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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Comando Vermelho no Ceará: "Bolsonaro, não!"

A FORÇA DO "ESTADO CRIMINOSO PARALELO" NO CEARÁ: FAÇÃO CRIMINOSA ORIENTA POPULAÇÃO EM QUEM VOTAR!!


Comando Vermelho Eleições 2018

Comando Vermelho, facção criminosa criada no Rio de Janeiro, está tentando dar as cartas nas eleições este ano no Ceará. “Nós tivemos informações de que indivíduos ligados a este grupo criminoso estariam impedindo que moradores de algumas comunidades de Fortaleza veiculassem propaganda de certos candidatos e trabalhassem em determinadas campanhas”, afirmou ao EL PAÍS o procurador regional eleitoral do Estado Anastácio Tahim. Para fazer frente a esta ameaça foi solicitada ao Governo Federal a presença de agentes do Exército em cinco cidades cearenses: Fortaleza, Caucaia, Juazeiro do Norte, Maracanaú e Sobral, todas com mais de 100.000 habitantes. O pedido ainda precisa ser endossado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará antes de ser enviado ao Tribunal Superior Eleitoral. Tahim não quis entrar em detalhes sobre quais bairros da capital estariam sofrendo com a ação da facção.
Nos últimos anos o Estado se tornou uma das principais linhas de frente da batalha travada entre o Primeiro Comando da Capital e seus ex-aliados do CV, com a ajuda de grupos locais como os Guardiães do Estado e a Família do Norte. Desde 2016 a violência voltou a tomar conta das periferias da região, após um breve período conhecido como a pacificação nas favelas, fruto do acordo de paz entre CV e PCC, que ruiu no final daquele ano.
A ordem para que certos candidatos fossem boicotados nos bairros consta em um bilhete anexado ao pedido da procuradoria. “Existe uma circular atribuída ao CV ameaçando e orientando os moradores de certas comunidades com relação a quais candidatos tem propaganda vedada no bairro”, diz Tahim.
No texto, se lê: "Circular informativa do CV-CE. Viemos por meio desta comunicar que todas as nossas comunidades não venham a aceitar campanha política do partido chamado PROS. Partido esse que apoia o Vitor Valin [deputado federal], capitão Wagner [candidato a deputado], Jair Bolsonaro [PSL, candidato à presidência], entre outros policiais que apoia (sic) todo tipo de conduta antidemocrática contra comunidades carentes". Mais à frente, o comunicado atribuído ao CV diz que "esses políticos apoiam a ditadura, a tortura e tudo que é contra o povo carente".
"É fato que estas associações delinquentes, em todo o país, buscam cada vez mais a infiltração no ambiente institucional e político"
O domínio dos territórios onde é feito o comércio de drogas é apenas o primeiro passo do crime organizado, diz Tahim. “A partir do momento em que essas facções ocupam seus territórios, em alguns inclusive o policiamento já não entra, eles começam a ter contornos e pretensões eleitorais”, afirmou. As informações sobre a ação do Comando Vermelho nas eleições foram repassadas à Procuradoria Regional Eleitoral e ao Ministério Público via denúncias anônimas de moradores, e confirmadas por alguns manuscritos de autoria de criminosos.
Indagado se algum candidato está atualmente sendo investigado por ligação com criminosos, Tahim disse que não poderia responder, mas afirmou que “isso já aconteceu em outras eleições” no Estado. Para ele, este tipo de ação de grupos criminosos é uma grande ameaça à democracia. “Na medida em que você tem um grupo armado tolhendo a livre manifestação e o voto de cidadãos, você tem um sério comprometimento das eleições”, diz o procurador. “Este risco existe, tanto existe que fizermos a solicitação [para o envio de forças federais]. Se não acreditássemos na existência do risco não estaríamos solicitando este auxílio”, afirma.
No parecer assinado por Tahim, o procurador destaca que “é fato que estas associações delinquentes, em todo o país, buscam cada vez mais a infiltração no ambiente institucional e político”. Um caso clássico deste tipo de atuação criminosa ocorreu no Rio de Janeiro, quando líderes milicianos se elegeram vereadores e deputados estaduais – atualmente estes grupos fluminenses utilizam testas de ferro nas eleições para minimizar sua exposição.
Além do CV, outra facção é mencionada no ofício enviado pela procuradoria para o TRE: os Guardiães do Estado. Este grupo, criado no Ceará em meados dos anos 2000, é aliado do PCC na região. No documento, o procurador Tahim menciona “a expulsão de dezenas de legítimos beneficiários do programa assistencial Minha Casa Minha Vida no Ceará” de suas residências por criminosos dos Guardiães. O EL PAÍS esteve em alguns bairros onde esse processo ocorreu em março deste ano. Os episódios de violência ocorridos recentemente no Estado, com ataques a prédios públicos e ônibus, também são mencionados pelo procurador para reforçar o pedido de ajuda ao Governo Federal.
Não é a primeira vez que o Estado pede auxílio de forças federais durante o período eleitoral: no pleito de 2016 o Governo Federal já havia reforçado a segurança na capital e outras cidades. “Não é um atestado da incapacidade do Estado de prevenir, mas sim demonstra que precisamos somar esforços nisso. Temos 184 municípios no Ceará, e é preferível que tenhamos Força Federal em cinco para que possamos desafogar o emprego das forças estaduais nestes outros”, conclui Tahim.
Fonte: El País

