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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Fenômeno natural ou ação demoníaca? (VÍDEO)

ESTRANHO REDEMOINHO DE POEIRA SURGE ANTES DE CRUZADA EVANGELÍSTICA E FENÔMENO É GRAVADO EM VÍDEO

Não há muitas informações sobre o vídeo a seguir. Diz-se que se trata de uma cruzada evangelística em um país africano. Momentos antes, este estranhíssimo redemoinho surge e espalha praticamente todas as cadeiras do evento. Assiste e tire suas próprias conclusões.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A ignorância da mídia global em relação aos palestinos e a "ocupação judaica"

Recentemente dois jornalistas pediram para que fossem escoltados até a Faixa de Gaza para entrevistarem colonos judeus que lá residem.
Não, não é o começo de uma piada. Esses jornalistas se encontravam em Israel no final de 2015 e estavam falando sério.
Imagine o constrangimento deles ao serem informados que Israel tinha se retirado totalmente da Faixa de Gaza há dez anos.
Convenhamos que se faz necessário ter certa compaixão para com eles. Esses colegas estrangeiros eram novatos que desejavam causar sensação por estarem se dirigindo para um lugar "perigoso" como a Faixa de Gaza, para fazer uma reportagem sobre os "colonos" que lá residem. O pedido deles não causou nenhuma surpresa a ninguém, nem mesmo aos meus colegas locais.
Esses "jornalistas paraquedistas", como são às vezes chamados, são soltos na região sem terem recebido o mínimo de informações sobre os fatos básicos do conflito israelense-palestino. Lamentavelmente, correspondentes dessa estirpe são a regra e não a exceção. Um repórter britânico, particularmente sem noção, vem à mente:
Quando Israel assassinou o líder espiritual e fundador do Hamas, Ahmed Yasmin, em 2004, um jornal britânico despachou seu repórter investigativo para cobrir o caso. Para esse repórter, a região, bem como o Hamas, eram terra virgem. Seus editores enviaram-no ao Oriente Médio, segundo ele, porque ninguém estava disposto a ir.
Muito bem, nosso herói fez a reportagem sobre o assassinato de Ahmed Yassin no bar do Hotel American Colony. O subtítulo da sua reportagem assinalava que ele se encontrava na Faixa de Gaza e que tinha entrevistado parentes do líder morto do Hamas.
Não é raro se sentir como um para-raios desse tipo de histórias. Outro colega radicado em Ramala verbalizou que há alguns anos foi contatado por um correspondente novato para que intermediasse uma entrevista com Yasser Arafat. Só que naquela época Arafat já estava morto há vários anos. Recém formado na escola de jornalismo e desinformado sobre o Oriente Médio, o jornalista, ao que tudo indica, foi considerado pelos editores um ótimo candidato para cobrir o conflito israelense-palestino.
Em três décadas cobrindo a mesma ladainha, fiquei bem familiarizado com esse tipo de jornalista. Eles pegam um avião, leem um ou dois artigos no Times e acham que estão aptos a se tornarem especialistas no que tange o conflito israelense-palestino.
Alguns até me garantiram que antes de 1948 havia aqui um estado palestino cuja capital era Jerusalém Oriental. A exemplo dos mal informados jovens colegas que desejavam entrevistar os não-existentes colonos judeus na Faixa de Gaza de 2015, eles ficaram um tanto surpresos ao saberem que antes de 1967 a Cisjordânia estava sob o controle da Jordânia e que a Faixa de Gaza era governada pelo Egito.
Há alguma diferença entre um cidadão árabe de Israel e um palestino da Cisjordânia ou da Faixa de Gaza? Meus colegas estrangeiros podem muito bem não serem capazes de saber se há ou não há. A carta magna do Hamas realmente preconiza que o movimento islâmico objetiva substituir Israel por um império islâmico? Se for este o caso, meus colegas de trabalho de diversos países, não terão condições de elucidar a sua dúvida.
Há alguns anos, uma memorável jornalista pediu para visitar a "destruída" cidade de Jenin, onde "milhares de palestinos foram massacrados por Israel em 2002". Ela estava se referindo à operação das Forças de Defesa de Israel (IDF) no campo de refugiados em Jenin onde cerca de 60 palestinos, muitos deles milicianos e 23 soldados da IDF foram mortos em um combate.
Deixando a compaixão de lado, é difícil imaginar que na era da Internet ainda haja esse grau de desinformação e preguiça profissional.
Mas quando se trata de cobrir o conflito israelense-palestino, aparentemente a ignorância é a glória. Ideias equivocadas sobre o que acontece aqui assolam a mídia internacional. A dualidade da designação mocinho/bandido é o norte por aqui. Alguém tem que ser o mocinho (os palestinos foram incumbidos para esta tarefa) e alguém tem que ser o bandido (esta ficou para os israelenses). E tudo é refletido através deste prisma.
No entanto o buraco é mais embaixo. Muitos jornalistas ocidentais que cobrem o Oriente Médio não sentem a necessidade de disfarçar seu ódio contra Israel e contra os judeus. Mas em se tratando dos palestinos, esses jornalistas não veem mal nenhum. Jornalistas estrangeiros que fazem suas coberturas a partir de Jerusalém e Tel Aviv têm se recusado, por anos a fio, a expor a corrupção financeira e as violações dos direitos humanos tão comuns nos regimes da Autoridade Palestina (AP) e do Hamas. Eles provavelmente temem ser considerados "agentes sionistas" ou "propagandistas" de Israel.
Para completar há os jornalistas locais contratados pelos relatores ocidentais e veículos de mídia para auxiliarem na cobertura do conflito. Esses jornalistas podem se recusar a cooperar em qualquer história que possa ser considerada "antipalestina". O "sofrimento" palestino e o "mal" da "ocupação" israelense são os únicos tópicos admissíveis. Os jornalistas ocidentais, por sua vez, estão propensos a não irritarem seus colegas palestinos: eles não querem ver seu acesso às fontes palestinas ser negado.

