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terça-feira, 17 de março de 2015

O nome da coisa


Você já reparou que todo filme moderno de bruxas tem de colocar bruxas boas juntamente com as más? Percebeu não? Pois veja bem. Isto é tão certo quanto as caricaturas unânimes dos clérigos (católicos) de filmes sobre a Idade Média: todos representados como soberbos, materialistas, arrogantes, com uma aparência às vezes pior do que as bestas que os heróis tentam destruir. Percebeu não? Pois então veja bem.... Concomitantemente, a despeito de passar normalmente despercebida, uma forte tendência eclodiu em nossa sociedade com a força de um tambor de maracatu: a ideia de que o grotesco na verdade é "normal", e vice-versa. Quando você é forçado pelo peso da opinião pública a olhar um cara que coloca três chifres na testa, parte a língua e faz tatuagens nos olhos (isso, nos olhos) para "parecer com o diabo", a admitir aquele comportamento como "algo normal", então o "anormal" tem de ser uma coisa muito, muito estranha mesmo. 



Não se assuste com estas linhas. Na verdade, sei que chovo no molhado aqui, pois, hoje em dia, ninguém mais e assusta com nada (a não ser com o preço da gasolina). Num dia desses estive em um determinado hospital do Recife. Precisei falar com uma pessoa numa ala mais reservada e, quando cheguei próximo à mesma, pude notar que todos, exceto os enfermeiros e médicos, tratavam aquele lugar como deveria ser tratado: um local de respeito ante o sofrimento alheio. As piadas e palavrões saiam tão normal e frivolamente por parte daqueles profissionais, que, há um tempo, creio ter sido impensável que pudesse haver tamanho desleixe com a agonia alheia. A pornofonia, aliás, vinha embalada com as mais altas e belas risadas, o que a gente normalmente não vê nem nos mais engraçados números com palhaços de circo. Mas, sabe o que pareceu-me pior? Pelo que pude perceber, apenas eu estava realmente incomodado. A forma como as pessoas, pacientes ou não, lidavam com aquilo era algo da mais absoluta normalidade. De fato, sinto-me a cada dia mais anormal, pois o conceito de "normal" tornou-se tão elástico, que dá até medo de você dizer, nos nossos dias, que é uma pessoa "normal". 



Anormalidade, por sua vez, é o que não falta nos mais diversos círculos sociais. Vejamos o evangelical (cortemos na carne primeiro). A saramandaia que se tornou o movimento evangelical atual é tamanha, que fica difícil você definir o que é e o que não é "evangelical". Ao ver, segundo o sapientíssimo Olavo de Carvalho, o "falso merda" do Edir Macedo afirmar que "Deus fala com ele em sua banheira de ouro", no "Templo de Salomão", me pergunto se podemos alargar ainda mais as fronteiras do que chamamos de movimento evangelical. Isto porque, por outro lado, temos igrejas, nas quais os membros ainda brigam por suas posições nos bancos, para terem influência sobre 20 ou 30 pessoas, e muitos até se intrigam porque, apesar de seus anos neste modus vivendi, ainda não conseguiram perceber que o "deus" a quem dizem servir é, na verdade, nada mais do que uma expressão idealizada de si mesmos. A mão que veem e julgam lhes orientar é, de fato, a extensão de seus próprios braços. Seus cérebros estão programados para jamais perceberem tal coisa e, por mais que se lhes explique, o Cristianismo a que se reduziram é na verdade um esboço de religião mal feita: morrerão pensando que a "sua igreja" é a que Jesus fundou aqui, na terra. 



Mas, não são apenas os malogrados evangelicais de hoje apresentam-se ante o pano de fundo da nossa realidade. Temos os políticos, os artistas, as autoridades e os agentes do ensino. Estes, por sinal, não conseguem explicar - porque não conseguiram ainda entender - o porquê de, no Brasil, "artistas" terem a prerrogativa de dizerem quais "nortes" devemos tomar... E em todas as áreas! Se a violência está alta, falam os artistas. Se há mais mortes no trânsito, chamem os artistas. Se o preço da gasolina sobre, protestemos com os artistas. Deve ser porque os artistas conhecem melhor os problemas sócio-econômicos e geopolíticos do que os bocós daqueles centros de ensino, que chamamos de universidades. Apesar do trocadilho, registro que penso que muitos, senão a maioria, são uns verdadeiros bocós mesmo, enclausurados em seus centros de ensino, sem quaisquer "misturas" úteis e influentes com a sociedade que lhes cerca, a qual fenece mais burra dia após dia. 



Não? Então vá ser professor (universitário), pegue uma penca de provas de universitários que escrevem "menas", "derepente", "ósio", "mim passe...." e "ele estar bem".... Lide com isso diariamente, percebendo também que, ao mesmo tempo em que o "menas" torna-se onipresente, o alunado parece cada vez menos apto a esboçar um pensamento ao qual se diga "benza-te Deus", como diz minha mãe. Trabalhe com isso vários dias por semana e, depois, venha conversar comigo. Duvido que, estando em sã consciência, você não diga: "Meu amigo, tem algo acontecendo ao nosso redor!". E tem mesmo. Não é só a extensão espacial da coisa (em todo o Brasil e praticamente em todo o Ocidente), mas também sua extensão temporal. Desde quando este aparente emburrecimento generalizado está acontecendo? Quando li em uma reportagem (http://www.zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/planeta-ciencia/noticia/2014/02/um-em-cada-quatro-americanos-nao-sabe-que-a-terra-gira-em-torno-do-sol-4422308.html) que um em cada quatro americanos não sabe que a Terra gira em torno do Sol, a sensação de que as minhas palavras acima expressam um sentimento verdadeiro deu lugar à certeza. E não culpe os Power Rangers, muito menos o Criacionismo, nem mesmo as novelas por isso: é um conjunto de fatores com implicações mais profundas e que só poderá ser compreendido se olharmos também o fator tempo



