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sábado, 18 de agosto de 2018

Satanistas avançam nos EUA!

Estátua de Satanás é inaugurada ao lado de monumento aos 10 Mandamentos


Ateus e satanistas celebrando BaphometAdoradores de Satanás estão lutando na justiça americana pelo reconhecimento como uma prática religiosa igual ao cristianismo. Nesta quinta (16), eles conseguiram permissão judicial para colocar uma estátua de bronze de Baphomet, um dos símbolos mais conhecidos do satanismo. A escultura ficará em frente à sede do governo do Estado de Arkansas, na capital Little Rock. Financiada pela organização Templo Satânico, a estátua seria um protesto contra um monumento aos Dez Mandamentos que já se encontrava no local.
Medindo cerca de 2,5 metros, o ícone da criatura com rosto de bode sentada em um trono e ladeada por duas crianças ficará em frente ao Capitólio temporariamente. Contudo, seus idealizadores entraram com processos para que seja uma exibição permanente, pois deveriam usufruir os mesmos direitos de liberdade religiosa que as demais formas de culto.
A co-fundadora do Templo Satânico no Arkansas, Ivy Forrester, argumentou ao Independent: “Se você concorda com um monumento religioso em local público, então deve permitir outros. Se você não concordar com isso, então não deveríamos ter nenhum.”
Obviamente, a estátua representando Satanás gerou protesto da comunidade cristã, enquanto Jason Rapert, um importante político conservador classificou a imagem de “ofensiva” e prometeu lutar para que ela seja retirada. Ele foi o autor do projeto que permitiu a colocação de um monumento com os 10 Mandamentos no mesmo local.
Rapert disse que respeita os direitos de todos praticarem sua religião, mas acredita que o Templo Satânico é formado por “extremistas”. Além dos satanistas, um grupo de ativistas ateus também participou da inauguração da estátua nesta quinta-feira diante do Capitólio. Vários oradores fizeram discursos, argumentando que o monumento bíblico ao lado violava a separação entre Igreja e Estado.
Fonte: Gospel Prime

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Se não prestarmos atenção, o que está acontecendo na Nicarágua acontecerá no Brasil

PRESIDENTE DA NICARÁGUA CHAMA IGREJA CATÓLICA DE "GOLPISTA" E ENDURECE PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS DO PAÍS

No primeiro discurso após a ofensiva de policiais e paramilitares contra redutos oposicionistas, o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, acusou os bispos da Igreja Católica de golpistas e disse que seus opositores no país precisam ser exorcizados.
Diante de dezenas de milhares de simpatizantes reunidos para celebrar o 39º aniversário da Revolução Sandinista, o mandatário esquerdista atacou a atuação da igreja durante a tentativa de diálogo nacional, atualmente suspensa. 
O feriado mais importante da Nicarágua ocorreu neste ano em meio à crise mais grave do país das últimas décadas. Há três meses, o país viveuma onda de protestos exigindo a saída de Ortega.
Desde o início de abril, houve ao menos 360 mortes relacionadas aos protestos, segundo a Associação Nicaraguense Pró-Direitos Humanos (ANPDH), a ampla maioria manifestantes da oposição.
Parte das mortes ocorreu nos últimos dias, durante ataques do governo a bastiões anti-Ortega em Masaya e na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (Unan).
“É preciso haver consenso. E, para ter consenso, é preciso acordo entre as duas partes. Mas eles simplesmente apareceram com um ultimato”, acusou Ortega. “A mim me assombrou que os senhores bispos tivessem essa atitude de golpistas.”
Ortega acusou a igreja de encampar as exigências dos movimentos opositores, principalmente a convocação de uma nova eleição presidencial —o mandato atual termina em 2022, mas o líder sandinista pode se reeleger indefinidamente. 
“Estamos obrigados a pedir aos bispos que se retifiquem e não alimentem essas seitas satânicas, golpistas, assassinas”, afirmou Ortega, após ler o nome dos 22 policiais nacionais mortos durante os protestos.
Em resposta via Twitter, o bispo auxiliar de Manágua disse que: “A Igreja não sofre por ser caluniada, agredida e perseguida. Sofre por quem foi assassinado, pelas famílias que choraram, pelo detidos injustamente e pelos que fogem da repressão”
No palco, o mandatário nicaraguense também condecorou a mãe de um dos policiais mortos, cujo cadáver foi incendiado na rua. Sobre os universitários e outros manifestantes mortos, disse que estavam sendo pagos e acusou "agências norte-americanas” de financiar a oposição.
O governo nicaraguense, no entanto, deu o aval oficial aos US$ 6,9 milhões desembolsados por Washington para ajuda ao país centro-americano apenas neste ano. 
O ato contou com a presença dos chanceleres da Venezuela, Jorge Arreaza, e de Cuba, Bruno Rodríguez. Em discurso, ambos acusaram os EUA de estarem por trás dos protestos. 
O representante de ditador Nicolás Maduro também ofereceu ajuda armada: “Saiba, presidente Ortega, que, se o povo bolivariano, os revolucionários da Venezuela, tivéssemos de vir a Nicarágua para defender a soberania e a independência, a ofertar nosso sangue pela Nicarágua, iríamos à montanha de Nova Segovia como [o líder guerrilheiro Augusto] Sandino."
A cerimônia, ao lado do palácio presidencial, foi também uma tentativa de demonstrar que Ortega, no poder há 11 anos, se mantém popular no país. Na multidão, muitos portavam algum apetrecho do patido governista Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).
“Não quero que derrubem essa revolução. Custou sangue e sacrifício”, disse o tenente aposentado William Mendoza, 63. “Os sandinistas estão mais unidos do que nunca contra os grupos terroristas e os Estados Unidos.”
Fonte: Folha