Portanto, não deveria causar nenhuma surpresa a indiferença da mídia internacional em face da atual onda de esfaqueamentos e atropelamentos intencionais contra os israelenses. Qualquer um teria imensa dificuldade em encontrar um jornalista ocidental ou órgão da mídia que se refira aos homicidas palestinos como "terroristas". Na realidade, as manchetes internacionais, amiúde, demonstram muito mais comiseração com os algozes palestinos que são mortos no ato da agressão do que com os israelenses que são, antes da mais nada, primeiramente atacados.
Obviamente, o exposto acima não se aplica a todos os jornalistas. Alguns jornalistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa são bem informados e imparciais. Lamentavelmente, contudo, estes representam um grupo extremamente pequeno da grande mídia do Ocidente.
Repórteres ocidentais, especialmente aqueles que são "soltos de paraquedas" no Oriente Médio, fariam um bem a si próprios se não esquecessem que o jornalismo nessa região não gira em torno de ser pró-Israel ou pró-palestino. Melhor dizendo, ele gira em torno de ser "pró" verdade, mesmo que a verdade contradiga o que eles prefeririam acreditar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O mito do "Islã moderado"

Uma experiência pessoal vivida há alguns poucos anos serve para demonstrar a inexistência de islamismo moderado. Quero reparti-la com vocês, leitores.
Isso não significa, e isto quero esclarecer logo de cara, que não existam muçulmanos moderadores. Existem. Não posso negar a realidade. Conhecemos por nome: Muhammed Zoabi em Israel, por exemplo. Wafa Sultan, a lutadora pelos direitos humanos das mulheres sob o Islã. Poucos. Cabem numa mão, talvez. Em um universo de 1,5 bi de pessoas. Frisando: SABEMOS SEUS NOMES. E isso é o grave. São tão poucos, que se tornam matematicamente irrelevantes, muitos deles, tendo abandonado sua fé inclusive, como o caso de Sultan.
Logo, um fenômeno organizado chamado "islamismo moderado" inexiste, não porque eu não queira, ou porque seja "radical" ou qualquer outra pecha que queiram me dar, mas simplesmente pelo mesmo motivo pelo qual disse que indivíduos existe. Macrossociologicamente falando, são irrelevantes. Não entrariam em uma margem de erro.
Há alguns anos, como editor-chefe do "De Olho Na Mídia", orgão que denunciava ações de desinformação sobre o conflito na mídia e/ou de antissemitismo, que graças a D-us teve muito sucesso, chegando a ter em sua mailing list quase 100 mil pessoas cadastradas, banquei uma matéria sobre a pedofilia no submundo do Hamas.
O acontecimento teria sido um casamento múltiplo de 400 membros do Hamas com meninas abaixo de 10 anos de idade. Há diversas fotos do evento e vídeo.
Como vocês podem perceber leitores, todas as meninas estão devidamente paramentadas de noivas. Em NENHUMA FOTO E/OU VIDEO aparece QUALQUER outro tipo de noiva.
Após checar bem as diversas fontes, como disse acima, "banquei" a matéria e não nego, que visto o nojo que senti do assunto, não medi palavras no artigo. O título trazia, "Direto do esgoto de Gaza". Peguei pesado mesmo.
A notícia foi sucesso instantâneo. Mais de 70 mil pageviews. Recorde absoluto do "De Olho Na Mídia".
E quase imediatamente me surgiram pessoas esbravejando que era mentira, mito, forjado. Que o Hamas negou a realização do casamento em um comunicado. E NEGOU MESMO. Mas o Hamas não mente, senhores? Outro me disse que o Hamas jamais faria isso com crianças tão pequenas. Lógico. Mandar explodir eles mandam, casamento pedófilo, jamais. Isso não.
A pedofilia é um fenômeno espalhado no mundo árabe inteiro, matéria de jornais conceituados (deem uma "googleada"e uma "youtubada" ai e me desmintam...) , fonte de preocupação da ONU e tem respaldo na religião islâmica. Mas não: o Daniel estava mentindo. O Hamas falava a verdade.
Mais ainda: segundo o dito comunicado do Hamas, as meninas eram daminhas de honra, irmãs menores das noivas. Coisa curiosa não? As 400 NOIVAS que ninguém sabe, ninguém viu, TODAS elas tem irmãs novas nesta faixa de idade. E com roupas de noiva e não de damas de honra.
Segundo meus detratores, as noivas não apareciam pelas leis de modéstia no islã que impediam que fossem filmadas e estavam escondidas. Mas, em outros casamentos no youtube, curiosamente, SIM, AS NOIVAS SÃO MOSTRADAS....
Portanto eu segui firme, bancando e ainda banco a veracidade desta vergonha. Hoje é fato conhecido que o Estado Islâmico por exemplo, obriga crianças a casar e muitas são estupradas. Em especial, crianças cristãs, para depois serem vendidas como escravas.
E agora vou chegar ao ponto crucial deste meu texto (até agora foi história e curiosidade sobre um texto meu, o ponto importante vem agora): de todos estes meus detratores, nenhum era muçulmano. Repito: nenhum! Mais uma vez: nenhum!
Só esquerdistas, antissemitas e simpatizantes da causa islâmica. Muçulmano algum chegou para protestar. Nenhum veio dizer que isto não era parte do Islã e era mentira.
E mais surpreendente: um tal de Rogério, cujo sobrenome, graças ao bom D-us, já caiu no meu esquecimento, antissemita até os ossos, esquerdista ligado a movimentos sociais no Brasil, pegou meu texto, me xingou uma barbárie, disse que eu deveria ser processado e mandou com cópia para mais de 200 (FRISO: DUZENTAS) instituições islâmicas/árabes copiadas no e-mail (eu contei).
Nenhuma respondeu. Nenhuma falou nada. Exatamente igual a reação após os atentados da França. Meio mundo preocupado com o aumento da islamofobia. Meio mundo dizendo que estes atentados não representam o Islã. Menos eles. Eles não negam. E não podem negar.
Vão dizer que o conceito de jihad não existe no Islã?
De transformar o mundo na casa do Islã, a força se necessário?
De território debaixo do Islã e território a se conquistar?