terça-feira, 31 de julho de 2018

Tráfico no Rio de Janeiro: o aumento da violência e a herança maldita da era PT

O NOVO PERFIL DO TRÁFICO NO RIO DE JANEIRO: TRAFICANTES CADA VEZ MAIS JOVENS, MAIS VIOLENTOS E NADA DE RESOLUÇÃO NO HORIZONTE

A Polícia Civil do Rio prendeu em 2017 Alberto Ribeiro Sant'anna, o Cachorrão, apontado como um dos líderes do tráfico de drogas na Rocinha

Esse é o perfil histórico dos adolescentes e jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo no Rio de Janeiro. Algumas características, no entanto, parecem ter mudado recentemente, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira.
Aumentou, por exemplo, o número dos que entraram para o tráfico antes dos 12 anos de idade e também dos que se dizem evangélicos. Além disso, os traficantes parecem ter um comportamento mais "família" do que há dez anos.
Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa realizada pela ONG Observatório de Favelas, sediada no Complexo da Maré, conjunto de favelas no Rio. O estudo traça o perfil e as práticas de jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo e sugere caminhos para a construção de políticas e ações públicas.
A ONG havia feito um levantamento similar entre 2004 e 2006, o que permitiu uma comparação de resultados em alguns pontos.
"Nos últimos dez anos, vivemos intervenções significativas na segurança pública no Rio, como a experiência da política de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Queríamos saber como elas tinham impactado no perfil e nas práticas das redes criminosas", diz Raquel Willadino, uma das coordenadoras do estudo.

Desigualdade de sempre

Foram entrevistados 150 jovens inseridos na rede do tráfico de drogas no varejo em favelas do Rio e 111 adolescentes no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).
A UPP não impactou no perfil dos "funcionários" do tráfico. "O que observamos foi uma reiteração de desigualdades que tínhamos identificado antes", diz Willadino.
A maior parte dos ouvidos (62,8%) tinha entre 16 e 24 anos, se identificava como preta e parda (72%). As mães foram majoritariamente citadas como responsáveis pela criação dos entrevistados (50,2%).
Também segue sendo verdade que os jovens deixam a escola na mesma faixa de idade em que entram para o tráfico. "Isso mostra que temos uma escola que não atrai o jovem, o que é fundamental para pensar estratégias preventivas", diz a pesquisadora.
Além disso, diz o estudo, a maior parte teve outros trabalhos antes de entrar para o tráfico. "O que importa é muito mais a precariedade do tipo de trabalho ao qual tiveram acesso", observa Willadino.