"Há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade", cantava Renato Russo em uma época que ficou marcada, aqui no Brasil, como o fim da era do rock denúncia. Foi um fim triste e indigno do legado deixado por outros artistas, os quais outrora valia a pena ouvir... não só por ouvir, mas ouvir para pensar. Hoje, a música não é feita para pensar. Assim como o cinema normalmente não é feito trazer qualquer reflexão mais séria... e os artistas, que são os que mais sabem disso, aproveitam a onda "imbecilizacional" que varre nossa sociedade para figurarem como os que têm mais competência para falar exatamente daquilo que não sabem. Se não observou isso também, prezado internauta, observe como, nas entrevistas sobre o seu próprio trabalho artístico, os artistas levam tudo na mais absoluta brincadeira, só se tornando "sérios" quando não se trata do que mais sabem fazer: trabalhar com as artes. Tudo isso acontece hoje como num caldeirão de mudanças abruptas, desesperadamente ligeiras e, por incrível que pareça, com o aparente crivo da sociedade que não sabe que a cada dia sabe menos. 



Mas, afinal - você pode estar se peguntando e com razão, amigo(a) internauta -, o que raios tem a ver filmes de bruxas, enfermeiros pornofônicos num hospital (que pode ser qualquer um, inclusive aquele em que você eventualmente trabalhe...), evangelicais esquisitos, tatuados, transformistas perturbados e artistas aloprados? A princípio, nada. Não têm nada a ver. O que tem a ver é o tecido social que une a todos. Quando olhamos tais eventos em separado, estamos impossibilitados de ver o desenho do todo. E o todo não é bonito, amigo(a). É uma estampa feia, disforme, ilógica, mas não necessariamente abstrata. É simplesmente sem sentido. Ao visualizarmos o tecido que une todas estas estampas, percebemos que o todo é tão feio quanto as partes. Percebemos que construímos um tecido social frágil, que parece precisar reinventar modismos a todo instante para que esteja agregado, sem perceber que a cada mudança e avanço para trás que fazemos, descaraterizamo-nos quanto à nossa humanidade e damos um tapinha em nossas próprias costas, congratulando-nos por parecerermos e estarmos existindo mais como coisas do que como pessoas. As coisas (fatos, tendências e modus operandi sociais) formam uma única coisa, um todo que, ainda que gerando todo o tipo de esquizofrenias sob suas camadas, consegue transparecer ante as mesmas como algo absolutamente razoável, ético, sólido, reformador e transformador. E os que vivem justamente nestas camadas celebram sua percepção falha do todo, dada a grossa venda da cosmovisão alienante nos olhos. Louvam alegremente a liberdade de um stablishment que os aprisiona. Vivem a euforia do erro, quase como aquela que Adão deve muito provavelmente ter sentido quando, avidamente, comia do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, haja vista que a Bíblia nos diz, em Gênesis, que, ao primeiro casal (Adão e Eva), a árvore era "agradável aos olhos e desejável para dar entendimento". Péssimo negócio fez o seu Adão. Acabou expulso com sua mulher do jardim de Deus.... e foi daí que começou toda a coisa



Pr. e prof. Artur Eduardo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Desigrejismo


Discordo de um uso que se tem dado à palavra "desigrejado". Expressões de efeito, como "pessoas livres de ´currais´ denominacionais", "pessoas que acordaram/saíram da religiosidade", "pessoas que estão acima da questão religiosa" nada são, nada significam em si mesmas. Aliás, podem até confundir grandemente algumas pessoas que estão sinceramente procurando servir a Deus de todo o coração.

O fenômeno de desinteresse pela Igreja (como instituição) é muito mais complexo do que se pensa. Não são apenas os "escândalos" que afastam as pessoas, mas certas questões - como escândalos - são mais periféricas do que centrais. O que tem acontecido de fato é um entrelaçamento de circunstâncias, as quais culminam sempre no desinteresse total e completo pelo quesito "religiosidade do Cristianismo"... como se fosse possível dissociar o espiritual do religioso.

Pode até ser que se crie e, de fato, estão criando meios de haver conexões espirituais sem a maior parte dos aspectos religiosos. Mas, quaisquer práticas espirituais seguem o mínimo de orientação "religiosa", mesmo a mais singela e pessoal meditação espiritual que acontece por alguém sozinho dentro de um quarto. De modo que os "desigrejados" acabam, inevitavelmente, criando "comunidades" que, com o passar do tempo, para expressar sua espiritualidade exclusiva, formam uma aglomeração que mantém seus aspectos únicos e sua pragmática religiosa, mesmo que seu discurso se fundamente no princípio auto-refutável em que acreditam, isto é, que religião e espiritualidade não se misturam. Graças a Deus porque eles próprios, os que creem desta forma, perpetuam e insistem numa prática que, uma vez minimamente organizada, representa tudo quanto ela condena!!!