terça-feira, 12 de abril de 2016

Crescimento do número de ateus no Brasil preocupa Igreja Católica

Crescimento de ateus no país estaria preocupando Igreja Católica
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o crescimento no número de ateus no Brasil preocupa a liderança da Igreja Católica. Dados de um levantamento, revelados durante a 54.ª Assembleia-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que está ocorrendo em Aparecida (SP), mostram que 8,9% da população se declararia ateísta.
O último número oficial sobre os brasileiros que se afirmam ser “sem religião” é de 7,9%, do Censo de 2010. Segundo a CNBB, a proporção subiu para 8,9% em 2014.  Talvez por falta de informação (ou má fé), o Estado afirma que esses “sem religião” são ateus. Na verdade, segundo o IBGE, em 2010, os ateus e agnósticos somavam apenas 740.000 de uma população de 190 milhões de pessoas (0,39%).
Uma vez que os dados da CNBB não estão disponíveis para o público, certamente o aumento foi no número dos “sem religião”, algo já previsto por estudiosos das religiões no país. Na verdade, seguiria uma tendência mundial. Isso não significa que a pessoa não creia em Deus, apenas não se identifica com nenhuma forma de religião organizada.
Seja como for, o bispo de Santo André, dom Pedro Cipollini, da Comissão de Doutrina e Fé da CNBB, atribui essa situação como efeito de um pluralismo religioso cada vez maior. “Durante 400 anos, todo mundo no Brasil era obrigado a ser católico, como mostra a história. Hoje vivemos um regime democrático também na religião e é natural que, com mais opções, haja uma distribuição”, declarou.
Segundo os bispos católicos, o ateísmo brasileiro não é agressivo ao ponto de fazer campanha contra quem acredita em Deus. Obviamente, ele desconhece o crescente número de campanhas nas redes sociais contra a religião, sobretudo contra os evangélicos.
Dom Pedro Cipollini reconhece, contudo, que esse aumento pode ser um fruto direto da “ideologia marxista” que tomou conta da educação no Brasil nos últimos anos. Promovida pelo partido que ora ocupa o poder, não é permitido que se fale em Deus no processo educacional.
“Vivemos num estado laicista, que é deletério, porque proíbe falar de Deus, que é elemento constitutivo da natureza humana”, critica. Ele conta que há casos emblemáticos, como uma creche que, por ter um quadro de Jesus, foi ameaçada de perder a subvenção da prefeitura.
Para o líder católico, “Se não fizermos nada, vai ser proibido falar em religião e não se pode educar uma pessoa sem falar no aspecto religioso.”