Criança e traficante

Um número maior de entrevistados disse ter entrado para o tráfico antes de fazer 12 anos: passou de 6,5% em 2006 para 13% em 2017. Não estava no escopo da pesquisa tentar explicar o porquê, mas isso chamou a atenção dos entrevistados.
A maior parte, no entanto, ainda entra para o tráfico entre os 13 e os 15 anos.
"Esses resultados reforçam a relevância do desenvolvimento de políticas preventivas voltadas para a infância e a adolescência e de iniciativas que levem em conta vulnerabilidades do contexto familiar", diz Willadino.
"Isso não quer dizer que a raiz do problema esteja na família. Observe que 55% das famílias não têm nenhum membro em atividades ilícitas, mas tampouco se pode ignorar", diz a pesquisadora.
Fonte: BBC

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Se não prestarmos atenção, o que está acontecendo na Nicarágua acontecerá no Brasil

PRESIDENTE DA NICARÁGUA CHAMA IGREJA CATÓLICA DE "GOLPISTA" E ENDURECE PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS DO PAÍS

No primeiro discurso após a ofensiva de policiais e paramilitares contra redutos oposicionistas, o presidente nicaraguense, Daniel Ortega, acusou os bispos da Igreja Católica de golpistas e disse que seus opositores no país precisam ser exorcizados.
Diante de dezenas de milhares de simpatizantes reunidos para celebrar o 39º aniversário da Revolução Sandinista, o mandatário esquerdista atacou a atuação da igreja durante a tentativa de diálogo nacional, atualmente suspensa. 
O feriado mais importante da Nicarágua ocorreu neste ano em meio à crise mais grave do país das últimas décadas. Há três meses, o país viveuma onda de protestos exigindo a saída de Ortega.
Desde o início de abril, houve ao menos 360 mortes relacionadas aos protestos, segundo a Associação Nicaraguense Pró-Direitos Humanos (ANPDH), a ampla maioria manifestantes da oposição.
Parte das mortes ocorreu nos últimos dias, durante ataques do governo a bastiões anti-Ortega em Masaya e na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (Unan).
“É preciso haver consenso. E, para ter consenso, é preciso acordo entre as duas partes. Mas eles simplesmente apareceram com um ultimato”, acusou Ortega. “A mim me assombrou que os senhores bispos tivessem essa atitude de golpistas.”
Ortega acusou a igreja de encampar as exigências dos movimentos opositores, principalmente a convocação de uma nova eleição presidencial —o mandato atual termina em 2022, mas o líder sandinista pode se reeleger indefinidamente. 
“Estamos obrigados a pedir aos bispos que se retifiquem e não alimentem essas seitas satânicas, golpistas, assassinas”, afirmou Ortega, após ler o nome dos 22 policiais nacionais mortos durante os protestos.
Em resposta via Twitter, o bispo auxiliar de Manágua disse que: “A Igreja não sofre por ser caluniada, agredida e perseguida. Sofre por quem foi assassinado, pelas famílias que choraram, pelo detidos injustamente e pelos que fogem da repressão”
No palco, o mandatário nicaraguense também condecorou a mãe de um dos policiais mortos, cujo cadáver foi incendiado na rua. Sobre os universitários e outros manifestantes mortos, disse que estavam sendo pagos e acusou "agências norte-americanas” de financiar a oposição.
O governo nicaraguense, no entanto, deu o aval oficial aos US$ 6,9 milhões desembolsados por Washington para ajuda ao país centro-americano apenas neste ano. 
O ato contou com a presença dos chanceleres da Venezuela, Jorge Arreaza, e de Cuba, Bruno Rodríguez. Em discurso, ambos acusaram os EUA de estarem por trás dos protestos. 
O representante de ditador Nicolás Maduro também ofereceu ajuda armada: “Saiba, presidente Ortega, que, se o povo bolivariano, os revolucionários da Venezuela, tivéssemos de vir a Nicarágua para defender a soberania e a independência, a ofertar nosso sangue pela Nicarágua, iríamos à montanha de Nova Segovia como [o líder guerrilheiro Augusto] Sandino."
A cerimônia, ao lado do palácio presidencial, foi também uma tentativa de demonstrar que Ortega, no poder há 11 anos, se mantém popular no país. Na multidão, muitos portavam algum apetrecho do patido governista Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).
“Não quero que derrubem essa revolução. Custou sangue e sacrifício”, disse o tenente aposentado William Mendoza, 63. “Os sandinistas estão mais unidos do que nunca contra os grupos terroristas e os Estados Unidos.”
Fonte: Folha