Sinceramente, não acho que sejam só escândalos e promessas que se revelam vazias, cujas ações temerárias destas causam ainda mais confusão e sofrimento por causa da situação e que, por isso, impulsione o desigrejismo. É por isso que convido-o(a) a CONGREGAR NA IEVCA, sim. Somos uma denominação com seus princípios próprios, mas que sabe dialogar com outras. Visite-nos, caso esteja sem igreja e quer mudar de ares. Não busco os "injustiçados da terra", como fez Absalão com Davi, seu pai. Mas, aproveito o mural aqui, no face, pra deixar este sinal de alerta: assim como "crente não significa 'salvo'", "desigrejados não significam necessariamente 'pessoas mais conscientes'", que deliberadamente utilizam-se de suas próprias experiências para denunciar o modus operandi de toda a religiosidade a que se opõem. Muitas vezes o desigrejismo se dá por problemas morais, confusões mentais, má formação de amizades, etc. E assim o movimento óbvio resultante da multidão de desigrejados, que cresce a cada dia, torna-se um contrassenso vivo, a mais notória e atraente "igreja" destes confusos tempos modernos.

HORÁRIOS DA IEVCA:
- Segundas: ORAÇÂO (19:30);
- Quartas: DOUTRINA (19:30);
- Quintas: REUNIÃO DE EVANGELISMO EM UR-7;
- Sábados: REUNIÕES DE HOMENS E MULHERES (19:00);
- Domingos: EBD E CULTO DE CELEBRAÇÃO (17:00 E 18:30, RESPECTIVAMENTE).
Convido-o(a) a conhecer a IEVCA - Igreja Evangélica Aliança.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

UM ANO QUE VAI.. E CRISTO, QUE VEM!


Findo o ano / lembro o sonho / acende o desejo de rever o tempo.
Lembro o amigo / o sorriso amado / a casa alegre / palavras ao vento.
Meninos amando / correndo e brincando / achando que sabem do mundo.
Tempo de sonho / sorriso e tristeza / lembrança alento.

Perspectiva / sonhos que afloram / desejo do certo / tempo sem fim.
Casa doada / templo sagrado / amor de família / irmão Caim.
O choro do mal / cruel abandono / seguindo seguro / palavra de Deus.
Preço na casa / placa na porta / lágrimas soltas / sorrisos assim.

De longe o olhar / curiosidade / vontade de ver / o ilhado afundar.
Mas diz Deus que "Não" / carrega nos braços / renova o vigor / se faz o Amigo.
Mentiras de alguns / antes, verdades / pululam aos pés do desatento.
Confusão e remorso / é o ano de muitos / lembranças de risos / apenas ao vento.


O amigo liga / o outro desliga / um estremece / ao ver mui surpreso.
O choro da hora / a lágrima d´outrora / verteu, passou / foi sem saudade.
Renovo é mais / ferida que sara / amigos que vêm e não voltam atrás.
Só resta inveja / cruel amiga / naqueles que a todos / corrói a contento.

Criança que vem / mal se dissipa / inveja saiu... / deu lugar ao espanto!
Igreja que fica / Evangélica de essência / Aliança prá sempre / diz o Amém
Olhares que falam / sorrisos amargos / doce alegria / de quem está bem.
Amo falar / da vida que veio / e do que vier / aspiro também.


É Deus, o Pai / o Filho que aprova / o Santo Espírito / confirmação vem.
Na humildade / ministerialmente / olho prá trás / me sinto bem.
No choro da noite / no inacabado / Justiça velada / que Deus não impede.
Explode esperança / sorri o olhar / renova alegria / vencendo, Ele vem!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Gritando, rejubilando e alegrando-se pelo que ´não é óbvio´

Sabe o que é essa "euforia", representada na seguinte imagem?



É a "maioria" ensandecida, efusivamente gritando de alegria, quase que beirando a loucura, pela soltura......


..... de Barrabás!!



Como não sou exclusivamente dado ao que é "óbvio", tento buscar o sentido das coisas nas maiores inquirições da Bíblia... e estas se encontram nos chamados "Livros de Sabedoria". O homem "colhe o que planta". Ok, isso é óbvio. Mas, será assim, sempre?? E quando não é assim? E quando "se colhe o que não se planta" ou "planta-se e não se colhe"? Dentre as muitas desgraças que Satanás se utiliza para tentar afligir os justos estão algumas das piores fraquezas destes, como o comodismo. O comodismo, no caso, é em relação à razão. Acomodar-se apenas com que se "parece", se mostra "óbvio", é uma brecha aberta à ação demoníaca, que, como o próprio nome sugere, vem pra ludibriar, confundir, distorcer. Degrada-se aquele que se deixa levar pelo engano satânico. E, repito, este age no comodismo do pensamento. É por isso que tão poucas pessoas são realmente sábias. Há muita gente "sabida", poucas sábias. O sábio tenta desvelar aquilo que não é só aparente, ou "óbvio". Pensando nisso, escreveu "O Pregador":
"Verdadeiramente que a opressão faria endoidecer até ao sábio, e o suborno corrompe o coração. Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito. 
Não te apresses no teu espírito a irar-te, porque a ira repousa no íntimo dos tolos. Nunca digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Porque não provém da sabedoria esta pergunta.
Tão boa é a sabedoria como a herança, e dela tiram proveito os que vêem o sol.Porque a sabedoria serve de defesa, como de defesa serve o dinheiro; mas a excelência do conhecimento é que a sabedoria dá vida ao seu possuidor. 
Atenta para a obra de Deus; porque quem poderá endireitar o que ele fez torto?No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele. 
Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há ímpio que prolonga os seus dias na sua maldade. 
Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo? Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo? 
Bom é que retenhas isto, e também daquilo não retires a tua mão; porque quem teme a Deus escapa de tudo isso".
Eclesiastes 7:7-18.