Questão filosófica

Já dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS), atribui a queda no número de católicos às mudanças no conceito de família e as sucessivas campanhas pelo respeito às diferenças. Essa é outra bandeira de viés marxista bastante forte nas campanhas oficiais do governo.
A coordenadora do programa de pós-graduação em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Irene Dias de Oliveira, defende que o ateísmo contemporâneo “reflete mais que uma negação de Deus”. Trata-se de “uma insatisfação da pessoa pelo Deus que lhe foi pregado ou apresentado”.
Conclui então que essa forma de ateísmo tenta justificar-se mais em problemas sociais, culturais e históricos do que em uma contestação consciente e profunda de Deus.
“O ateísmo contemporâneo poderia sugerir também a insatisfação ou a impotência de algumas pessoas em não encontrar respostas ‘adequadas’ e cientificamente satisfatórias a uma pergunta sobre a existência de Deus, o mal e o sofrimento dos inocentes”, assevera a especialista. 

Fonte: GP

segunda-feira, 28 de março de 2016

Você viu? Sacerdotes judeus ensaiam como será culto no Terceiro Templo

Sacerdotes judeus ensaiam como será culto no Terceiro TemploSacerdotes ensaiam como será culto no Terceiro Templo
Uma cerimônia especial foi realizada em Jerusalém recentemente. Foi no início do mês bíblico de Adar (março). Nos dias em que o Templo funcionava em Jerusalém, esse período era especial. Para marcar a data, uma reconstituição do serviço do Templo, foi exibida publicamente pelo Instituto do Templo.
No primeiro dia do novo mês, sacrifícios especiais eram trazidos para o Templo: dois bois, um carneiro, sete cordeiros, libações de vinho, farinha e óleo (segundo Números 28: 11-15). Trata-se do mesmo tipo de sacrifícios oferecidos na Páscoa e na Festa de Pentecostes [Shavuot]. Toques especiais de trombeta marcavam a celebração.
Em pleno 2016, embora não haja um terceiro templo erguido ainda, os responsáveis pelo Instituto do Templo, em conjunto com o Sinédrio e outras organizações, realizaram uma reconstituição do culto. A cerimônia tinha como objetivo ser educacional para os espectadores e um “ensaio” para os sacerdotes que já estão treinados.
Seu mestre é Nezer HaKodesh, que comanda a Academia de Cohanim. Todos usavam roupas feitasconforme as especificações bíblicas, e deram a bênção sacerdotal. Levitas tocavam instrumentos adequados para o serviço no templo e eram acompanhados por um coro.
Levitas tocam trombetas
Levitas tocam trombetas
Embora nenhum animal tenha sido morto agora, foram exibidos os órgãos e as gorduras especiais aos presentes. Também ocorreu uma demonstração de como o sangue é aspergido sobre o altar. Uma oferta de mincha de sêmola foi queimada sobre um altar que reproduz perfeitamente o modelo de bíblico.
Sacerdote oferece ofertas no altar.
Sacerdote oferece ofertas no altar.
Além da demonstração de como funcionam os sacrifícios, três membros do Sinédrio aceitaram o depoimento de duas testemunhas para cumprir-se o mandamento da Torá e declarar o início do novo mês.
O rabino Yisrael Ariel, fundador e líder do Instituto do Templo, deu uma palestra sobre o Machatzit HaShekel (Êxodo 30: 11-16), mandamento bíblico segundo o qual os homens judeus precisam entregar meio siclo de prata cada um no Templo neste mês.
Essa verdadeira aula de Antigo Testamento visa mais que lembrar um costume. Mostra o quanto ospreparativos para o novo Templo são reais. Ao exibir tudo em público, ele também ajuda a acostumar os moradores de Jerusalém com a ideia de uma nova classe sacerdotal.