Para mim, tenho de acreditar em coisas palpáveis e não em WISHFULL THINKING, muçulmanos moderados são poucos, quase uma lenda e islamismo moderado não existe e isto SIM, faz parte do Islã, bem como a pedofilia e os casamentos com crianças do Hamas, que o Islã não teve coragem de repudiar.
Ah, só como nota final, vale ressaltar que este desmentido do Hamas, foi depois que o assunto ganhou alguma relevância em noticiários dos EUA, e mesmo assim, só tenta desmentir o ato em si, em lugar ALGUM diz que seria algo vergonhoso ou que não faz parte da cultura árabe e/ou islâmica. Só para constar.
De minha parte, fico aguardando alguma manifestação islâmica de repúdio ao "extremismo" que reúna mais que 30 pessoas, como foi na França, ou 50, em Israel. Até este dia, estas serão exceções que confirmam a regra.
Fonte: MsM

sábado, 14 de novembro de 2015

10 coisas que as mulheres não podem fazer na Arábia Saudita



  • Brasileira Débora Garcia mostra maquiagem usada na Arábia Saudita
    Brasileira Débora Garcia mostra maquiagem usada na Arábia Saudita
Pela primeira vez na história da Arábia Saudita, as mulheres poderão votar e receber votos. A estreia do eleitorado feminino nas urnas do reino ultraconservador será em dezembro, nas eleições municipais. Ainda assim, homens e mulheres terão postos de votação separados, e elas só poderão votar acompanhadas de um homem.
A Arábia Saudita segue uma rígida interpretação da sharia, ou lei islâmica, que impõe a segregação de sexos em espaços públicos. A permissão para votar e ser votada é parte de uma série de tímidas reformas feitas pelo falecido rei Abdullah bin Abdul Aziz. 
Mas a lista de proibições às mulheres sauditas ainda é longa. A reportagem do UOL conversou com a brasileira Débora Garcia, que vive há em 2 anos em Buraidah, cidade na região mais religiosa, conservadora e rica da Arábia Saudita. Professora de inglês para mulheres, ela não fala ou entende árabe e vive sozinha no país, de onde mantém um blog em que conta como é viver em um lugar tão cheio de restrições. Ela topou explicar algumas delas.
Veja dez exemplos de coisas que as mulheres não pode fazer por lá:

Efe

1

 

Buscar justiça (de verdade) contra agressões

A Arábia Saudita aprovou apenas em 2013 a criação de leis contra a violência doméstica e o abuso sexual. Mas a punição dada é geralmente uma multa em dinheiro. Segundo um estudo de 2013 feito com informações dadas por 200 mulheres casadas ouvidas na cidade saudita de Jeddah, pelo menos 44,5% delas relatou ter sofrido agressões dos maridos --mas só 6,5% delas buscou tratamento médico. E mais da metade delas acredita que a mulher merece ser agredida se o marido descobrir uma traição. O agravante é o fato de a tradição determinar que os problemas familiares sejam resolvidos no próprio meio familiar.