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Pai se passa por filha de 11 anos, marca encontro com pedófilo em rodoviária e suspeito é espancado por transeuntes

Um homem de 28 anos, suspeito de pedofilia, foi espancado na rodoviária de Mogi das Cruzes, em São Paulo, na tarde deste sábado (16), depois de ter marcado um encontro com uma criança de 11 anos através do Whatsapp. Na verdade, quem trocava as mensagens com ele eram o pai e a madrasta da garota, que tiveram acesso ao teor das conversas iniciadas no final do mês passado.
De acordo com o G1, o pai da menina contou na delegacia que na madrugada de 27 de março um estranho fez contato com o celular da filha dele pelo Whatsapp. Segundo ele, havia a mensagem “oi” e a foto de um pênis. O pai ainda relatou que a filha viu a mensagem por volta das 10h e entregou o celular para a madrasta, que respondeu “oi, quem é?”.
Pai levou para a polícia mensagens que teriam sido trocadas pelo WhatsApp com suspeito de pedofilia em Mogi; mensagens foram anexadas a boletim de ocorrência (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
(Foto: Reprodução)
Ainda de acordo com o pai, houve resposta apenas às 11h19. Segundo o boletim de ocorrência, a madrasta se passou pela criança e começou a conversar com o suspeito. O pai disse que ele próprio também se passou pela filha na tentativa de descobrir o que o homem queria com a criança. Desde então, segundo o pai, a criança não falou com o suspeito. Ainda de acordo com o pai, as conversas foram se prolongando e o homem pedia abertamente fotos da menina pelada, perguntava sobre o corpo, etc.
Segundo o pai, na madrugada deste sábado, o homem propôs um encontro e eles marcaram na rodoviária. O suspeito chegou a mandar uma foto do próprio busto para ser reconhecido.
Na hora marcada, a madrasta e o pai esperavam o homem no terminal, perto do banheiro. A madrasta falava com o suspeito ao telefone se passando pela criança. Quando ficou frente a frente com a madrasta, o pai relatou que o suspeito gesticulou como se fosse abraçá-la e foi segurado.
O pai acrescentou que pessoas que passavam pelo local perguntaram o que estava acontecendo e a madrasta disse: “pedófilo!”. Segundo o pai, populares começaram a agredir o suspeito até a chegada da Polícia Militar. O pai disse que tentou evitar a agressão porque já havia chamado a polícia, mas havia uma dez pessoas agredindo o homem. Ele relatou à polícia que “fez o que pode para tentar evitar a agressão pois seu objetivo era a prisão do indivíduo.”
Pai levou para a polícia mensagens que teriam sido trocadas pelo WhatsApp com suspeito de pedofilia em Mogi; mensagens foram anexadas a boletim de ocorrência (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
(Foto: Reprodução)
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes com base no artigo do Estatuto da Criança e do Adolescente que trata de “aliciar, assediar, instigar ou constranger.” O suspeito não foi levado para a delegacia porque precisou ser hospitalizado no Hospital Luzia de Pinho Melo, mas no boletim de ocorrência consta que ele é “averiguado”. O pai da menina levou para a delegacia os pertences do suspeitos, que incluiam celular com dois chips, chip avulso, preservativos e bolsa de pano, que serão encaminhados para perícia.

Fonte: Correio 24h

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