Fonte: GP

quinta-feira, 17 de março de 2016

Breve história do avivamento da "Rua Azusa", o berço do pentecostalismo contemporâneo - Parte II

Dando sequência a primeira parte do artigo dedicado a História do reavivamento da Rua Azuza, essa segunda parte vai tratar das biografias dos dois grande nomes do Pentecostalismo mundial: Parham e Seymour. Ao final, há umas poucas linhas dedicadas a fatos curiosos sobre esse período. Para esse estudo foram utilizadas duas obras que tratam do tema: “2000 Years of Charismatic Christianity” de Eddie L. Hyatt e “Thinking in the Spirit: theologies of the early Pentecostal movement” de Douglas G. Jacobsen, além de consultas ao site www.christianhistoryinstitute.org.
Nos dias que se seguiram após a histórica reunião do dia 6 de abril de 1906 em casa dos Asberry, na Rua Bonnie Brae, 244 em Los Angeles – Califórnia – EUA, quando aconteceu a manifestação espontânea e contagiante do Espírito Santo, ocorreu algo inesperado: multidões cada vez maiores, como que atraídas naturalmente, começaram a convergir para lá. Segundo Douglas G. Jacobsen, destacado estudioso do  pentecostalismo na América, todos os indivíduos dessa primeira reunião foram atingidos; caíram ao chão e imediatamente começaram a falar em linguas estranhas bem como muitos da multidão sque para lá acorria diariamente, também receberam esse poder.
Com a multidão – cada vez maior – se acotovelando espremida na casa, chegou ao ponto do alpendre ceder ao peso de tantas pessoas, levando a liderança a rapidamente optar em mudarem-se para um local maior. O prédio escolhido foi o templo que sediou a congregação Metodista Episcopal Africana na Rua Azuza, 312. Em condições precárias, ele abrigava simultaneamente um estábulo e um armazém geral. Seymour e voluntários, limparam o local, improvisaram um púlpito ao centro do salão e com barris antigos de prego, construíram bancos, colocando tábuas sobre eles. Assim, nessas condições e ainda inflamados pelo fervor espiritual, no dia 14 de Abril de 1906, a Missão abriu suas portas para o público.
O movimento pentecostal inicialmente envolveu um minúscula parcela da população cristã nos EUA, abrangendo no ano de 1925, em torno de 100 mil seguidores contra mais de 100 milhões de cidadãos norte-americanos. Teve início basicamente constituído da classe trabalhadora, embora alguns poucos mais pobres e mais ricos também fizessem parte. Geograficamente compunham de toda parte dos EUA, porém não constava, até onde se sabe, nenhum nome da elite intelectual norte-americana.