A imprensa relata um caso em que uma jovem foi estuprada por uma gangue. Por causa disso, ela foi punida pela Justiça e recebeu mais chibatadas do que um de seus agressores. 
iStock

2

 

Viagens sem um guardião

As mulheres só podem viajar com a companhia ou a autorização de um guardião (um mahram), um homem da família como o pai, marido ou irmão. O governo já disse recentemente que pode levantar a restrição e permitir que a mulher viaje sem a permissão de seus familiares, mas a medida tem grande risco de ser vetada pelos religiosos. Já em território saudita elas circulam sem guardiões até mesmo nas áreas mais tradicionais.

Segundo Débora, as mulheres vão trabalhar sozinhas e voltam às vezes andando quando estão perto de casa, ou usam vans --com outras mulheres e um motorista. "Em Riad, elas até usam aplicativos como Careem e Uber para ir ao shopping ou sair para comer só com as amigas", conta.
Loujain al-Hathloul/AP
Loujain al-Hathloul/AP

3

 

Dirigir

As mulheres são impedidas de dirigir há décadas. Segundo clérigos, mulheres motoristas minam os valores sociais e até prejudicam seus ovários, colocando suas futuras gestações em risco. Em setembro de 2007, um grupo de mulheres intelectuais sauditas criou a primeira associação no reino para reivindicar o direito a dirigir. O habitual é que as autoridades detenham as motoristas e apreendam o veículo, até que um tutor --um homem da família-- se apresente na delegacia e assine um documento no qual garanta que a infração não vai se repetir.

"Conheço várias mulheres que reclamam pelo fato de não poderem dirigir, acham um absurdo, gostariam de sair sozinhas. Mas, da mesma forma, conheço muitas que concordam com a lei e adoram o fato de terem motorista para levá-las para cima e para baixo. Isso basta para muitas delas", conta Débora.
AMER HILABI/AFP
AMER HILABI/AFP

4

 

Vestir a roupa que quiserem

A vestimenta exigida para as mulheres segue a interpretação da sharia. Elas devem usar a abaya, um longo vestido preto de manga longa que cobre totalmente o corpo. Elas também devem cobrir os cabelos com um véu, mas não necessariamente o rosto todo. Débora diz que a liberdade de vestimenta pode ser maior (ou não) dependendo do quanto a família é conservadora. "No meu trabalho, só posso usar saia longa e blusa de manga comprida. Mas as alunas podem usar o que quiserem. Mesmo assim, a maioria delas continua de abaya quando entra no curso, e as que escolhem ir de calça comprida enfrentam os olhares das alunas mais conservadoras, que consideram haram [pecado] usar calça mais justa".

Débora diz ainda que a polícia religiosa tem uma rígida fiscalização. "Aqui é obrigatório cobrir o rosto. Em cidades grandes como Riad, Jidda e Dammam, nenhuma mulher é obrigada a usar o niqab para cobrir o rosto; mesmo assim a grande maioria usa."

O mesmo vale para a maquiagem. Mas, segundo Débora, a grande maioria das mulheres usa (e abusa) da maquiagem. "Elas vão super maquiadas para a faculdade e para o trabalho. O que não pode é fazer a sobrancelha --tirar os pelos não pode, mas fazer o desenho com descolorante é permitido."
iStock
iStock

5

 

Interagir com homens

A mulher não deve falar com homens que não são de sua família. "Um homem e uma mulher que não sejam casados ou da mesma família não podem estar juntos em público, não podem estar sozinhos no mesmo veículo, não podem ir ao um restaurante juntos. Quando você vai a uma loja, ao banco ou restaurante, você obrigatoriamente vai ter de falar com um homem. Isso é aceitável em qualquer cidade da Arábia", relata Débora.