No fim (ou até mesmo "no meio", rs), Deus desvendará todas as coisas e sobre tudo fará reinar a sua justiça!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ser, ter e almejar


Precisamos SER:

Mais amigos, mais companheiros, mais compassivos, mais crentes. O brasileiro em geral, e o nordestino em particular, são muito desconfiados..... mas "pra baixo". Explico: a desconfiança natural é uma coisa boa, mas, suspeitar que TUDO o que o outro diz ou faz é necessariamente mau, é coisa diabólica, demoníaca. Aí não é mais uma desconfiança sadia, não é mais um salvo-conduto da mente, que nos separa de crianças inocentes que creem em tudo o que veem e ouvem: é uma porta para a amargura que causa anarquia interior, desordem espiritual e psicológica e, por fim, frustração, depressão, solidão. Tudo isso, na maior parte das vezes, por um "preço" que não valeu nem a quinta parte do "produto"!! Cuidado, irmãos. "Sabedoria demais", esta vontade de ser "esperto" em tudo, sempre, nos leva soberba... e esta precede a ruína, conforme a Bíblia. Quem é esperto demais é "sabido", não sábio, e o "o problema do sabido é pensar que nunca é enganado".

Precisamos TER:

Mais calma, mais disposição, mais disciplina, mais respeito, mais reverência, mais temor a Deus. Vivemos na era da indiferença, o que gera, inevitavelmente, irreverência. O homem parece que, a cada dia, está mais "entregue a si mesmo", sem "eira nem beira", como se diz aqui, no Nordeste. Descontrolado, o ser social caminha para (paradoxalmente) a dessocialização como uma forma de civilidade... mas que demonstra-se, na prática, insustentável. Ninguém consegue viver civilizadamente incivilizado e, incivilidade é justamente o alvo de uma sociedade, cujos homens estão entregues a si mesmos. "Eu faço o que quero e só presto contas a Deus" - ouvi por aí esta semana. Creio que é uma forma leve, um eufemismo que quer dizer, na verdade, apenas a primeira parte: "Eu faço o que quero". A "calma" à qual me referi, acima, tem a ver conosco mesmo. Irreverência sempre vem acompanhada de afobação, impulsividade, inconsequência.

Precisamos ALMEJAR:

Ter paz com Deus, sempre. Isso significa ser amigo de Deus, servo, filho. Respectivamente, significa querer andar com ele, servi-Lo e amá-Lo como Pai. Deus tem o MELHOR para seus filhos, inclusive nas correções. Momentos de espera, dor, "muitos invernos e poucos verões", como dizia o saudoso Janires, devem ser de reflexão, introspecção positiva, para que possamos analisar as situações por pontos de vista que muitas vezes, no frenesi de nosso corre-corre, não veríamos. Isso aconteceu algumas vezes comigo; com certeza, já deve ter acontecido contigo, que lê estas linhas. Mais do que querer sair de um situação de incômodo, é perguntar a Deus o porquê de estarmos ali. Não devemos ter medo de querer ver propósito em tudo. Se temos um Deus infinito, que tem o controle de todas as coisas, as estabelece e cujos pensamentos "são mais altos do que os nossos, assim como os céus distam da terra", então temos que crer que Ele tem tudo planejado, mesmo que tenhamos uma infinidade de possibilidades de escolha (chames, se quiser, "arbítrio"). É nisso que está a perfeição de Deus: independentemente do caminho que tomemos, Ele sempre tem o controle. Almejemos, portanto, obedecê-Lo.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Onde está o "joio"?



Só estamos percebendo a diferença, prezado internauta, porque o trigo (esq.) já floresceu. Fechada a planta do trigo, porém, as diferenças tornam-se praticamente imperceptíveis.

Ah, amigos, esta é uma daquelas figuras bíblicas que contém uma simbologia tão forte que os detalhes se nos passam despercebidos.

O "joio", que é PRATICAMENTE IDÊNTICO (aparentemente) ao "trigo", não está nas baladas rave, em orgias, em bocas de fumo.... não está em prostituições abertas ou em flagrantes atos pecaminosos.

O "joio", para passar despercebido com eficácia, está nas igrejas. Mas, não de qualquer forma. Como todo parasita natural a camuflagem é sua arte. Logo, traveste-se de uma "integridade" e "santidade" ímpares. Condena violentamente, mas sorrindo. Acusa outros, quando já fizera muito pior! Não se envergonha de seu passado, por mais nojento que tenha sido. O "joio", amigos, está: nos bancos das igrejas, em evangelismos, tocando músicas evangélicas, em viagens missionárias, em salas de aulas cristãs e infelizmente, mas principalmente, nos púlpitos! Também está proclamando profecias, escondendo-se por sob uma capa feroz e aviltante de dissimulação..... vendendo a alma a qualquer custo para não ser descoberto! Escandalizou-se? É.... o "joio" é tão ligado ao "trigo" que se confundem! O "joio" sempre está ONDE O TRIGO ESTÁ!! Pense nisso.

Os verdadeiros servos do Senhor da Seara estão constantemente atentos ao "joio". Algumas vezes, eles próprios são enganados por ele!! Mas, (e digo isso primeiramente para mim) devem aprender a descansar e confiar na sabedoria do Senhor da Seara. Vejam só:

"Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio. Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio? Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro". Mt. 13:24-30.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Considerações Acerca do "Chamado Missionário" (ou O Ocaso Missionário no Brasil Atual)


Vivemos numa época de "pós". É a pós-modernidade, expressão que já foi até mais badalada.... e, como é a primeira vez que colocamos um termo na época em que vivemos, no nível de "pós", talvez já vivamos uma ´pós-pós-modernidade´. É a época das pós-graduações. Já notaram que "todo mundo" tem uma "pós-graduação" em algo? É uma febre que começou com a banalização do acesso ao curso superior, mais uma herança implementada pelo governo do PT, que mascara o baixíssimo nível das montanhas de "faculdades" e novos cursos abertos em 12 anos, sob o pressuposto de "acesso à Educação". Este "acesso" só engrossa as estatísticas brasileiras nos relatórios da ONU.... mas isso é uma outra história. Esta também é a época da pós-glamourização de Missões, um problema real, longe de ser efêmero e com consequências sérias e graves para a Igreja atual, mas, incrivelmente, pouco ou nada perceptível pelas maiores agências missionárias e os missiólogos de plantão.