Charles Parham deflagra o braseiro

Negar a importância de Parham para o movimento de reavivamento da Rua Azuza é cometer desonestidade intelectual. Se foi sob a liderança de Seymour que o movimento viveu seu apogeu, foi com Parham que Seymour teve o entendimento teológico e o despertamento de buscar pelo reavivamento. Charles Fox Parham (1873-1929), foi um evangelista itinerante, de influências metodista e no protestantismo britânico. Ele tinha uma visão pessoal de levar o evangelho em nível mundial, por outro lado, era da opinião que a igreja do seu tempo ainda não estava capacitada com o poder espiritual necessário para cumprir o mandado da “Grande Comissão” (Marcos, 16:15).
Ele ansiava pelo derramamento efusivo do Espírito sobre a Igreja que a tornaria uma força dinâmica e ativa na terra. Após viajar por diversos lugares dos EUA, ele decide, em outubro de 1900, juntamente com sua esposa Sara e a cunhada Lilian Thistlethwaite, abrir a Escola Bíblica Betel em Topeka, Kansas. A escola tinha o propósito de obedecer e viver os mandamentos de Jesus e foco em oração constante, na qual os alunos mantinham-se intercalando em vigília de oração diuturnamente.
Um fato curioso desse período, foi quando o aluno Capitão Tuttle teve a visão de como se fosse um corpo d’água pairando sobre a escola quase por transbordar. Parham interpretou essa visão como se o derramamento do Espírito Santo estivesse para acontecer em breve, o que fez aumentar ainda mais seu senso de urgência em relação a estar preparado para essa grande visitação pela qual ansiava.
Há três dias da véspera do Ano Novo de 1900, Parham foi convidado a pregar na cidade de Kansas. Antes de partir ele estimulou seus alunos a estudarem o assunto “Batismo no Espírito Santo”, pesquisando por objetivos e evidências bíblicas – especialmente no livro de Atos – na qual uma pessoa pudesse assegurar-se verdadeiramente que havia recebido o batismo no Espírito Santo. Quando ele retornou, na véspera do Ano Novo, reuniu os alunos e quis saber a conclusão que tinham chegado. Para sua surpresa, todos tinham chegado a mesma conclusão: a prova cabal do batismo no Espírito Santo era o falar em novas linguas (glossolalia).
No culto da vigília para a passagem do ano (1900-1901) – ou culto da virada como é conhecido hoje – perto das 23h, às vésperas do século XX, Agnes Ozman (1870-1937) reconhece a autoridade espiritual de Parham e pede que ele ore para ela receber o batismo no Espírito Santo conforme vinham estudando e buscado há tempos. Um tanto hesitante com o pedido inusitado, ele impõe sua mão sobre a cabeça dela e após proferir umas poucas palavras ela foi tomada pelo Espírito Santo e começou a falar numa outra lingua e assim permaneceu por três dias, sem conseguir falar seu próprio idioma. Provavelmente no dia 3 de Janeiro de 1901, o próprio Parham também recebeu o batizado no Espírito Santo. Vários outros que foram para a Escola Betel buscar o batismo no Espírito Santo nesse período, também receberam. Contudo, no verão desse mesmo ano, a casa que abrigava a escola foi vendida e o grupo disperso.

