÉDITOS EXIGIDA PELO MEC: seu diploma reconhecido!!
Estamos montando um CORPO DOCENTE do mais alto nível, com professores com mestrado/doutorado em instituições reconhecidas e com experiência no ensino de cursos superiores.

ESTA É A HORA DE VOCÊ FAZER SEU CURSO DE TEOLOGIA RECONHECIDO PELO MEC!!

Eis algumas disciplinas do curso:
– Aconselhamento
– Antigo Testamento
– Antropologia Teológica
– Apologética Cristã
– Arte da Pregação I
– Arte da Pregação II
– Ética
– Exegese do Novo Testamento
– Exegese do Velho Testamento
– Filosofia Teológica
– Grego I
– Grego II
– Hebracio
– Hermenêutica
– História da Filosofia
– História das Religiões
– História do Cristianismo
– Introdução Bíblica
– Livros Históricos
– Livros Proféticos
– Metodologia da Pesquisa Científica
– Monografia
– Português I
– Psicologia da Educação
– Psicologia da Religião
– Teologia de Missões
– Teologia I
– Teologia II
– Teologia III
OBS.: As disciplinas podem sofrer algumas alterações mediante exigências da nova grade curricular do MEC.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIO NO ATO DA MATRÍCULA E VALOR DA MENSALIDADE:

Matrícula: R$ 50,00
Mensalidade: R$ 200,00 (pagando até o dia 10, a mensalidade fica por R$ 190,00).
1. Requerimento de matrícula – preenchimento da ficha com letras legíveis e assinada pelo aluno.
2. Certificado de conclusão do 2º grau (cópia autenticada).
3. Cópias dos documentos: RG, CPF, Título de Eleitor, Comprovante de Votação, Serviço Militar.
4. 2 fotos (3×4).
LEMBRAMOS QUE AS MATRÍCULAS ESTARÃO ABERTAS DURANTE TODO O MÊS DE MARÇO DE 2015!!
O IALTH (anexo à IEVCA) situa-se à rua Odon Rodrigues de Moraes Rego, nº 20, Cidade Universitária (CDU). A partir de Março, funcionaremos nas SEGUNDAS, TERÇAS, manhã, das 08:00 às 12:00, e à noite, das 19:00 às 21:00.

MAIS INFORMAÇÕES? LIGUE OU ENVIE UM E-MAIL:

9106-2354 (VIVO); 8796-2843 (OI); 8877-2110 (OI) ou pelos e-mails:
artur_eduardo@yahoo.com.br / jackson.souzza@gmail.com.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ATENÇÃO: INSCRIÇÕES ABERTAS PARA DIVERSOS CURSOS NO I.A.L.T.H.



ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES DOS SEGUINTES CURSOS, AQUI NO Instituto Aliança de Linguística, Teologia e Humanidades (IALTH), em Cidade Universitária:

- CURSO DE BEL. EM TEOLOGIA (PARCERIA DO IALTH COM A FATIN): Curso a ser realizado DOIS DIAS NA SEMANA (SEGUNDAS E TERÇAS), à noite. Duração: 3 anos e meio. CONVALIDADO PELO MEC (parceria com a FATIN/UFPE). Faça sua matrícula hoje mesmo: 20 alunos na primeira turma. FONE: (081) 8796-2843 (Oi) / (081) 9274-8878 (Claro) / (081) 7913-4569 (Tim). Fale com Fátima Pena.

- CURSO DE CONVALIDAÇÃO EM TEOLOGIA: Já abrimos TRÊS TURMAS. Ainda dá tempo de você entrar na TERCEIRA TURMA (que acontece todo 4º sábado de cada mês). Jà tivemos um módulo, mas ainda dá tempo para vc entrar. Ligue hoje mesmo e fale com Henrique Soares (081 8834-8016 - Oi).

- CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA (para quem já é formado em um curso superior ou está terminando). Aulas 1 sábado por mês. Turma PRONTA. Faça sua inscrição HOJE mesmo: (081) 8834-8016 e fale com Henrique Soares.

- CURSO DE INGLÊS (LEITURA E CONVERSAÇÃO): com professores intérpretes, com vasta experiência na tradução simultânea do Inglês. Pessoal do Ceress Cpe. Aulas às quintas-feiras, no período da TARDE ou da NOITE. Fones: (081) 87962843 ou 88348016.

- CURSO DE TEOLOGIA FILOSÓFICA APLICADA: curso livre, aulas aos sábados. Um ano e meio de duração (com certificado!!!). Aulas com o pr. e prof. Artur Eduardo (Teologia dos Evangelhos, Apologética Avançada, Hermenêutica Filosófica, Teologia do AT e do NT, Retórica/Homilética etc). Horário das aulas: aos sábados, das 14:30 às 16:30. Faça sua inscrição HOJE mesmo, ligue: (081) 8786-2843, fale com Fátima ou (081) 8834-8016, fale com Henrique.

O IALTH (Instituto Aliança de Linguística, Teologia e Humanidades) situa-se à rua Odon Rodrigues de Morais Rego, 20, em Cidade Universitária, Recife, Pernambuco (anexo à IEVCA - Igreja Evangélica Aliança). Fone: (081) 3040-2632. 

Ofertas Exclusivas!!!!