Explico: os cristãos evangélicos brasileiros experimentaram entre meados da década de 80 e fins da década de 90, do século passado, uma verdadeira torrente, uma cachoeira de predições e números que mostravam que o crescimento explosivo do evangelicalismo no Brasil só poderia redundar num avanço missionário significativo. E chegou mesmo a haver um crescimento expressivo quanto ao trabalho de avanço de frentes missionárias naquele período. Livros foram lançados (alguns, best-sellers), um sem número de conferências nacionais com exposições e um aparato geral que daria inveja a qualquer encontro de qualquer grupo corporativo do período. Hotéis eram locados, nas mais belas regiões do Brasil, para se falar em Missões. O apelo missionário foi tamanho, que conseguimos produzir material que poderia nortear os rumos de missões pelos próximos 20 ou 30 anos. Dados atualizados sobre países onde há perseguição ferrenha contra cristãos, povos não alcançados, desafios missionários dentro de nosso país foram alguns dos pontos positivos, legado deste levante missionário de fins do século XX.

Porém, como tudo hoje é pós, penso que o erro fundamental na análise do período foi a duração do mesmo, e tal erro se deu, talvez, pelo fervor da época. Cada vez mais comuns foram as desistências do campo missionário, embora estudos da Universidade Gordon-Conwell (EUA), de 2010, nos revelem que houve um aumento natural no envio de missionários brasileiros aos campos transculturais. Porém, traduzamos tais números, colocando-os em contexto e teremos uma percepção diferente deste aparente crescimento no envio de missionários, tido por muitos como "extraordinário". Segundo o estudo, o Brasil enviou, em 2010, 34 mil missionários transculturais, 70% a mais do que no ano 2000. Observemos o gráfico a seguir:


Fig. 1

No ano 2000, éramos cerca de 18% da população; em 2010, cerca de 22,2%. Quanto isto dá em números reais? Veja o gráfico a seguir:


Fig. 2

Assim, se havia cerca de 18% de cristãos evangélicos no ano 2000, de acordo com o Censo do IBGE (Fig. 1), então éramos cerca de 30 milhões e 560 mil cristãos evangélicos. Em 2010, se éramos 22,2% de uma população de 190,755 milhões (Fig. 2), logo havia algo em torno de 42 milhões e 347 mil cristãos evangélicos brasileiros. Se, de acordo com a pesquisa da Gordon-Conwell, tínhamos essa quantidade, então em 2000 havia 23,8 mil missionários e, em 2010, c. de 34 mil missionários transculturais brasileiros. Em 2010, portanto, tínhamos 1 missionário transcultural para cada 1245,5 cristãos evangélicos. Comparando ao ano 2000, havia 1 missionário para 1284 cristãos evangélicos!! O que os números revelam? Que apesar do inquestionável crescimento dos evangélicos, a relação de cristãos comuns com missionários transculturais estagnou!!

- Ano 2000:
  • 30.560.000 cristãos evangélicos. Percentual de cristãos/sociedade: 18,8%. Percentual de cristãos missionários por cristãos comuns: 1 para 1284
- Ano 2010:
  • 42.347.000,00 cristãos evangélicos. Percentual de cristãos/sociedade: 22,2%. Percentual de cristãos  missionários por cristãos comuns: 1 para 1245!!!
E pra piorar, vemos que esses números não são absolutos. Uma outra fonte, por exemplo, afirma que em 2011 havia apenas 23.000 missionários transculturais brasileiros, atuando em 50 países. 

Mesmo tendo um aumento real no número de missionários (de 23,8 mil missionários em 2000 para 34 mil missionários em 2010), a relação de missionários por cristãos comuns pode até ter tido um decréscimo. Levemos em consideração, também, que o número total de evangélicos subiu de 30.560.000 em 2000, para 42.347.000 em 2010. Há várias formas de ver esses números, mas, ao meu ver, no mínimo a Igreja estagnou no quesito missões, especialmente missões transculturais. Um por cento de 42.347.000 é 423.470. O número de missionários transculturais, hoje, é dez vezes menos do que isso, ou seja: o número de missionários na igreja brasileira corresponde a 0,1% da quantidade total de membros

Quais são os principais fatores para uma tão baixa procura quanto àquela que é considerada tarefa maior da Igreja? Posso elencar, por experiência contígua, alguns fatores que, penso eu, estão diretamente relacionados;

- O "evangelho da prosperidade": sem dúvida alguma, a explosão do evangelho da prosperidade alienou toda uma geração de cristãos evangélicos em toda a América Latina e na África. Transformando o céu na terra, as igrejas envolvidas diretamente com a prosperidade tornam-se, na maior parte das vezes, mega-igrejas, com um modus-operandi que se resume à sua manutenção e expansão interna. Com a prática voltada apenas ao seu crescimento e fortalecimento, as igrejas da prosperidade adotaram um discurso fortemente triunfalista, auto-ilusório, egoísta. O resultado é uma porção cada vez maior de cristãos evangélicos que, envolvidos com tais práticas, esqueceram-se de sua tarefa precípua, as missões, pela promessa de "uma vida prazerosa", "riquezas e bem-estar sócio-cultural", "finanças como que de reis". Por mais que digam que não, é notório que a ênfase de sua pseudo-teologia gira em torno de se ter, no lugar de ser.