A maioria dos prédios possui entradas diferentes para homens e mulheres, e parques e até o transporte público têm áreas segregadas para mulheres.
Hasan Jamali/Ap
Hasan Jamali/Ap

6

 

Entrar em cemitérios

Uma mulher será enterrada em um cemitério, mas não poderá participar do funeral de seus parentes, já que elas são proibidas de entrar no local. Mas não se engane: os sauditas não dão muita atenção a funerais; até o sepultamento do rei foi simples. "Eles acreditam que os mortos podem nos ouvir. Então as mulheres não devem ir aos enterros porque, emotivas por natureza, iriam chorar muito e incomodar os mortos", explica Débora. Outro motivo é o fato de que não se deve rezar ou fazer súplicas para os mortos, e supostamente as muheres poderiam fazer isso.
Anja Niedringhaus/AP e Toshifumi Kitamura/AFP
Anja Niedringhaus/AP e Toshifumi Kitamura/AFP

7

 

Disputar competições esportivas em seu território

A participação de mulheres nos esportes tem grande oposição dos religiosos. Até o ensino de Educação Física é proibido nas escolas para elas. Neste ano, a Arábia Saudita se propôs a sediar os Jogos Olímpicos sem competições femininas --elas seriam disputadas no Bahrein, que participaria da candidatura conjunta. A ideia foi vetada pelo Comitê Olímpico, que classificou a proposta como discriminatória. Mas, em 2012, as mulheres sauditas puderam pela primeira vez disputar uma Olimpíada --ainda que tenham sido chamadas de prostitutas pelos clérigos radicais do país.

Aos 16 anos, a judoca Wodjan Ali Seraj Abdulrahim Shahrkhani foi uma das duas primeiras mulheres a disputar uma Olimpíada, em Londres. Ela disputou as provas com um véu depois de uma discussão com o comitê, que chegou a um acordo sobre um modelo que cobriria os cabelos dela. A outra é a atleta Sarah Attar, que também correu de véu e calças.
Reuters
Reuters

8

 

Usar academias e piscinas sem restrições

Se você vive em uma cidade grande, há opções de academias femininas semelhantes às brasileiras. Mas, nas áreas menores e mais tradicionais do país, malhar é algo quase impossível. "Academias existem só dentro de clínicas ou salões de beleza ou estética e, mesmo assim, com várias restrições", relata Débora. "São poucos aparelhos e horários bem reduzidos".

Uma repórter da agência de notícias Reuters contou recentemente que, apesar de estar hospedada em um hotel de luxo em Riad com uma excelente academia e uma grande piscina, foi impedida até mesmo de conhecer os lugares. "Há homens em trajes de banho lá" disse o funcionário do hotel em choque com o pedido de Arlene Getz. O que foi disponibilizado para ela se exercitar foi uma pequena sala com uma esteira e uma bicicleta ergométrica.
Reuters/Arquivo
Reuters/Arquivo

9

 

Se consultar com um médico sem a presença de seu guardião

Segundo a ONG Human Rights Watch, foi aprovada recentemente uma fatwa (decreto religioso) determinando que mulheres não sejam examinadas por médicos sem a presença de seus guardiões. Elas só podem expor partes do corpo para homens em casos de emergência médica. Mas Débora afirma que tanto ela como as outras mulheres do país conseguem atendimento sozinhas com médicas mulheres sem dificuldades.
Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

10

 

Comprar uma Barbie

A famosa boneca americana foi banida da Arábia Saudita em 2003, já que seria uma ameaça para a moralidade. As meninas do país têm a Fulla, criada na Síria e que no mesmo ano ganhou os mercados sauditas. Ela também vem em uma caixa rosa e tem uma coleção de véus que podem ser trocados. Ela não tem namorado (como o Ken) e, além de cozinhar, cantar e rezar (em vez de ter uma vida típica americana, como a Barbie), atendeu a um mercado consumidor que demandava uma boneca que representasse as tradições islâmicas. Além disso, a Fulla custa a metade do preço da Barbie.
Fonte: Uol

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Religioso revela como escapou de extremistas na Síria: cantando sobre Jesus



Um religioso americano carmelita contou como conseguiu ser liberado pelos muçulmanos que o sequestraram na Síria; Ele cantou algumas canções em árabe, nas quais o protagonista era Jesus. O irmão David Johnson tem 34 anos de idade, nasceu e cresceu no Colorado (Estados Unidos) e relatou como começou a sua história no monastério persa carmelita localizado em Qara. No princípio, ele chegou para estudar o idioma árabe e posteriormente decidiu ficar quando descobriu o chamado de Deus.

“Não sabia da existência de cristãos no Oriente Médio e de fato, quando me mudei para esta região, vi que existiam dois milhões de cristãos”, declarou o religioso durante um diálogo com o Grupo ACI em Denver. Há três anos o Irmão Johnson estava na torre do mosteiro e viu um grupo de milicianos passar por ali. De maneira amigável os saudou e os muçulmanos se surpreenderam. Imediatamente se dirigiram ao lugar onde estava Johnson. Quando chegaram ao convento exigiram saber quem os saudou e quando souberam que era dos Estados Unidos o sequestraram, pois pensaram que poderia ser um espião.