William J. Seymour, o líder do reavivamento da Azuza

William Joseph Seymour nasceu em Centerville, Louisiana no ano de 1870. Filho de ex-escravos católicos, ele e seus irmãos acabaram por ser batizados na Igreja Católica. Por conveniência da distância, frequentavam uma Igreja Batista próxima à sua casa. Na infância era conhecido por ter sonhos com viés espiritual e visões.
Aos vinte e cinco anos mudou-se para Indianápolis e engajou-se na Igreja de Deus, organização cristã de orientação multirracial e santidade. Essa característica de aproximação e conciliação entre brancos e negros, em tempos de segregação racial foi um ponto marcante na personalidade de Seymour. Em 1900, foi para Cincinnati, onde frequentava de forma irregular a Escola Bíblica de Deus. Nesse período contraiu varíola que acabou por deixá-lo cego permanentemente do olho esquerdo. Em 1903, Seymour volta para o Sul e passa a viver como um reavivalista itinerante entre o Texas e Louisiana.
Em 1905 os destinos de Seymour e Parham se cruzam. Nesse ano, Seymour estabeleceu-se em Houston, Texas e passou a frequentar uma igreja de orientação focada em santidade, pastoreada por uma mulher de nome Lucy Farrow. Lucy foi convidada a ser governanta da família Parham em Kansas e deixou Seymour incumbido de dirigir a igreja. No entanto, Lucy permaneceu pouco tempo lá e quando voltou, a família Parham também veio para Houston. Nesse mesmo ano, Parham dirigiu campanhas reavivalistas bem sucedidas o que levou jornais locais a noticiarem sobre curas e outros fenômenos que ocorriam nesses cultos.
Numa visão para preservar a chama do reavivamento acesa, Parham abre a Escola Bíblica – com treinamentos de curto período – para formar obreiros e líderes que dessem seguimento ao trabalho. Seymour ao tomar conhecimento desse curso, matricula-se imediatamente. Isso tornou-se um problema, pois Seymour era negro e as leis de segregação racial e costumes da época impediam que ele frequentasse as aulas com brancos. Parham – que era branco – contorna a situação instruindo Seymour a ficar sentado numa área anexa, de onde poderia ouvir e assistir às aulas, cuja sala era mantida com a porta aberta com esse propósito.
Seymour afirmou certa vez: “Antes de encontrar Parham, eu já vivia faminto por mais de Deus em meu coração. Orei cinco horas por dia durante dois anos e meio. Fui para Los Angeles e lá essa fome por mais de Deus permanecia a mesma. Orei, ‘Deus, o que eu faço?’ O Espírito Santo disse: ‘Ore mais’. Clamei: ‘Senhor, já estou orando cinco horas ao dia’. Aumentei o período de oração para sete horas ao dia e assim permaneci por mais um ano e meio. Orei a Deus pelo que Parham tinha pregado; receber genuinamente o Espírito Santo, com fogo, linguas, amor e o poder de Deus como os apóstolos tiveram”.
Antes de completar o curso com Parham, Seymour recebeu um convite de Los Angeles de Neeley Terry, amiga de Lucy Farrow, para pastorear uma congregação de lá. Após ter orado sobre a proposta, decide aceitar. O próprio Parham providencia sua passagem de trem e o abençoa na nova etapa. Nesse período, Seymour já tinha superado a fase da mera teologia da santidade e sob tutela de Parham estava se tornando no pentecostal que aguardava ansiosamente o derramamento do Espírito Santo sobre sua vida.
Em Los Angeles, ainda sem ter recebido o batismo no Espírito Santo, Seymour prega sobre o falar em linguas como evidência genuína do batismo no Espírito Santo. Líderes da igreja ficaram chocados e acharam essa abordagem inaceitável, fechando as portas da igreja para ele. Contudo, alguns aceitaram a mensagem e o acolheram; entre eles Edward Lee, e o casal Richard e Ruth Asberry que cederam sua casa para as reuniões.
Na noite do 6 de abril de 1906 em casa dos Asberry, na Rua Bonnie Brae, 244 em Los Angeles – Califórnia – EUA, enquanto tomavam sopa, após anos de intensa busca, uma vida dedicada à santificação, começando pelo Sr. Richard Asberry, o Espírito Santo manifestou de tal forma que impactou-o repentinamente; não suportando tamanho poder, caiu ao chão e passou a falar em linguas estranhas. A fagulha inflamou-se e outros, inclusive Seymour foram batizados no Espírito Santo e falaram em novas linguas.
Após a mudança para a Rua Azuza, Seymour consolidou-se como um líder pentecostal. Tinha reputação de homem com um coração humilde, intercessor e adorador obstinado, que dava oportunidade para muitos pregadores itinerantes e outros líderes que para lá acorriam. Ao menos duas vezes teve que tomar posição e confrontar dois líderes pentecostais famosos que pretendiam arrebatar a Missão de suas mãos. O primeiro foi seu ex-professor Parham e o segundo William Durham. Em ambos os casos Seymour estabeleceu-se como líder, reafirmando sua posição. Não permitiu confundirem-no com um simplório, fosse quem fosse, que pretendesse aproveitar-se da sua conduta cordial e da sua gentileza.

Fatos curiosos

Seymour orou por 4 anos, ao menos cinco horas por dia antes receber o batismo no Espírito Santo.
Da tradição pentecostal iniciada com Parham, Agnes Ozman foi a primeira pessoa a receber o batismo no Espírito Santo em 31 de dezembro de 1900.
Não havia nenhuma restrição para as mulheres dirigirem igrejas naquela época, haja vista, as duas que Seymour assumiu foi das mãos de mulheres (Neeley Terry e sua amiga Lucy Farrow).
Seymour casou-se apenas aos trinta e oito anos, após o reavivamento estar em franca expansão.
Após o falecimento de Seymour em 1922, sua esposa Jenny Moore pastoreou a Missão da Fé Apostólica até 1931, quando veio a falecer também.
No período de intensa segregação racial, Seymour foi iniciado no pentecostalismo por um pastor branco (Charles Parham) que usou de criatividade para que ele frequentasse as aulas de seu curso bíblico e tivesse o treinamento; essencial para posteriormente fazer o que tinha para fazer.
A Missão da Fé Apostólica era dirigida por um pastor negro, mas no início a grande maioria dos frequentadores era de brancos e hispânicos.
O reavivamento da Rua Azuza agregou e não dividiu as pessoas. Só não viu, nem entendeu isso, aqueles que estavam com os olhos fechados para a realidade.
Fonte: GP

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