- O despreparo vocacional: como dizíamos, tudo hoje é pós. Pululam "pós-graduações" até do jeito de se fabricar mamolengos. Mas, como criamos um sistema educacional monstruosamente pragmático, com processos que não têm foco moral definido, não é de admirar que hoje "se queira ser ´o melhor´ em qualquer coisa", independentemente se se quer ser "bom" para a sociedade. Este pragmatismo, mesmo que menos acentuado, alcançou o coração da Igreja e os candidatos a missionários. O resultado é um show de conhecimentos estatísticos, conferências das mais elaboradas que se possa imaginar, cursos de aculturação transcultural que fariam inveja a qualquer grande centro universitário, mas pouco ou nenhum treino quanto à consciência da vocação. Podem me chamar de retrógrado, ultrapassado, etc., mas sou daquele tempo em que as coisas na Igreja eram feitas primordialmente por vocação, fossem quais fossem. A palavra vem do latim "vocatio", ou "chamado", pois é Deus quem chama. A miríade de pastores, obreiros, missionários inaptos ao campo está em razão direta de seu desconhecimento/despreparo vocacional. Não tendo consciência suficiente se foram realmente vocacionado por Deus, muitos dos ministérios de tais "missionários" tornam-se verdadeiras piadas evangelicais (e de mau gosto). Abandonam o campo por tudo, promovem um desserviço acerca do Evangelho, criam presepadas de mau testemunho no campo missionário e fora dele e, agora, parece até que muitos estão levando o seu suposto "chamado" missionário a um outro nível: querem "faturar" com o mesmo, sob a desculpa de que "tudo" é para missões.

- O não acompanhamento da igreja local: é sabido que a Igreja tem estado deficiente quanto às suas obrigações gerais, e principalmente nos dias de hoje, como instituição. Essas deficiências mudam o próprio modus operandi de práticas que, antes, estavam diretamente ligadas à esfera de influência direta da maioria das igrejas. Hoje, organizações pára-eclesiásticas funcionam onde a igreja é deficiente e foi assim, com o surgimento das primeiras "agências missionárias", no século XIX. As agências missionárias especializaram-se, de fato, no envio do missionário, preparando sua aculturação, até treinando-o em casos extremos, como de eclosões de guerras civis e perseguição generalizada nos países para os quais se enviam obreiros. Ok. Mas, a "ponte" que deveria existir com as igrejas - de onde são realmente oriundos os missionários -, fortalecendo os laços, fomentando o trabalho daquele missionário até para que ele estimule o chamado de outros em sua comunidade, deixa de existir, havendo uma espécie de "substituição" da organização a quem se presta contas, primordialmente. Assim, muitos missionários ficam sem vínculo institucional, o que pode afetar, inclusive, sua própria mensagem evangelística. Sem uma orientação do quê, de fato, deve ser pregado, ensinado, discipulado, o missionário pode gerar líderes teologicamente fracos, que não terão força doutrinária para regarem a igreja nos períodos de maior adversidade, por exemplo. Tal independência (muitas vezes fomentada ainda pela agência missionária) é essencialmente prejudicial, pois, onde a igreja eventualmente "erra", as parte do Corpo, sejam quais forem, devem se unir para "consertá-la", ajudá-la a gerir melhor determinadas situações, como a conscientização missionária do povo, e não abandoná-la ou negligenciá-la. Um erro com implicações profundas a médio e longo prazos.


Por fim, ressalto que deve haver, sim, um maior "rigor" no quesito "vocação" e "envio" ao campo. Não pense, prezado internauta e leitor deste texto, que a estagnação no percentual de missionários que a Igreja brasileira teve ao longo de dez anos (2000 - 2010), é fruto apenas de fatores pontuais e imediatos. Nada disso. São processos que vêm se desenrolando há décadas e que têm afetado, como dissemos, todo o modus operandi da prática eclesial em nosso país. De todos os pontos, julgo que o não compromisso com a vocação é, se não o mais grave, um dos mais graves, com certeza. A enxurrada de missionários que, atualmente, tem abandonado os campos missionários, relegando-os a segundo plano, pela busca de sonhos pessoais, comodidade financeira e por questões familiares é assustador. Com uma Igreja cada vez menos propensa a absorver o ensino da abnegação necessária e própria do missionário, mesmo tendo em vista as inumeráveis ênfases que a Bíblia dá quando o assunto é "a pregação das boas-novas de salvação", o próprio termo "missionário" tornou-se demasiadamente amplo, como hoje é o de "pastor". Sabemos que há, em determinadas instituições, o "pastor das finanças", o "pastor do grupo de teatro", o "pastor dos empresários", o "pastor do louvor". Não entro no mérito de como deva se organizar esta ou aquela instituição, Deus me livre, mas é inegável que ficamos com a sensação de que o peso do ofício que o nome traz consigo tornou-se elástico demais. O mesmo tem se dado com o termo "missionário". Há as "missionárias" que o são apenas em círculos de oração.... "missionários" atuando, na verdade, como "diáconos", "presbíteros" e até "pastores". Há denominações que, para não deixarem a esposa do pastor sem um título, conferem-lhe o de "missionária", quase como um "cala-a-boca" eclesial e apenas por razões de status. Isso tudo só dificulta que o povo veja a importância do que é ser, de fato, um missionário. Como, na era do pós, praticamente tudo virou questão de status, percebemos que muita gente se habilita ou não para ser um "missionário" mediante o status que o nome oferece, nesta ou naquela instituição. Eis uma das mais profundas implicações das décadas de distorções eclesiais pelas quais passamos. Quem pára e reflete bem sobre esta crise vocacional eclesial que vivenciamos atualmente, percebe que suas raízes não são tão pontuais assim, muito menos passageiras e fáceis de serem erradicadas. É necessária uma reformulação completa em nossa eclesiologia prática, começando com um enorme trabalho de conscientização AGORA do que é de fato Igreja, quais seus ofícios e como eles se executam à luz das Sagradas Escrituras.