Depois do sequestro, toda a comunidade começou a rezar: “Minha comunidade, em vez de entrar em pânico, foi à igreja e começaram a liturgia. Começaram a rezar, fizeram uma missa. Eu estava nas mãos de Deus e não sentia medo”, declarou o religioso. Quando estava com seus sequestradores, o irmão David disse que começou a cantar em árabe sobre a ressurreição de Cristo. E que pouco a pouco foi ‘suavizando seus corações’. “Eles me diziam que nunca tinham escutado isso antes e me pediam que cantasse novamente. Sendo assim cantei outra vez ‘Cristo ressuscitou dentre os mortos vencendo a morte e difundindo a vida entre as tumbas’”, disse o Irmão Johnson.

Os milicianos riam e aplaudiam. Logo decidiram devolvê-lo ao mosteiro. Antes disso, porém, tiveram a ideia de levá-lo ao resto do seu exército para que eles também ouvissem o religioso cantar. “Abriram as portas do seu acampamento e me obrigaram a cantar sobre a ressurreição a um grupo de soldados… e começaram a aplaudir! Pensei que era um sonho, que estava em uma realidade alternativa!”, relatou o religioso ao grupo ACI. O irmão David Johnson está seguro de que sua habilidade de cantar em árabe ajudou na sua libertação, mas foi através da oração de sua comunidade que os muçulmanos o puseram em liberdade. “Rezemos, rezemos, rezemos e ponhamos nossa confiança em Sua sabedoria”, concluiu o religioso.

Fonte: AC Digital

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Considerações Acerca do "Chamado Missionário" (ou O Ocaso Missionário no Brasil Atual)


Vivemos numa época de "pós". É a pós-modernidade, expressão que já foi até mais badalada.... e, como é a primeira vez que colocamos um termo na época em que vivemos, no nível de "pós", talvez já vivamos uma ´pós-pós-modernidade´. É a época das pós-graduações. Já notaram que "todo mundo" tem uma "pós-graduação" em algo? É uma febre que começou com a banalização do acesso ao curso superior, mais uma herança implementada pelo governo do PT, que mascara o baixíssimo nível das montanhas de "faculdades" e novos cursos abertos em 12 anos, sob o pressuposto de "acesso à Educação". Este "acesso" só engrossa as estatísticas brasileiras nos relatórios da ONU.... mas isso é uma outra história. Esta também é a época da pós-glamourização de Missões, um problema real, longe de ser efêmero e com consequências sérias e graves para a Igreja atual, mas, incrivelmente, pouco ou nada perceptível pelas maiores agências missionárias e os missiólogos de plantão.

Explico: os cristãos evangélicos brasileiros experimentaram entre meados da década de 80 e fins da década de 90, do século passado, uma verdadeira torrente, uma cachoeira de predições e números que mostravam que o crescimento explosivo do evangelicalismo no Brasil só poderia redundar num avanço missionário significativo. E chegou mesmo a haver um crescimento expressivo quanto ao trabalho de avanço de frentes missionárias naquele período. Livros foram lançados (alguns, best-sellers), um sem número de conferências nacionais com exposições e um aparato geral que daria inveja a qualquer encontro de qualquer grupo corporativo do período. Hotéis eram locados, nas mais belas regiões do Brasil, para se falar em Missões. O apelo missionário foi tamanho, que conseguimos produzir material que poderia nortear os rumos de missões pelos próximos 20 ou 30 anos. Dados atualizados sobre países onde há perseguição ferrenha contra cristãos, povos não alcançados, desafios missionários dentro de nosso país foram alguns dos pontos positivos, legado deste levante missionário de fins do século XX.

Porém, como tudo hoje é pós, penso que o erro fundamental na análise do período foi a duração do mesmo, e tal erro se deu, talvez, pelo fervor da época. Cada vez mais comuns foram as desistências do campo missionário, embora estudos da Universidade Gordon-Conwell (EUA), de 2010, nos revelem que houve um aumento natural no envio de missionários brasileiros aos campos transculturais. Porém, traduzamos tais números, colocando-os em contexto e teremos uma percepção diferente deste aparente crescimento no envio de missionários, tido por muitos como "extraordinário". Segundo o estudo, o Brasil enviou, em 2010, 34 mil missionários transculturais, 70% a mais do que no ano 2000. Observemos o gráfico a seguir:


Fig. 1

No ano 2000, éramos cerca de 18% da população; em 2010, cerca de 22,2%. Quanto isto dá em números reais? Veja o gráfico a seguir:


Fig. 2

Assim, se havia cerca de 18% de cristãos evangélicos no ano 2000, de acordo com o Censo do IBGE (Fig. 1), então éramos cerca de 30 milhões e 560 mil cristãos evangélicos. Em 2010, se éramos 22,2% de uma população de 190,755 milhões (Fig. 2), logo havia algo em torno de 42 milhões e 347 mil cristãos evangélicos brasileiros. Se, de acordo com a pesquisa da Gordon-Conwell, tínhamos essa quantidade, então em 2000 havia 23,8 mil missionários e, em 2010, c. de 34 mil missionários transculturais brasileiros. Em 2010, portanto, tínhamos 1 missionário transcultural para cada 1245,5 cristãos evangélicos. Comparando ao ano 2000, havia 1 missionário para 1284 cristãos evangélicos!! O que os números revelam? Que apesar do inquestionável crescimento dos evangélicos, a relação de cristãos comuns com missionários transculturais estagnou!!