Que o Senhor Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a voltarmos ao caminho, ao "primeiro amor".

Deixo com vocês 2 Timóteo, capítulo 3. Um texto que deveria ser de cabeceira a todos os que trabalham cônscios de seu chamado, a fim de que sejam firmes e convictos de como devem, como homens e mulheres de Deus, exercer seus respectivos chamados. Os alertas e exortações do texto do Apóstolo Paulo a Timóteo estruturam o pano de fundo desta maravilhosa palavra de conselho, direção e fortalecimento espirituais.


"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos (estes, apresentar-se-ão como verdadeiros cristãos - grifo nosso), avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela
Destes afasta-te.
Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.
Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou; e também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.
Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendidoE que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra". 

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Essência Prática da Igreja - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

Há algum tempo, o Pr. e Prof. Artur Eduardo pregou sobre as implicações práticas de alguns preceitos bíblicos voltados especialmente à Igreja do Senhor Jesus. Baseando-se na Carta aos Romanos, a pregação aborda objetivamente questões envolvendo especialmente a Justiça dos homens e suas escalas de valores, e, finalmente, como a Igreja deve lidar com um mundo que parece construir valores cada vez mais distantes dos preceitos bíblicos. Bom vídeo!!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Caio Fábio no "The Noite", igual ao filme "Noé": uma oportunidade perdida


Perguntaram-me o que achei da entrevista de Caio Fábio no programa "The Noite", de Danilo Gentilli. O mesmo do que foi dito acerca do filme "Noé", do judeu-americano Darren Aronosky: "Uma oportunidade perdida". Logo no início, Caio revela que a mágoa do que lhe aconteceu estava incontida: abjetar todo o evangelicalismo por não ter recebido o apoio que esperava, não foi e não é o correto a fazer. O seu problema não foi apenas "o divórcio" - como ele enfatizou -, mas ter mantido relações com sua então secretária por 1 ano, quando ainda estava casado e à frente da VINDE e da AEVB, e como ele mesmo disse em "Carta Aberta", a qual escreveu em 1998 e que foi endereçada a todo o meio evangélico da época. Sua lucidez quanto à manipulação que se opera hoje no meio "neopentecostal" (essa sim, abjeta) não é suficiente para, ao meu ver, fazê-lo desistir do evangelicalismo, por mais engessado que pareça. Reduzir toda forma de expressão cristã genuína à "não-institucionalidade" é um erro, pois, embora admitamos que cresça uma categoria hoje chamada de "desigrejada", pelos motivos mais diversos que se imagine, é infantilidade supor que todos ou mesmo a maioria estejam "certos". Muitos "desigrejam-se", pelo que vejo, muito mais predominantemente por questões pessoais do que de cunho doutrinário teológico. Creio que este "desigrejamento" crescente seria muito melhor se a própria classe da liderança cristã evangelical fomentasse uma maior busca do conhecimento bíblico por parte de seus liderados. Se há interesses em se manter o povo em trevas de ignorância (e há!), então como Caio permanece como um dos líderes, por 27 anos, desse "monstro" que a Igreja se transformara e do qual ele parece só ter hoje as piores lembranças? Se ele via tudo isso, sua não adequação não deveria tê-lo feito aumentar sua participação neste mesmo evangelicalismo parasitário, mas ser um agente de transformação. Na verdade, Caio Fábio só veio a denunciar de fato aquilo para o que ele chama a atenção até hoje, a partir de 2002, quando perdeu uma batalha judicial contra o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre dinheiro supostamente desviado para as Ilhas Cayman. Seu companheiro político, Lula, que ganharia as eleições daquele ano, não lhe deu o apoio devido e, ele e toda a turma da Esquerda, com quem Caio realmente tanto trabalhou para que se unissem aos evangélicos, lhe deixaram só e quebrado financeiramente. NADA disso foi sequer veiculado nesta entrevista e quem for jovem e/ou tiver memória curta não saberá que há pontos omitidos, discutíveis e contraditórios nas palavras de Caio. Não foi só parte da liderança evangelical que abandonou Caio.... mas a Esquerda emergente, que tanto o instigou a aliá-la aos evangélicos, que o viu exaurir seus recursos através de um processo judicial baseado em denúncias falsas contra Fernando Henrique, a partir de um dossiê que fora obviamente forjado, à época, pela própria Esquerda.... nada disso -surpreendentemente - foi sequer mencionado por Caio Fábio. Por quê? Tenho INÚMEROS motivos, pelo que vi, ouvi e passei, a ter reservas acerca da liderança evangelical atual... principalmente a midiática. Mas, discordâncias e frustrações à parte, nosdo compromisso é com Deus e com a Igreja. Não reduzo a Igreja do Senhor Jesus às placas denominacionais... é um erro crasso. Mas, reduzir toda e qualquer instituição cristã da atualidade àquilo que Constantino fez no séc. IV, quando lançou as bases da "Igreja Católica" (não o "Cristianismo", como dito por Caio), é outro equívoco tão ou mais crasso!! Não acredito numa simples confusão conceitual na mente de Caio, mas em se valer do problema da ignorância da "massa evangélica" que ele tão eficazmente aponta, para ser ou ao menos parecer ser desonesto intelectualmente, como se séculos de decadência romana não importassem para o declínio educacional e espiritual da Igreja, bem como todos os movimentos pre-reformadores, reformadores, avivalistas e evangelicais posteriores sérios, como os missionários, também não tivessem relevância espiritual positiva e histórica no escopo da história da Igreja Cristã.