- Ano 2000:
  • 30.560.000 cristãos evangélicos. Percentual de cristãos/sociedade: 18,8%. Percentual de cristãos missionários por cristãos comuns: 1 para 1284
- Ano 2010:
  • 42.347.000,00 cristãos evangélicos. Percentual de cristãos/sociedade: 22,2%. Percentual de cristãos  missionários por cristãos comuns: 1 para 1245!!!
E pra piorar, vemos que esses números não são absolutos. Uma outra fonte, por exemplo, afirma que em 2011 havia apenas 23.000 missionários transculturais brasileiros, atuando em 50 países. 

Mesmo tendo um aumento real no número de missionários (de 23,8 mil missionários em 2000 para 34 mil missionários em 2010), a relação de missionários por cristãos comuns pode até ter tido um decréscimo. Levemos em consideração, também, que o número total de evangélicos subiu de 30.560.000 em 2000, para 42.347.000 em 2010. Há várias formas de ver esses números, mas, ao meu ver, no mínimo a Igreja estagnou no quesito missões, especialmente missões transculturais. Um por cento de 42.347.000 é 423.470. O número de missionários transculturais, hoje, é dez vezes menos do que isso, ou seja: o número de missionários na igreja brasileira corresponde a 0,1% da quantidade total de membros

Quais são os principais fatores para uma tão baixa procura quanto àquela que é considerada tarefa maior da Igreja? Posso elencar, por experiência contígua, alguns fatores que, penso eu, estão diretamente relacionados;

- O "evangelho da prosperidade": sem dúvida alguma, a explosão do evangelho da prosperidade alienou toda uma geração de cristãos evangélicos em toda a América Latina e na África. Transformando o céu na terra, as igrejas envolvidas diretamente com a prosperidade tornam-se, na maior parte das vezes, mega-igrejas, com um modus-operandi que se resume à sua manutenção e expansão interna. Com a prática voltada apenas ao seu crescimento e fortalecimento, as igrejas da prosperidade adotaram um discurso fortemente triunfalista, auto-ilusório, egoísta. O resultado é uma porção cada vez maior de cristãos evangélicos que, envolvidos com tais práticas, esqueceram-se de sua tarefa precípua, as missões, pela promessa de "uma vida prazerosa", "riquezas e bem-estar sócio-cultural", "finanças como que de reis". Por mais que digam que não, é notório que a ênfase de sua pseudo-teologia gira em torno de se ter, no lugar de ser.


- O despreparo vocacional: como dizíamos, tudo hoje é pós. Pululam "pós-graduações" até do jeito de se fabricar mamolengos. Mas, como criamos um sistema educacional monstruosamente pragmático, com processos que não têm foco moral definido, não é de admirar que hoje "se queira ser ´o melhor´ em qualquer coisa", independentemente se se quer ser "bom" para a sociedade. Este pragmatismo, mesmo que menos acentuado, alcançou o coração da Igreja e os candidatos a missionários. O resultado é um show de conhecimentos estatísticos, conferências das mais elaboradas que se possa imaginar, cursos de aculturação transcultural que fariam inveja a qualquer grande centro universitário, mas pouco ou nenhum treino quanto à consciência da vocação. Podem me chamar de retrógrado, ultrapassado, etc., mas sou daquele tempo em que as coisas na Igreja eram feitas primordialmente por vocação, fossem quais fossem. A palavra vem do latim "vocatio", ou "chamado", pois é Deus quem chama. A miríade de pastores, obreiros, missionários inaptos ao campo está em razão direta de seu desconhecimento/despreparo vocacional. Não tendo consciência suficiente se foram realmente vocacionado por Deus, muitos dos ministérios de tais "missionários" tornam-se verdadeiras piadas evangelicais (e de mau gosto). Abandonam o campo por tudo, promovem um desserviço acerca do Evangelho, criam presepadas de mau testemunho no campo missionário e fora dele e, agora, parece até que muitos estão levando o seu suposto "chamado" missionário a um outro nível: querem "faturar" com o mesmo, sob a desculpa de que "tudo" é para missões.