Também me achamou a atenção o "tipo" de crítica que a entrevista sofreu. Caio foi chamado, sobretudo, de "mestre da eloquência", "retórico" e "persuasivo" e "louco". Por que esta estratégia fraca de deslegitimizar mais pela forma do que pelo conteúdo, o que Caio falou? Sinceramente, chamá-lo de "louco", "guru", "biruta, "retórico", "persuasivo" é, em grande parte, esquivar-se das questões que ele levanta, apenas para atacá-lo com ad hominem. Estes, ainda que fossem adjetivos que se aplicassem, NÃO são a cerne da questão!! Aparência, eloquência e capacidade de persuadir, por mais força que tenham de iludir, desmoronam-se ante à verdade. É um absurdo focar críticas apenas em aspectos secundários, pensando que tal tática, por si só, desmerecerá o que está se dizendo em contrário. Isto ou é preguiça ou (também) desonestidade intelectual, que parece vir de uma boa parcela de fervorosos críticos de todo tipo de ideias que são contrárias à ortodoxia geral aceita pela Igreja. É necessário um maior vigor intelectual, um melhor e mais concentrado esforço genuinamente apologético afim de que quem vê ou apenas acompanhe o que está sendo dito, sem muito conhecimento dos fatos, convença-se pela solidez e veracidade daquele que melhor os exponha, sendo que, para tal, é necessário ser também "retórico" (no sentido de produzir um discurso coerente, comprometido com a verdade e intelectualmente atraente, como ensinou um dos mais célebres buscadores da verdade dos fatos, o filósofo Aristóteles, autor do clássico "Arte Retórica"). Creio que, nesta minha humilde opinião, fica um alerta claro de que precisamos, todos, ser mais criteriosos, não só com o que vemos e ouvimos, mas conosco mesmo. Numa discussão que une contextos semelhantes, uma crítica a partir de uma auto-crítica sempre será, ao que me parece, a melhor opção.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O que é a Verdade? - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

Uma das perguntas básicas da consciência humana, desde a aurora dos tempos. O Pr. e Prof. Artur Eduardo, nesta pregação, tenta responder à questão, valendo-se de preceitos bíblicos e a resposta, assim como há 2 mil anos, ainda nos surpreende pela natureza, originalidade e eficácia no poder do Espírito de Deus.



segunda-feira, 9 de junho de 2014

"Estudos no Livro de Neemias"

Uma abordagem bíblico-teológica sobre o livro de Neemias.

Vede como Ouvis - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

"Vede como ouvis" é uma expressão bíblica que nos alerta quanto à forma que recebemos grandes verdades, como são as do Evangelho. É um chamado à reflexão, à auto-análise, à contemplação e, consequentemente, à mudança prática. É disto que trata esta pregação. Como os homens têm "ouvido" verdades e lidado com os enganos na atual geração?

A Contemporaneidade das Promessas de Deus - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

As promessas de Deus têm um valor contemporâneo? Quais aspectos das promessas bíblicas aplicam-se à Igreja... e ao mundo, hoje? Estas e outras questões são abordadas nesta pregação, ministrada pelo Pr. e prof. Artur Eduardo

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Não Deis Lugar ao Diabo - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

O que a Bíblia quer dizer com esta expressão, "Não deis lugar ao Diabo" (Carta de Paulo aos Efésios, 4:27)? O que estaria em jogo com tal prescrição? Como pode ser dar a atuação demoníaca em nossas vidas? O Pr. e Prof. Artur Eduardo tenta responder estas questões a partir do que a própria Escritura nos diz sobre a possibilidade de o cristão "dar lugar ao diabo".

terça-feira, 27 de maio de 2014

"Não Temos Todos Nós Um Mesmo Pai?" - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

"Não temos todos nós um mesmo Pai?", essa foi uma pergunta feita pelos israelitas, em um dos momentos mais cruciais de sua história vétero-testamentária. As implicações da pergunta ecoaram pelos séculos, na antropologia cultural de Israel, na formação de sua sociedade e, mais ainda, na teologia bíblica cristã posterior!

"A Confissão de Pedro" - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

Quais as causas e consequências da famosa "Confissão de Pedro", um dos pilares do Cristianismo e que, até hoje, dado o contexto da Cristandade pós-Reforma, ainda nos causa estupefação e perplexidade pelo teor teológico envolvido?

"A Busca da Sabedoria Bíblia e do Saber Moderno" - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

Quais as diferenças entre a "sabedoria", como proposta na Bíblia, e o "saber moderno"? Será que podemos reduzir o "saber moderno" a um mero "conhecimento cientificista-utilitarista" e pragmático? Aonde tal busca exclusiva poderá levar nossa sociedade?

sexta-feira, 23 de maio de 2014

As Dúvidas Apostólicas - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

Os Evangelhos nos relatam que, ocasionalmente, alguns apóstolos perguntavam a Jesus. Estas perguntam são o fruto de algumas de suas mais profundas dúvidas e refletem a ambiguidade, carência, dúvida e incerteza humanas. Veja quais foram algumas dessas perguntas e as respostas do Mestre, que falam perenemente às nossas próprias dúvidas, hoje.

Nicodemos: da noite ao dia - Pregação com o Pr. e Prof. Artur Eduardo

Uma palavra sobre a vida de Nicodemos como exposta nos Evangelhos. Aqui, abordamos o aspecto literário (joanino), sutil, mas presente e indiscutivelmente poderoso, ao revelar-nos como Nicodemos de fato passou "da noite para o dia".

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