- O não acompanhamento da igreja local: é sabido que a Igreja tem estado deficiente quanto às suas obrigações gerais, e principalmente nos dias de hoje, como instituição. Essas deficiências mudam o próprio modus operandi de práticas que, antes, estavam diretamente ligadas à esfera de influência direta da maioria das igrejas. Hoje, organizações pára-eclesiásticas funcionam onde a igreja é deficiente e foi assim, com o surgimento das primeiras "agências missionárias", no século XIX. As agências missionárias especializaram-se, de fato, no envio do missionário, preparando sua aculturação, até treinando-o em casos extremos, como de eclosões de guerras civis e perseguição generalizada nos países para os quais se enviam obreiros. Ok. Mas, a "ponte" que deveria existir com as igrejas - de onde são realmente oriundos os missionários -, fortalecendo os laços, fomentando o trabalho daquele missionário até para que ele estimule o chamado de outros em sua comunidade, deixa de existir, havendo uma espécie de "substituição" da organização a quem se presta contas, primordialmente. Assim, muitos missionários ficam sem vínculo institucional, o que pode afetar, inclusive, sua própria mensagem evangelística. Sem uma orientação do quê, de fato, deve ser pregado, ensinado, discipulado, o missionário pode gerar líderes teologicamente fracos, que não terão força doutrinária para regarem a igreja nos períodos de maior adversidade, por exemplo. Tal independência (muitas vezes fomentada ainda pela agência missionária) é essencialmente prejudicial, pois, onde a igreja eventualmente "erra", as parte do Corpo, sejam quais forem, devem se unir para "consertá-la", ajudá-la a gerir melhor determinadas situações, como a conscientização missionária do povo, e não abandoná-la ou negligenciá-la. Um erro com implicações profundas a médio e longo prazos.


Por fim, ressalto que deve haver, sim, um maior "rigor" no quesito "vocação" e "envio" ao campo. Não pense, prezado internauta e leitor deste texto, que a estagnação no percentual de missionários que a Igreja brasileira teve ao longo de dez anos (2000 - 2010), é fruto apenas de fatores pontuais e imediatos. Nada disso. São processos que vêm se desenrolando há décadas e que têm afetado, como dissemos, todo o modus operandi da prática eclesial em nosso país. De todos os pontos, julgo que o não compromisso com a vocação é, se não o mais grave, um dos mais graves, com certeza. A enxurrada de missionários que, atualmente, tem abandonado os campos missionários, relegando-os a segundo plano, pela busca de sonhos pessoais, comodidade financeira e por questões familiares é assustador. Com uma Igreja cada vez menos propensa a absorver o ensino da abnegação necessária e própria do missionário, mesmo tendo em vista as inumeráveis ênfases que a Bíblia dá quando o assunto é "a pregação das boas-novas de salvação", o próprio termo "missionário" tornou-se demasiadamente amplo, como hoje é o de "pastor". Sabemos que há, em determinadas instituições, o "pastor das finanças", o "pastor do grupo de teatro", o "pastor dos empresários", o "pastor do louvor". Não entro no mérito de como deva se organizar esta ou aquela instituição, Deus me livre, mas é inegável que ficamos com a sensação de que o peso do ofício que o nome traz consigo tornou-se elástico demais. O mesmo tem se dado com o termo "missionário". Há as "missionárias" que o são apenas em círculos de oração.... "missionários" atuando, na verdade, como "diáconos", "presbíteros" e até "pastores". Há denominações que, para não deixarem a esposa do pastor sem um título, conferem-lhe o de "missionária", quase como um "cala-a-boca" eclesial e apenas por razões de status. Isso tudo só dificulta que o povo veja a importância do que é ser, de fato, um missionário. Como, na era do pós, praticamente tudo virou questão de status, percebemos que muita gente se habilita ou não para ser um "missionário" mediante o status que o nome oferece, nesta ou naquela instituição. Eis uma das mais profundas implicações das décadas de distorções eclesiais pelas quais passamos. Quem pára e reflete bem sobre esta crise vocacional eclesial que vivenciamos atualmente, percebe que suas raízes não são tão pontuais assim, muito menos passageiras e fáceis de serem erradicadas. É necessária uma reformulação completa em nossa eclesiologia prática, começando com um enorme trabalho de conscientização AGORA do que é de fato Igreja, quais seus ofícios e como eles se executam à luz das Sagradas Escrituras.

Que o Senhor Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a voltarmos ao caminho, ao "primeiro amor".

Deixo com vocês 2 Timóteo, capítulo 3. Um texto que deveria ser de cabeceira a todos os que trabalham cônscios de seu chamado, a fim de que sejam firmes e convictos de como devem, como homens e mulheres de Deus, exercer seus respectivos chamados. Os alertas e exortações do texto do Apóstolo Paulo a Timóteo estruturam o pano de fundo desta maravilhosa palavra de conselho, direção e fortalecimento espirituais.


"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos (estes, apresentar-se-ão como verdadeiros cristãos - grifo nosso), avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela
Destes afasta-te.
Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles.
Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou; e também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.
Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendidoE que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra". 

Em Cristo Jesus,
Pr. Artur Eduardo

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